Acerca de mim
Capa exterior do último CD em alusão aos 50 Anos de Carreira de MB.
CD «50 ANOS DE CANTIGAS» (Compilação de 20 temas musicais de sucesso na carreira do artista Mano Belmonte)
Capa interior do último trabalho em CD "MB - «50 Anos de Cantigas».
MB - Resumo biográfico pelo Jornalista José Mário Coelho - Toronto/Canadá 2010
Jornal "Portugal Ilustrado" - Toronto/Canadá
RECOMEÇAR...
-Recomeçar-
Com mais de três décadas a vivermos na diáspora, fechamos os olhos tentando fazer uma retrospetiva das coisas boas e menos boas que nos aconteceram ao longo dos anos...Batemos de frente com um enorme painel branco na nossa mente, reprimimos a vontade de um choro convulsivo para, de imediato, pensarmos que, hoje, é um bom dia para enfrentar novos desafios...
O ser humano é feito, entre outras coisas, de sonhos, ideais, expectativas...
O futuro, apesar dos percalços e obstáculos do presente, sempre se desenha com bons ventos, melhorias e conquistas. Por isso, sempre devemos prosseguir lutando, doando o melhor de nós na busca de objectivos e metas.
Neste percurso, à medida que nos esforçamos, alcançamos degraus intermediários e vitórias parciais que nos animam e estimulam em frente. Ser reconhecido pelos que nos cercam, parentes, amigos ou gente anónima, é um grande incentivo.
Dizer-lhes o quanto foi importante todo este carinho e amor dedicados ao longo dos anos, os elogios reconhecendo virtudes, tendo em mente que colhemos tudo o que plantamos nesta escalada da montanha da vida onde aprendemos a subir e a descer, cair e levantar, mas voltar sempre com a mesma coragem. Não desistir nunca de uma nova felicidade, uma nova caminhada, uma nova paisagem, até chegar ao topo da montanha .
Recomeçaremos por abrir novos espaços mentais e físicos. Aproximarnos-emos, dos familiares, dos velhos amigos, de pessoas alegres e sem preconceitos, da terra que nos viu nascer... Atirar para longe os ressentimentos, as mágoas, os melindres que impedem a felicidade entrar.
Dividirnos-emos entre duas Nações que amamos e repartiremos nosso coração entre chegadas e partidas, alegrias e ânsias.
Recomeçar uma nova vida é só uma questão de querer. Se quisermos. Deus quer.
Mano Belmonte
BLOG «Canções & Emoções» por Mano Belmonte
terça-feira, março 23, 2010
Carta do Canadá - Fernanda Leitão
CARTA DO CANADÁ
Fernanda Leitão
PEDOFILIA E IGREJA
Ultimamente têm-se sucedido denúncias de pedofilia cometida por sacerdotes católicos na Alemanha, Áustria, Holanda, Estados Unidos, México e Brasil. Tudo leva a crer que a procissão vai ainda no adro e muitas outras denúncias aparecerão no rio imparável dos meios da comunicação social. Uma das denúncias apareceu sob a forma de banda desenhada e contava a experiência do seu próprio autor, Philipe Girard, filho de pais divorciados que foi entregue aos cuidados de um colégio interno francês. Tinha 12 anos e foi assediado por um dos professores, justamente o mais influente e o que orgnizava um passeio anual com estudantes, mas resistiu e teve a sorte de ter uma mãe a quem podia abrir a sua alma. Mudou de colégio e, anos mais tarde, quando rebentou o escândalo, foi testemunha contra esse padre, que acabou por ser preso. A banda desenhada demonstra como era tecida a rede da manipulação dos jovens. A advogada que defendeu algumas das vítimas, declarou publicamente: "Se a Igreja Católica não aprende agora a lição, nunca mais aprenderá".
Há dias, no Toronto Star, diário canadiano de expansão nacional, fortaleza de milhão de exemplares diários, uma professora emérita de Bioética na Dalhousie University, de Halifax, Nuala Kenny, declarava à reportagem sobre o que foi chamado de "tsunami de abusos sexuais que atinge a Igreja Católica": "Quem quer que esteja atento tem de saber que, há pelo menos 20 anos, havia uma maneira certa de lidar com este caminho errado". E explicava que não se pode negar o inegável ou, em linguagem corrente, esconder o lixo debaixo do tapete. Nuala Kenny está em boa posição de assumir estas declarações porquanto foi, em 1990, membro de uma comissão organizada pela Igreja Católica canadiana para averiguar o alegado abuso sexual cometido pelos Christian Brothers, ordem religiosa que, na Terra Nova, tinha tido a responsabilidade do orfanato de Mount Cashel, entre 1970 e 1980. Dois anos depois, a Prof. Kenny tornou-se membro de uma comissão ad hoc da iniciativa da Conferência Episcopal Canadiana, donde saíu o relatório Da Dor Para A Esperança que levou a que a Igreja e o governo da província do Ontário concordassem numa indemnização de 40 milhões de dólares a 1600 vítimas de abuso sexual em duas escolas na região de Toronto e Otava. A polícia encarregou-se de 200 queixas crime de que resultaram 15 arguidos que a justiça veio a condenar. Esta decisão foi aplaudida pelo país. E tem razão o padre John Lotus, que fez parte da mesma comissão, quando afirma: "Os bispos canadianos podem orgulhar-se da maneira como conduziram este assunto. Infelizmente, não se pode dizer o mesmo em relação ao resto do mundo". Também, nos anos 90, rebentou um escândalo na comunidade portuguesa de Toronto quando alguns homens apareceram a queixar-se de terem sido abusados em crianças por dois colaboradores da paróquia que frequentavam, sendo que os abusos teriam sido cometidos dentro da própria igreja perante a ultrajante indiferença do padre responsável que, somadas as contas, protegia os pedófilos. A polícia investigou, o caso andou pelos tribunais, o padre foi, em 24 horas, expulso da paróquia em que trabalhava e convidado a não mais celebrar actos religiosos em público.
Foi um caso que fracturou para sempre a comunidade portuguesa, na medida em que ficou claro quem era cúmplice por venalidade, por interesse e negócios com o padre, ao mesmo tempo que marcava o maior afastamento dos jovens portugueses.
A Igreja Católica, fundada por homens e mulheres que viram e ouviram Jesus Cristo, que com ele comeram o pão quotodiano e sofreram as amarguras do Calvário, homens e mulheres que tomaram sobre si a cruz de manter viva a lição do Mestre, tem, ao longo dos séculos, sofrido algumas dores provocadas pelo barro humano. Nada de mais natural. Esse barro humano tem, por vezes, impedido a Igreja de lidar saudavelmente com a natureza dos homens, levando a esconder o que não deve ser escondido. O abuso sexual, cometido por não importa quem, é sempre um crime. Cometido por um sacerdote é um crime que brada aos céus. Se à Igreja compete ajudar e perdoar, compreender e curar, não é menos certo que faz parte da cura a punição dos prevaricadores, elementar compensação de crianças inocentes que sofreram às suas mãos. Se a César o que é de César, à Igreja o que é da Igreja, à Justiça o que é da Justiça.
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CRÓNICA DO CANADÁ
CRÓNICA DO CANADÁ
A coragem da fé
Em várias passagens do Evangelho, Jesus salienta a importância da coragem de testemunhar a própria fé.
Por exemplo: em determinado ponto da narrativa evangélica, o Cristo afirma que ninguém deve envergonhar-se Dele e das Suas palavras.
Das exortações do Mestre, extrai-se que não basta crer em algo. O homem deve viver na conformidade das suas crenças. Ter um ideal é muito pouco. É necessário ser fiel a esse ideal.
Num mundo corrompido, a fidelidade a uma concepção de vida mais pura não costuma ser fácil. Os exemplos que se recebe diariamente são bastante tristes. A Humanidade vive um período de grave crise moral. Sob o nome de liberdade, impera a libertinagem. A título de diversidade de costumes, as criaturas permitem-se aos mais estranhos desregramentos.
Urge lançar um olhar crítico sobre os hábitos da sociedade e meditar sobre eles.
Se todos adotarem determinado padrão de comportamento, será possível uma convivência pacífica e proveitosa?
Certo naipe de conduta é louvável?
Seria agradável ver os próprios filhos ou pais vivendo de forma destrambelhada?
Ou ver um ente querido sofrendo as consequências de outrem?
O que torna os outros infelizes deve ser combatido.
Aí surge a necessidade de ser corajoso.
Viver de acordo com padrões mundanos é fácil. Difícil é esposar ideais nobres e viver com nobreza.
Ser fiel a um ideal não implica tornar-se conversor compulsivo dos semelhantes. A liberdade de consciência é um imperativo da vida em sociedade. Entretanto, respeitar a liberdade dos outros não significa ser conivente com seus equívocos.
Pensamento da Semana
"Para viver em paz é necessário aprender a conviver com o diferente"
(Mano Belmonte)
segunda-feira, março 22, 2010
sábado, março 20, 2010
Crónica de Coimbra
NÓS ...OS ASILADOS POLÍTICOS DE HOJE!
Após o 25 de Abril, seguido da independência das nossas províncias ultramarinas, milhares de Portugueses, Lusos Angolanos e Africanos, deixaram suas Terras, casas e bens, acossados por atrocidades selvagens, muitos dos quais barbaramente assassinados. Chegam a Lisboa, carregados de miséria transida de ódio pelos descolonizadores que a expuseram aos atrozes efeitos da sua pressa demagógica em limpar a nódoa do chamado "colonialismo". Velhos, Mulheres e crianças amontoados como mercadoria, vaiados por gente sem escrúpulos, irmãos contra irmãos, são vistos de soslaio no aeroporto, desembarcando blasfémias contra o MFA, em cujo esquerdismo vêm o demónio que lhes traçou a desgraça. O pânico da impossibilidade imediata de os brancos abandonarem Angola com os seus parcos haveres, retratou um dos projectos mais loucos e sem vergonha, que a revolução de Abril (1974) realizou, análoga à fuga dos judeus do Egipto e do êxodo dos bóeres, registado como um dos acontecimentos mais espectaculares e dramáticos da História.
Cada um de nós, até o mais humilde e insignificante, foi abalado no mais íntimo da sua existência pelos vendavais e terramotos que, quase sem interrupção, têm assolado o nosso continente europeu...mas que nem por isso se lamentaram. O indvíduo que não tem pátria liberta-se num sentido novo, e só aquele que já nada tem a perder pode agir livremente. Esperam, assim, poder satisfazer, pelo menos, essa condição essencial a que deve obedecer toda a verdadeira descrição de uma época: sinceridade.
Nasci em Luanda, onde cresci, debaixo de uma só e única bandeira, a de...PORTUGAL. Essa cidade Luso Africana e cosmopolita, onde fui obrigado a abandoná-la como um criminoso, antes de a condenarem à degradação, fazendo dela uma simples cidade esburacada, atafulhada de orfãos e deficientes, retalhada e explorada, onde a mendicidade, hoje, representa o ex-líbris daquela África distante. Actualmente, não sou pois de nenhuma terra: sou, onde quer que me encontre, um estrangeiro, e, no melhor dos casos, serei um hóspede; até a minha pátria propriamente dita, a eleita do meu coração, até essa eu perdi, a partir do momento em que ela, pela segunda vez, se despedaçou numa guerra fraticida, que equivale ao seu suicídio.
Fui sem o querer, testemunha dessa horrível barbaridade, ornamentada de injustiças, racismo e do triunfo mais selvagem da brutalidade de que rezam as crónicas, relatos noticiosos e contos literários de todos os tempos; nunca, e não registo isso de modo algum com orgulho, mas antes com vergonha. Nunca uma geração sofreu uma tal queda moral de tão elevada altura como a nossa, Operaram-se transformações e mudanças mais radicais do que de ordinário em dez gerações; e todos nós sentimos que elas foram quase em demasia. É tão diferente o meu hoje de qualquer dos vividos ontens, tais foram as minhas subidas e as minhas quedas, que muitas vezes me parece ter vivido não só uma, mas várias vidas, e todas elas diferentes umas das outras.
Hoje, Portugal vive retalhado, sozinho, agarrado à crise, enclausurado e submisso à União Europeia. Pelo meio, a exaustão física e psicológica, os incidentes dos percursos, o desgate laboral, as situações deprimentes, os atrasos, o regresso à "pedinchice". No lar, que deixou de o ser para se conformar em albergaria de semi estranhos que se toleram pela necessidade da economia comum, onde a vivência familiar se perdeu, pais e filhos distanciam-se, avós e netos ignoram-se, obliterou-se o sentido da entreajuda e de carinho que eram o cimento da antiga coesão familiar.
FALIU A PÁTRIA! FALIU A FAMÍLIA!
Cruz dos Santos
Coimbra/Portugal
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quinta-feira, março 18, 2010
Foto do Dia
VISTA SOBRE 'KUMBH MELÁ', FESTIVAL INTERNACIONAL
NA ÍNDIA QUE DECORRE JUNTO AO RIO GANGES.
(Jitendra Prakash)
CRÓNICA DO CANADÁ
PÁSCOA
A Páscoa é o dia da família. Juntam-se as gentes; vêm de terras longínquas acolher-se na amizade de um ambiente familiar. Parece que todas as quezílias e rivalidades são passadas para trás das costas, como se a Ressureição de Cristo e a Salvação dos Homens, que ela representa, afastasse da Terra o pecado, a maledicência e o ódio. Por isso, a Páscoa é o segundo Natal. Segundo na classificação dada por nós, que nos tornamos cristãos pelo baptismo...num país cristão... e, pela Fé, continuamos a acreditar no sacrifício do Filho de Deus. Por isso, e não apenas por isso, a Páscoa é das quadras mais desejadas por nós, recebida com ansiedade e vivida plenamente. É quadra de festa, de sinos a tocar, de encontros e reencontros que simbolizam família, amor e fraternidade. É Páscoa - palavra que muito significa e que como a palavra Natal, quase todo o mundo entende.
FELIZ PÁSCOA!
Mano Belmonte
quarta-feira, março 17, 2010
terça-feira, março 16, 2010
Carta do Canadá - Fernanda Leitão
À ANTIGA E À BRUTA
Fernanda Leitão
Ao ver e ouvir Fernando Costa, presidente da Câmar Municipal das Caldas da Rainha, durante a transmissão dos trabalhos do Congresso do PSD pela RTP, não pude deixar de me lembrar duns mocetões, ribatejanos e alentejanos, que foram meus companheiros de estudos no Colégio de Nun'Álvares em Tomar. Eram encorpados e tesos, pegavam toiros, jogavam futebol, tinham bom murro e ficavam fulos se alguém lhes oferecia um copo de leite. Fossem lá chamar maricas a outros. Tirando isso eram uns corações de manteiga. Homens de cara direita e de palavra, amigos do seu amigo, leais até depois de Almeida. Homens da província com fundas raízes no meio rural. Trigo sem mistura. Vinho de boa cepa.
O que, tal como aconteceu com o discurso de Fernando Costa, é sempre apelidado de "caricato" por uns intelecto-altos que vivem de aparências, medos e cálculos. A propósito, vou transcrever um pedacinho de uma carta de Eça de Queiroz a Jaime Batalha Reis, era então o autor de "Os Maias" director de um jornal regional, em Évora: "Nós, os da Capital, rimo-nos da vida pequena da província; mas, no entanto, na província há uma serenidade, uma franqueza, uma verdade de sentir, um desassombro dos espíritos que é doce. Diz-se que a vida da província é de intriga, de interesses imperceptíveis: mas sabe-se porventura a pequenês dos interesses de Lisboa, o acanhamento da vida, a restrição dos sentimentos?"
Naquele congresso, inesquecível por más razões, o autarca das Caldas foi franco, directo, desassombrado e verdadeiro, mas sempre sereno. Não foi grosseiro nem insultuoso como um barão daquele pátio costuma ser quando não lhe dão o dinheiro que quer ou lhe descobrem compadrios e incompetências. Fernando Costa foi, ali, a autenticidade do Portugal Profundo, do País Real. Disse o que havia a dizer na cara de quem merecia ouvir, ali, frente a frente. Virou a mesa, destapou o jogo. Foi duro? Foi bruto? Tinha de ser porque estava a dirigir-se a pessoas que se julgam impunes e fartamente têm abusado da boa fé do povo. Quando assim é, há que ser bruto, porque só assim os abusadores ouvem e percebem. Há momentos na vida dum país em que se impões esta dureza.
Não o digo por teoria, sei do que falo. Há muitos anos, num momento de Pátria aflita, tive de fazer o mesmo aos lacaios de Moscovo e Pequim, aos vira-casacas que assinavam de cruz por causa dos negócios. Numa noite, em pleno PREC, estava Sá Carneiro em Londres, entre a vida e a morte, uma reunião do conselho de ministros, no VI Governo Provisório, deu em peixeirada. O primeiro ministro de então, almirante Pinheiro de Azevedo, arredou a sua cadeira para trás, demarcou-se do granel e pôs-se a ler jornais. Quando leu o Templário, deu uma palmada atroadora na borda da cadeira e berrou: "Desta é que eu não gosto! É uma besta como eu!". Foi-me isto contado mais tarde pelo seu chefe de gabinete, um distinto oficial da Marinha que conheci em casa de um grande tomarense, de um grande português amargurado, o general Silva Cardoso, da Força Aérea. Foi preciso ser bruta e assumo que fui. Tinha de ser. Por isso entendo e aprecio Fernando Costa. Teve toda a razão no que disse. Prova disso foi que, pouco depois, um barão tresnoitado propôs uma alteração de estatutos, segundo a qual serão punidos, incluindo com expulsão, os militantes que ousarem discordar e criticar dirigentes nos 60 dias que antecedem uma eleição. Daquele barão não se esperava melhor, mas a verdade é que os candidatos a presidentes do partido se calaram e 350 militantes, ali presentes, votaram a favor. Estes são os factos. A jeremiada dos candidatos depois do congresso encerrado, face ao berreiro indignado do país, vem tarde e mal. "Democracia" assim só no PC. Agora entendo as alianças parlamentares entre o PSD e os comunistas, apenas, e só, com fito de um golpe de estado que derrube Sócrates, aquele de quem mais se falou no congresso, em vez de se falar, como o país esperava, em soluções concretas para os problemas concretos que afligem os portugueses. Que confiança podem os eleitores ter nestes barões, nestes candidatos? Que alternativa pensam eles ser para este governo? Já pensaram aquilo que muitas pessoas pensam: se este é o partido do Presidente da República, se este é o partido que apoia o Presidente da República, será sensato colaborarmos neste disparate? Portugal precisa de um presidente independente ou dum partidário?
Para além de lamentável, este congresso foi mais uma traição à memória de Francisco Sá Carneiro.
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ASTERÓIDE MATOU OS DINOSSAUROS
Um grupo de investigadores de vários pontos do Mundo diz ter descoberto o verdadeiro motivo que levou à extinção do reinado dos dinossauros, uma questão que tem vindo a dividir os especialistas ao longo das últimas décadas...
Ler notícia completa
Pedido de Ajuda
Mais um email recebido a pedir ajuda para um transplante de medula óssea, que transcrevemos na íntegra:
Eu sou Andreia, tenho 22 anos, sou Educadora de Infância recém formada e mora em Lisboa. Até há pouco tempo a minha vida decorria normalmente e feliz até que me foi detectada Leucemia do tipo Mieloide Crónica. Poderei ficar totalmente curada se receber uma transplantação de medula óssea. Constatamos que tanto os meus pais como irmã não são compatíveis para o efeito, e...como tal procuro um dador. Todos os esclarecimentos podem ser obtidos no site do CEDADE - Centro de Histocompatibilidade do Sul - http://www.chsul.pt/ . O meu nome é Andreia Margarida Morais e Mota. Poderá contactar-nos através do 966886302 - ou pelo email motaandreia@hotmail.com . O possível dador não correrá qualquer risco.
Ficar-lhe-ei eternamente grata se me puder ajudar! Caso não seja possível, agradeço na mesma a sua atenção e desejo-lhe toda a felicidade que eu gostaria de ter.
Um beijinho, Andreia
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segunda-feira, março 15, 2010
sábado, março 13, 2010
Crónica do Canadá
CRÓNICA DO CANADÁ
FORÇA E CORAGEM
Será que nos consideramos pessoas de coragem?
E se temos coragem, também teremos força bastante para suportar os desafios da caminhada?
Em muitas caminhadas da vida, não sabemos avaliar o que realmente necessitamos: se de força ou de coragem. E há momentos em que precisamos das duas virtudes conjugadas.
Há situações que nos exigem muita força, mas há horas em que a coragem faz-se mais necessária.
Eis alguns exemplos:
É preciso força para ser firme, mas é preciso coragem para ser gentil.
É preciso ter força para ganhar uma guerra, mas é preciso coragem para se render.
É preciso ter força para estar certo, mas é preciso coragem para admitir a dúvida ou o erro.
É preciso ter força para sentir a dor de um amigo, mas é preciso coragem para sentir as próprias dores.
É preciso ter força para esconder os próprios males, mas é preciso coragem para demonstrá-los.
É preciso ter força para suportar o abuso, mas é preciso coragem para fazê-lo parar.
É preciso ter força para fazer tudo sozinho, mas é preciso coragem para pedir apoio.
É preciso força para enfrentar os desafios que a vida oferece, mas é preciso coragem para admitir as próprias fraquezas.
É preciso força para buscar o conhecimento, mas é preciso coragem para reconhecer a própria ignorância.
É preciso força para lutar contra a desonestidade, mas é preciso coragem para resistir às suas investidas.
É preciso força para enfrentar as tentações, e é preciso coragem para não cair nas suas armadilhas.
É preciso ter força para gritar contra a injustiça, mas é preciso muita coragem para ser justo.
É preciso força para pregar a verdade, mas é preciso coragem para ser verdadeiro.
É preciso força para levantar a bandeira da paz, mas é preciso coragem para construí-la na própria intimidade.
É preciso ter força para falar, mas é preciso coragem para se calar.
É preciso força para lutar contra a insensatez, mas é preciso coragem para ser sensato.
É preciso ter força para defender os bens materiais, mas é preciso coragem para preservar o património moral.
É preciso ter força para amar, mas é preciso coragem para ser amado.
É preciso ter força para sobreviver, mas é preciso coragem para aprender a viver.
Enfim, é preciso ter muita força para enfrentar as batalhas do dia-a-dia, mas é preciso muita coragem moral, para vencer-se a si mesmo.
Força e coragem: duas virtudes com as quais podemos conquistar grandes vitórias. E a maior delas é a vitória sobre as próprias imperfeições.
A coragem de vencer-se antes de pretender vencer o próximo, de desculpar antes de esperar ser desculpado e de amar apesar das decepções e desencantos, revela o verdadeiro cristão, o legítimo homem de valor.
Por essa razão a coragem é calma, segura, fonte geradora de equilíbrio que alimenta a vida e eleva o ser aos altos cumes da glória e da felicidade total.
Pensamento da Semana
"Quanto maior a dificuldade, tanto maior é o mérito em superá-la"
(Henry Ward Beecher)
É preciso ter força para estar certo, mas é preciso coragem para admitir a dúvida ou o erro.
É preciso ter força para sentir a dor de um amigo, mas é preciso coragem para sentir as próprias dores.
É preciso ter força para esconder os próprios males, mas é preciso coragem para demonstrá-los.
É preciso ter força para suportar o abuso, mas é preciso coragem para fazê-lo parar.
É preciso ter força para fazer tudo sozinho, mas é preciso coragem para pedir apoio.
É preciso força para enfrentar os desafios que a vida oferece, mas é preciso coragem para admitir as próprias fraquezas.
É preciso força para buscar o conhecimento, mas é preciso coragem para reconhecer a própria ignorância.
É preciso força para lutar contra a desonestidade, mas é preciso coragem para resistir às suas investidas.
É preciso força para enfrentar as tentações, e é preciso coragem para não cair nas suas armadilhas.
É preciso ter força para gritar contra a injustiça, mas é preciso muita coragem para ser justo.
É preciso força para pregar a verdade, mas é preciso coragem para ser verdadeiro.
É preciso força para levantar a bandeira da paz, mas é preciso coragem para construí-la na própria intimidade.
É preciso ter força para falar, mas é preciso coragem para se calar.
É preciso força para lutar contra a insensatez, mas é preciso coragem para ser sensato.
É preciso ter força para defender os bens materiais, mas é preciso coragem para preservar o património moral.
É preciso ter força para amar, mas é preciso coragem para ser amado.
É preciso ter força para sobreviver, mas é preciso coragem para aprender a viver.
Enfim, é preciso ter muita força para enfrentar as batalhas do dia-a-dia, mas é preciso muita coragem moral, para vencer-se a si mesmo.
Força e coragem: duas virtudes com as quais podemos conquistar grandes vitórias. E a maior delas é a vitória sobre as próprias imperfeições.
A coragem de vencer-se antes de pretender vencer o próximo, de desculpar antes de esperar ser desculpado e de amar apesar das decepções e desencantos, revela o verdadeiro cristão, o legítimo homem de valor.
Por essa razão a coragem é calma, segura, fonte geradora de equilíbrio que alimenta a vida e eleva o ser aos altos cumes da glória e da felicidade total.
Pensamento da Semana
"Quanto maior a dificuldade, tanto maior é o mérito em superá-la"
(Henry Ward Beecher)
Mano Belmonte
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Crónica de Coimbra
"NASCIDOS PARA PENSAR"!
Por mais que possamos procurar a racionalidade, a coerência e a serenidade, nenhum ser humano é cem por cento lógico. E se por ventura, alguém conseguir atingir esta percentagem do lógico e do racional, convém fugir dele, pois será um déspota, uma "máquina" de reagir e de julgar rigidamente, estando preparado para se relacionar com máquinas e não com os imprevisíveis e contraditórios seres humanos.
Somos óptimos a julgar e a criticar os outros. Somos imbatíveis a pensar na vida de terceiros. Somos excelentes a decidir o que os outros deviam fazer. Seremos assim tão bons a pensar a nossa vida?
Muitas vezes paramos para pensar porque existimos. Ou porque razão, estamos nesse Mundo, ou como respiramos, sem nos darmos conta de que a quantidade dos nossos pensamentos nem sempre é sonónimo de qualidade. Vale a pena gerir melhor os pensamentos, pois grande parte do nosso bem-estar depende da nossa arquitectura mental. Teremos mais e melhor qualidade da vida quanto maior for o apuro dos nossos pensamentos. Como dizem os especialistas, cumpre ao homem actuar primeiro no seu mundo intelectual para aprender a lidar com o mundo social. Somos humanos e "nascidos para pensar", e não máquinas para sermos comandados. Pensar é, a manisfestação mais sublime da inteligência. Acontece que todos pensamos mas nem todos desenvolvemos qualitativamente a arte de pensar. Se pudéssemos comparar a lista de homens com inteligência superior com a dos que investiram em sabedoria, verificávamos que esta última é menor.
"A mente só consegue resolver os problemas de sobrevivência se for treinada, equipada, educada. Uma vez equipada com os códigos da inteligência, a capacidade de resolução mental ultrapassa os limites da lógica, adquire uma versatibilidade inatingível por parte dos computadores". O ódio e o amor, a arrogância e a humildade nascem em fontes muito próximas, em fontes que transcendem os limites das leis da matemática no indecifrável e imprevisível mundo da mente humana. Consequentemente, quem aprende a decifrar os mais escelentes códigos da inteligência abandona o mundo intolerante, inflexível da lógica, dos números e humaniza-se. Torna-se paulatinamente resistente mas, simultaneamente, maleável, solidário, sensível, compassivo, paciente, generoso e magnânimo. Quantos mais códigos decifra, mais humano se torna um indivíduo, deixando de ser, um deus rígido e auto-suficiente. Infelizmente, como não aprendemos a decifrar os códigos, existem mais "deuses" ignorantes do que seres humanos na Terra, daí a sermos tratados,estatisticamente, por números, após acidentes mortais, e não como seres humanos... como deverímos ser todos tratados, porque "toda a gente é pessoa"!
Cruz dos Santos
Coimbra/Portugal
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sexta-feira, março 12, 2010
Foto do Dia
BAILARINAS CHINESAS FAZEM UM NÚMERO DE 'I MY DREEM' EM AMÃ, CAPITAL DA JORDÂNIA, O ESPECTÁCULO DE DANÇA E MÚSICA QUE JÁ PASSOU POR PORTUGAL TEM A PARTICULARIDADE DE TODOS OS ARTISTAS SEREM DIFICIENTES.
(Majed Gaber/Reuters/CM)
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