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Capa exterior do último CD em alusão aos 50 Anos de Carreira de MB.

Capa exterior do último CD em alusão aos 50 Anos de Carreira de MB.
CD «50 ANOS DE CANTIGAS» (Compilação de 20 temas musicais de sucesso na carreira do artista Mano Belmonte)

Capa interior do último trabalho em CD "MB - «50 Anos de Cantigas».

Capa interior do último trabalho em CD "MB - «50 Anos de Cantigas».

MB - Resumo biográfico pelo Jornalista José Mário Coelho - Toronto/Canadá 2010

MB - Resumo biográfico pelo Jornalista José Mário Coelho - Toronto/Canadá 2010

APONTAMENTO PELA JORNALISTA LUSA CANADIANA FERNANDA LEITÃO

Jornal "Portugal Ilustrado" - Toronto/Canadá

Jornal "Portugal Ilustrado" - Toronto/Canadá

RECOMEÇAR...

-Recomeçar-

O ser humano é feito, entre outras coisas, de sonhos, ideais, expectativas...
O futuro, apesar dos percalços e obstáculos do presente, sempre se desenha com bons ventos, melhorias e conquistas. Por isso, sempre devemos prosseguir lutando, doando o melhor de nós na busca de objectivos e metas.
Neste percurso, à medida que nos esforçamos, alcançamos degraus intermediários e vitórias parciais que nos animam e estimulam em frente. Ser reconhecido pelos que nos cercam, parentes, amigos ou gente anónima, é um grande incentivo.
Dizer-lhes o quanto foi importante todo este carinho e amor dedicados ao longo dos anos, os elogios reconhecendo virtudes, tendo em mente que colhemos tudo o que plantamos nesta escalada da montanha da vida onde aprendemos a subir e a descer, cair e levantar, mas voltar sempre com a mesma coragem. Não desistir nunca de uma nova felicidade, uma nova caminhada, uma nova paisagem, até chegar ao topo da montanha .

Com mais de três décadas a vivermos na diáspora, fechamos os olhos tentando fazer uma retrospetiva das coisas boas e menos boas que nos aconteceram ao longo dos anos...Batemos de frente com um enorme painel branco na nossa mente, reprimimos a vontade de um choro convulsivo para, de imediato, pensarmos que, hoje, é um bom dia para enfrentar novos desafios...
Recomeçaremos por abrir novos espaços mentais e físicos. Aproximarnos-emos, dos familiares, dos velhos amigos, de pessoas alegres e sem preconceitos, da terra que nos viu nascer... Atirar para longe os ressentimentos, as mágoas, os melindres que impedem a felicidade entrar.
Dividirnos-emos entre duas Nações que amamos e repartiremos nosso coração entre chegadas e partidas, alegrias e ânsias.

Recomeçar uma nova vida é só uma questão de querer. Se quisermos. Deus quer.

Mano Belmonte













BLOG «Canções & Emoções» por Mano Belmonte

BLOG «Canções & Emoções» por Mano Belmonte

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

Frase do Dia


"NÃO ENCONTRE DEFEITOS, ENCONTRE SOLUÇÕES.
QUALQUER UM SABE QUEIXAR-SE"

-o-o-o-o-o-o-

Foto do Dia

UM RAPAZ ACENDE UMA VELA DURANTE UMA MANISFESTAÇÃO REALIZADA EM AMÃ, JORDÂNIA, PARA MOSTRAR SOLIDARIEDADE PARA COM OS PALESTINIANOS DA FAIXA DE GAZA.
(Ali Jarekji/Reuters/CM)

Carta da Ilha Terceira/Açores


Olá amigos, conhecidos e todos os outros:

Passado que é, o mês de Janeiro deste Ano, que ainda se pode chamar Novo, e que parece ter nascido com a promessa de ser de Crise, mas também de esperança . A crise foi e é, sempre provocada pelos mesmos; OS GRANDES, é que assim mantêem os pequenos assustados e........em parte controlados. Mas, não vou agora falar disso. Vou sim saber de vocês, como tem corrido o Novo Ano. Quais foram as promessas que já cumpriram para que o ano seja melhor, ou então quais as promessas que já falharam.

É fácil ter desejos e fazer promessas. Especialmente aquelas que não temos intenção de cumprir. Mas cuidado, isso é muito perigoso...Mentir para nós. Ao fazermos isso connosco, é certo que o faremos mais fácilmente com os outros. Quando isso acontece, fechamos lentamente as portas da amizade, do amor e da tolerância.
Lembrem-se que é preciso DAR, só assim podemos RECEBER - Aquilo que julgamos que os outros nos estão a negar é precisamente o que nós lhes negamos. E fazemo-lo porque julgamos sempre que somos pequenos e por isso não temos nada para dar. Experimentem fazer durante algumas semanas ou sómente alguns dias o seguinte: Façam às outras pessoas tudo o que pensam que elas lhe estão a negar, ou seja: Consideração, atenção, ajuda efectiva, estima, etc, dêem a elas isso. Caso vocês não tenham estas coisas, ajam como se as tivessem e elas acabarão por aparecer. Assim, e pouco depois de começarem a dar, começarão a receber. Amigos, não podemos receber sem dar, nem receber o que não damos. Todos nós, temos aquilo que achamos que os outros nos negam, mas como não damos, nem sequer nos apercebemos que temos.

Só quis com tudo isto, lembrar a todos vós que estou aqui e não me esqueci de nenhum de vocês. Que este ano seja defacto muito bom para todos. Não se pode recuperar o tempo passado, mas podemos no presente pensar em não fazer os mesmos erros no futuro. Se todos desejam mudanças, não vamos esperar que sejam os outros a faze-las - vamos mudar nós - cada um por si. Mudem naquilo que sabem há muito tempo que estão errados. Isso já basta. Por agora, claro que é preciso muito mais.
Se esperamos pelos outros... nada acontece, a não ser os mesmos problemas, dos quais já estamos fartos.
Não é verdade ?
Aquele abraço

Adelino Vieira
Terceira/Açores

Nomeados ao OSCAR 2009








2009 dedicado à Astronomia

Em 2009 assinalam-se os 400 anos das primeiras abservações astronómicas com recurso ao telescópio, levadas a cabo por Galileu Galilei.
Figura preponderante no desenvolvimento da astronomia moderna, Galileu colocou em xeque o modelo geocêntrico vigente na sua altura...

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Adaptação: Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca

terça-feira, fevereiro 03, 2009

Crónica do Canadá

Crónica do Canadá

Reflectindo


Muitos homens, quando se infiltram no campo das ciências sem entendê-las em profundidade, tornam-se ateus, por acreditarem que descobriram todos os mistérios do Universo.

Já os homens que penetram nas ciências com humildade e vontade de entender os mecanismos que regem a VIDA, reconhecem a necessidade lógica da existência de uma inteligência que em tudo pensa e a tudo coordena no Universo.

Um conceituado biólogo escreveu um livro fantástico que intitulou: "O homem não está só". Nesse livro cita vários motivos pelos quais ele crê em Deus.
Um deles é o facto de a distância que medeia entre o sol e a terra estar matemáticamente calculada, o que não poderia ser obra do acaso.

Se o Sol não estivesse a 150 milhões de quilómetros da Terra, mas apenas a metade dessa distância, não haveria possibilidade de vida porque as altas temperaturas tudo aniquilariam. E se a distância fosse 50% a mais, a vida também seria impossível devido à falta de luz e calor.

Se o movimento de rotação da Terra não tivesse sido calculado de forma eficiente, e ao invés de 1.600 quilómetros por hora, fosse 10 vezes menor, os dias e as noites teriam 120 horas e a vida seria impossível. O calor dos dias, a sombra e gelo das noites, ambos longos demais, tudo aniquilariam.

Se os meteoros, que caem diàriamente, não fossem "ralados" pela atmosfera, a vida na Terra seria impossível, pois os incêndios faria tudo arder.

Esses, entre outros tantos exemplos, provam que tudo está matemáticamente calculado. Há uma inteligência causal por detrás de cada fenómeno da natureza. E é a essa inteligência que chamamos DEUS.

Na grande marcha progressiva do homem, houve um tempo em que os cientistas acreditavam que o Universo era uma grande máquina.
Após apuradas pesquisas nas áreas da astrofísica, da biologia, da embriogenia entre outras, os homens chegaram à conclusão de que o Universo é um grande pensamento.

Não há efeito sem causa. Procuremos a causa de tudo o que não é obra do homem e a RAZÃO nos responderá.

O Universo existe e tem uma causa. Duvidar dessa causa, que é DEUS, é admitir que há efeito sem causa e aceitar que o nada pode fazer alguma coisa.

Pensamento da Semana
"Deus responde à prece à sua própria maneira, não à nossa."
(Mahatma Gandy)

Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca
http://manobelmontecantor.blogspot.com

Frase do Dia

"TRISTE NÃO É MUDAR DE IDEIA.
TRISTE É NÃO TER IDEIA PARA MUDAR"

VIDEO: COIMBRA - linda cidade


*Vivemos ou sobrevivemos* ?

Vivemos num impessoal mundo de pesadelos tenebrosos, do qual não podemos extrair nenhuma ração de bondade nem a mais pequena parcela de afecto e compreensão. Não é assim, todavia. O mundo é este, real e impositivo; a cidade é esta, que daqui observamos, com públicos incidentes, emissária de crueldades, portadora de violências inauditas, latejante, miserável, letal e próspera: a fusão surpreendente de virtudes subtraídas às leis da brutalidade e de brutalidade que são o suporte e o equilíbrio misterioso da sua existência.

Baptista Bastos, escritor disse:
"andamos todos ressabiados. Invejamo-nos, desprezamo-nos; se os outros não tiverem defeitos, inventamo-los; deixamos de ser transeuntes, cidadãos: trespassamo-nos com a indeferença, o ressentimento e o ódio. A notícia da prisão deste ou daquele, vizinho, amigo ou inimigo, lança no nosso íntimo uma alegria obscena. Não vivemos - existimos no pequeno mundo de obcecações que nos cegam. Que nos aconteceu? Quem nos roubou a humanidade que permite a clarividência e a energia necessárias para suportar a adversidade, a mentira, a infâmia"? E é verdade ! Vivemos ou sobrevivemos nesta selva urbanística? Neste furor de pupilas e sentimentos gerados de ilusões, de desafectos; destas ruas infiltradas nas pessoas, a subtil tirania dos hábitos, o dever, os deveres, as conveniências, o horário que se cumpre, o sistro do tempo, o navegar dos dias...Habituamo-nos a tudo: à cegueira, à fome, à miséria, à afronta vergonhosa, aos vexames e calúnias. Só não nos habituamos à solidão !

Até quando?

Cruz dos Santos
Coimbra/Portugal


Ciência

Marte dá sinal de vida

Observações da atmosfera de Marte, entre 2003 e 2008, feitas por três telescópicos no Havai, mostram uma grande quantidade de metano - gás tipicamente envolvido em processos biológicos - misturado com vapor de água, produzido por fontes existentes em áreas aquecidas do hemisfério Norte...
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Adaptação: Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca

Luis Represas no Coliseu do Porto...

O cantor sobe ao palco co Coliseu do Porto dia 8 de Fevereiro para apresentar o seu último álbum 'Olhos nos Olhos'. Para o concerto, que começa pelas 22 horas, Represas convidou o pianista cubano Miguel Nunez, a brasileira Simone e o português João Pedro Pais...
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Adaptação:Mano belmonte
manoamano@sympatico.ca

Corrida de toiros enfrenta inimigos...

Em toda a Catalunha, onde os toiros sempre fizeram parte da história e da cultura, resta apenas uma praça em actividade. Barcelona - cidade que até já se autoproclamou como antitaurina - é a única da região autonómica onde se pode ver corridas. "Lutamos contra adversários que apostam num discurso irracional, mas eles estão a vencer. Em breve não teremos touros na Catalunha", diz Luis Corrales, da Plataforma para la Defesa de la Fiesta de Espana...
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Adaptação: Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca

segunda-feira, fevereiro 02, 2009



Frase do Dia


NÃO JOGUE ESPINHOS NA ESTRADA... NA VOLTA VOCÊ PODE ESTAR DE PÉS DESCALÇOS

FOTO DO DIA


Cerca de 3500 pessoas lançaram bolas de neve uma às outras durante uma tentativa para bater um recorde do 'Guiness' realizada em Budapeste-Hungria.
(Laszlo Balogh/Reuters/CM)

Regicídio...

Fez ontem 101 anos que mataram Sua Majestade D. Carlos I e seu filho D. Luis Filipe, claro que não muitos mas algumas pessoas pouco civilizadas devem achar bem se bem que segundo uma sondagem em 2008 80% da população condenava abertamente o Regicídio. Independentemente das crenças políticas naquele dia morreram 5 pessoas, duas foram caçadas como aminais ( o Rei e seu filho), e os outros os assassinos e um inocente ou não porque se sabe hoje que não eram dois mais pelo menos 5 atiradores. Eram seres humanos mas aqueles que não tinham culpa nenhuma e que não tinham as mãos com sangue eram D.Carlos e seu filho, os outros por matarem um Rei e um Príncipe não eram heróis e não são... mataram a pesar de tudo dois seres humanos. Hoje todos condenam quando a ETA mata pessoas ou quando a Al-Quaeda mata alguém... há 100 anos vários chefes de estado foram assassinados, desde Reis até ao presidente dos EUA. Achava-se ideologicamente que o chefe de estado era culpado de tudo o que assombrava o Povo, hoje isso é inconcebível embora nos últimos 100 anos temos tido vários exemplos que nos demonstram o contrário: desde o Kennedy ao presidente do Egipto, etc...Foi um Regicídio que provocou a 1.a Grande Guerra.

A História demonstra-nos que é cíclica, por muito que Marx tenha tentado inventar a Roda nem sequer conseguiu a formula mágica para curar as feridas do Povo. Contemporâneos dele de Esquerda Anarquista estão por detrás da mentalidade fruto da época que legitimava os regicídios ou presidicídios. Há 100 anos a vida humana tinha muito pouco valor tanto para a classe trabalhadora como para os militares que não passavam de carne para canhão.

Hoje continuamos com os mesmos problemas senão vejamos o que Eça de Queiroz dizia em 1871:

" O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os carácteres corrompidos.
A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. A certeza deste rebaixamento invadiu todas as consciências. Diz-se por toda a parte: o país está perdido!"

O que mudou hoje? Mataram um Rei e o filho, mataram um Presidente da República e;leioto pelo primeiro sufrágio universal feito em Portugal - Sidónio Pais. Deram-nos de 1910 a 1974 uma autêntica guerra civil e uma ditadura republicana de 48 anos... e o Povo sempre na mesma. A Monarquia era a culpada de tudo mas não explicam e nem mudaram nada para melhor... só para pior.

Em 1910 Portugal estava entre os 6 países mais fortes economicamente na Europa, Portugal era uma potência política onde nenhum estrangeiro confundia com Espamha e conheciam a nossa bandeira. Hoje a OCDE diz que os países onde há mais justiça social é nas monarquias europeias, tenho amigos na Holanda, Espanha, Inglaterra... nenhum me disse que não havia democracia e nem Liberdade. No entanto dos 10 países europeus mais fortes 7 são monarquias e nós estamos em 27 segundo a OCDE.
A Monarquia era mais gastadora muitos dizem mas por acaso sabem que a Casa Real Espanhola gasta 9 milhões de euros anuais a sustentar a família e a manter as propriedades e a Casa Civil do Cavaco gasta 16 milhões de euros anuais ????
Pois muitos não querem sustentar uma Corte mas não sabem que sustentamos as cortes de todos os ex-presidentes da república até hoje... Será que um voto vale assim tanto? 16 milhões de euros? É imoral...

Lembremos hoje o Artista, o Estadista, o brilhante estratega ... não esqueçamos o seu filho !
Não esqueçamos antes de tudo donde viemos, quem somos e o que queremos ...
Um Portugal melhor !

O Rei está Morto ! VIVA O REI !

Forum Realistas

Trio Odemira olha para a eternidade...

Há três anos que o popular Trio Odmira anda a comemorar a simbólica efeméride de 50 anos de actividade. No entanto, o espectáculo no Fórum de Lisboa, teve o objectivo a mais longo prazo: assegurar a memória do grupo na eternidade...
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Adaptação: Mano Belmonte
manomano@sympatico.ca

Cônsul heróico vai chegar ao cinema...

Chamam-lhe o Schindler português, pois salvou 30 mil judeus desobedecendo à regra salazarista de não serem passados Vistos a refugiados, e ficou no terceiro lugar do concurso da RTP que elegeu 'Os Grandes Portugueses'.
Foi a "surpresa total", para José Mazeda, produtor de o 'O Cônsul de Bordéeus', filme que Francisco Manso e João Correia vão rodar a partir de 28 de Abril...
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Adaptação: Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca

sexta-feira, janeiro 30, 2009

VIDEO: Mano Belmonte - CARMENCITA -



Nós portugueses...

Os portugueses são o grupo étnico e a nação com origem em Portugal, na Península Ibérica, no sudoeste da Europa. O português é a sua língua, e o catolicismo a religião nominalmente predominante.

Geneticamente, os dados apontam para uma fraca diferenciação interna dos portugueses, cuja base é essencialmente continental europeia de origem paleolítica. A base genética da população do território português mantém-se aproximadamente a mesma nos últimos quarenta milénios, apesar da presença de inúmeros povos no território português que também contribuíram para o património genético dos seus habitantes.

Culturalmente, as presenças romana, germânica e moura foram muito significativas, tal como foram decisivas a vizinhança e as relações com os restantes países europeus e as relações coloniais com África, o Brasil e o Índico a partir dos séculos XV e XVI.

No período moderno, os processos migratórios mais relevantes em Portugal deram-se nas últimas três décadas do século XX e até ao presente, com notável excepção da entrada de grupos ciganos ainda no século XV. Após 1974, o país torma-se um receptor significativo da populações migrantes, quer como resultado directo ou indirecto da descolonização de África, quer como resultado da participação de Portugal na União Europeia. Portugal tem vindo a receber em número crescente populações migrantes africanas ( com maior relevância das ex-colónias), brasileira e ucraniana, além de uma multiplicidade demograficamente menos significativa de outras origens, entre as quais avoluma a chinesa.

Portugal foi tradicionalmente uma terra de emigração, desde o período da expansão imperial e colonial, passando, por exemplo, pela emigração económica para o Brasil no século XIX e pela emigração económica, a partir de 1960, para alguns países da Europa Ocidental. Além dos cerca de dez milhões de portugueses residentes em Portugal, estima-se existirem cerca de cinco milhões mais espalhados pelo mundo (incluindo os luso-descendentes recentes) num total de cerca de quinze milhões de portugueses.

MAIS INFORMAÇÃO
Pesquisa e adaptação: Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca

Humanidade recorda Holocausto...

A 27 de Janeiro de 1945, o exército soviético libertava o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau, na Polónia, revelando ao mundo as atrocidades cometidas pelo regime Nazi de Adolfo Hitler. Para que as vítimas não sejam esquecidas, a Organização das Nações Unidas determinou que seria o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto...
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Adaptação: Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca

Açores debatem cultura taurina...

Os jipes e tractores bloqueiam a estrada para conduzir a manada aos currais. Na ganadaria Rego Botelho, a manhã é de escolha dos novilhos que no sábado serão estrelas da festa campera - celebração muito popular na ilha Terceira, em que os animais são toureados a pé. José Baldaia lidera as operações. Ele e os cinco irmãos gerem uma das dezenas de ganadarias que fazem da Terceira a ilha açoriana com mais tradição na festa brava. Aqui se fazem as célebres touradas à corda, que trazem multidões para as ruas, ano após ano...
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Adaptação: Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca

Ciência

Ressuscitar o Neanderthal

A sequenciação completa do genoma (totalidade de bases de ADN, molécula que contém o código da hereditariedade) dos parentes humanos desaparecidos da Terra há 30 mil anos é uma das notícias mais esperadas para este ano. Embalados pelo genoma quase recuperado do mamute dos gelos siberianos, os cientistas voltam-se agora para as ossadas do homem de Neanderthal com vista a reconstruir o genoma deste hominídeo...
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Adaptação: Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca

Ciência

Mar dos Açores: o segredo da origem da vida

Não disposmos de uma máquina do tempo que nos permita saber tudo sobre a origem da vida. Para animais e plantas, sobretudo para as que têm partes duras, temos o registo fóssil, mas para os primeiros microorganismos, seres unicelulares, não é tão simples obter pistas...
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Adaptação: Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca

quinta-feira, janeiro 29, 2009

É obrigatório ler...


AGORA

Vêem-se naquelas avenidas onde os que se julgam donos do tempo encontraram lugar para dizer uns aos outros que pertencem ao mesmo mundo. Quando a hora se aproxima daquela em que se almoça, descem à rua com os seus fatos (ou blazers) cinzentos e azuis, as camisas com as iniciais bordadas no peito, as gravatas às riscas ou com brasões. Sósias uns dos outros, parecem multiplicados. Agrupam-se por idades e importâncias, nessa marcha hierarquizada, como a de um exército que avança para uma conquista infalível: a do sucesso. Os que chegam imitam os que já lá estão nos tiques, nas frases, nas marcas, nos gostos, nos gestos. Olham para as mesmas montras e têm as mesmas ambições. Mas, como no início de carreira ganham menos, o que parece igual, é diferente: nos casacos de uns, há lã e caxemira, nos de outros, lã e poliéster. Aí vão eles, com o seu andar ritmado e triunfante, emitindo ondas de perfume e falando obsessivamente ao telemóvel.

Já me aconteceu estar perto deles e ouvi-los. Falam pela boca uns dos outros uma linguagem uniforme e só referem coisas que o dinheiro compra. Gostam de verbos como alavancar, implementar, obstaculizar, externalizar, despoletar, posicionar, checkar, feedbackar, colopsar. Dizem o comum do comum e o ínfimo do ínfimo, convencidos de que nas suas bocas está a chave do futuro. Sentem-se a vanguarda do capitalismo, assim, outrora, alguns se sentiram a vanguarda do comunismo.

Não se lhes ouve pronunciar o título de um livro. Conhecem apenas relatórios e powerpoints. Acham que ler, pensar, ouvir, comtemplar, saber, esperar é perder tempo, num tempo sem ele. Afinal, na Internet está tudo disponível...
Julgam que a criação do mundo coincidiu com a data e hora do seu nascimento. Não têm memória nem alteridade. Odeiam velhos, pobres, perdedores, pretos, feios, melancólicos e intelectuais, que complicam o que é simples. São homófobos, mas alguns, à terceira bebida, sucubem ao encanto do corpo musculado do vizinho de ginásio. No fim, telefonam muito aflitos à namorada a dizer que ficaram a fazer serão no escritório. Casam em igrejas barrocas e fazem o copo de água em quintas nos arredores de Lisboa, ou sob tendas onde se repetem as ementas e as caras. Adoram-se e passam horas em frente do espelho a acariciar a face e a ajeitar o nó da gravata.
Tomam ansiolíticos e antidepressivos continuamente e em doses crescentes.

Dizem de si que são jovens de elevado potencial e acreditam que, com dinheiro, a juventude lhes será eterna. Estes lobos ávidos confundem informação com sabedoria. Sofrem de todas as ignorâncias que falseiam a vida. Não sabem que o fracasso é o outro rosto do triunfo, que a doença é a irmã mais próxima da saúde, que o futuro é tão antigo como o passado, que a morte é o segundo nome da vida. Ignoram que o homem não é mortal porque morre, mas morre porque é mortal. Querem-se elegantes, mas desconhecem que o mais elegante dos gestos humanos é aquele com que fazemos passar os outros à nossa frente. São de direita, porque acham que ser isso é ser mais do que os outros. Falam do valor e do Lucro como teólogos falam da Graça e da Salvação. Pensam que aquilo em que acreditam é o "horizonte incontornável do nosso tempo". Vorazes, violentos, vis, vaidosos e vazios, são prepotentes com o seu poder e subservientes ao poder dos outros: escravos hoje para poderem ser senhores amanhã.

Agora andam muito assustados com a crise - e não apenas pelas razões que nos assustam a todos. Para eles, é como se a armada invencível a que pertencem começasse, derrotada, a afundar-se sob um céu vazio de um deus vencido pelo diabo. A hubris gerou a Némesis.

Num destes dias, num restaurante, vi-os. Comiam todos a mesma salada triste de salmão fumado. Tinham olheiras e um brilho sujo no rosto. Os nós das gravatas pareciam gastos, desalinhados e descaídos. O aroma do último perfume que acabava de sair, e que todos usavam, misturava-se ao invencível cheiro a queimado que saía da cozinha. O que balbuciavam sobre o afundamento das bolsas era incompreensível. O temor tornou-os sentimentais. Parecem atingidos por uma morte que os faz fantasmas. Talvez tenham começado a compreender que serão as primeiras vítimas do Minotauro que habita o centro do labirinto que eles ajudaram a construir.

José Manuel dos Santos
(Colunista do "Actual")

-o-o-o-o-o-o-o-o-

O carro de Barack Obama

quarta-feira, janeiro 28, 2009

VIDEO: A magia da tecnologia...


CELINE DION E ELVIS PRESLEY

Palácio de Versailles

PALÁCIO DE VERSAILLES - ANOS 1600 a 1700


Quando se visita o Palácio de Versailles, em Paris, observa-se que o sumptuoso palácio não tem casas de banho.
Na Idade Média, não existiam dentífricos ou escovas de dentes, perfumes, desodorizantes, muito menos papel higiénico.
As excrescências humanas eram despejadas pelas janelas do palácio.

Em dia de festa, a cozinha do palácio conseguia preparar banquete para 1.500 pessoas, sem a mínima higiene.

Vemos, nos filmes de hoje, as pessoas sendo abanadas. A explicação não está no calor, mas no mau cheiro que exalavam por debaixo das saias (que propositadamente eram feitas para conter o odor das partes íntimas, já que não havia higiene).
Não havia o costume de se tomar banho devido ao frio e a quase inexistência de água canalizada.
O mau cheiro era dissipado pelo abanador. Só os nobres tinham empregadoos para os abanar, para dissipar o mau cheiro que o corpo e a boca exalavam, além de, também, espantar os insectos .

Quem já esteve em Versailles admirou muito os jardins enormes e belos que, na época, não eram só comtemplados, mas "usados" como vaso sanitário nas famosas baladas promovidas pela monarquia, porque não existia WC.

Na Idade Média, a maioria dos casamentos ocorria no mês de Junho (para eles o início do verão). A razão é simples: o primeiro banho do ano era tomado em Maio; assim, em Junho. o cheiro das pessoas ainda era tolerável.
Entretanto, como alguns odores já começavam a incomodar, as noivas carregavam ramos de flores, junto ao corpo, para disfarçar o mau cheiro. Daí termos Maio como o "mês das noivas" e a origem do "ramo de noiva" explicada.

Os banhos eram tomados numa única banheira enorme, cheia de água quente.
O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa.Depois, sem trocar a água, vinham outros homens da casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças.
Os bebés eram os últimos a tomar banho. Quando chegava a vez deles. a água da banheira já estava tão suja que era possível "perder" um bebé lá dentro.
É por isso que existe a expressão em inglês " don't throw the baby out with the bath water", ou seja, literalmente, "não despeja o bebé juntamente com a água do banho", que hoje usamos para os mais apressados...

O telhado das casas não tinha forro e as vigas de madeira que os sustentava era o melhor lugar para os animais - cães, gatos, ratos e besouros se aquecerem.
Quando chovia, as goteiras forçavam os animais a saltarem para o chão. Assim, a expressão "está a chover a potes" tem seu equivalente em inglês em " it's raining cats and dogs" (chovem gatos e cães).

Aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de estanho. Certos tipos de alimento oxidavam o material , fazendo com que muita gente morresse envenenada (lembre-se de que os hábitos higiénicos da época eram péssimos). Os tomates, sendo ácidos, foram considerados, durante muito tempo, venenosos.

Os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou whisky. essa combinação, às vezes deixava o indivíduo "no chão" (numa espécie de narcolepsia, induzida pela mistura da bebida alcoólica com óxido de estanho).
Alguém que passasse pela rua poderia pensar que ele estivesse morto e, assim, recolhia o corpo e preparava o enterro.
O corpo era, então, colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília, comendo, bebendo e esperando para ver se o morto acordava ou não. Daí surgiu o velório que é a vigília junto do caixão.

Em Inglaterra, alguns anos após um cadáver ser enterrado, os caixões eram abertos, os ossos retirados e postos em ossários e o túmulo utilizado para outro cadáver.
Às vezes, ao abrirem o caixão, percebia-se que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo.
Surgiu, assim, a ideia de, ao se fechar o caixão, amarrar uma tira no pulso do defunto, passá-la por um buraco feito no caixão e amarrá-la a um sino.
Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo, durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar. E ele seria "saved by the bell", ou seja "salvo pelo sino", expressão usada por nós até os dias de hoje.

Pesquisa e texto: Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca

Festival da Canção - RTP 2009

Fraude nos votos on-line

A RTP e o portal Sapo detectaram a existência de votos fraudulentos em algumas das canções concorrentes ao Festival da Canção 2009. Esses votos, inseridos no site www.rtp.pt, têm sido retirados, duas vezes por dia, e vão continuar a sê-lo até à data-limite da votação, dia 30 de Janeiro...

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Adapt: Mano Belmonte

terça-feira, janeiro 27, 2009

Fotos do Dia : Até as crianças...







Curiosidades


  • 1987 - A COCA-COLA RECEBEU O TÍTULO DE REFRIGERANTE NÚMERO UM NOS ESTADOS UNIDOS. ISSO DEU INÍCIO À GUERRA PUBLICITÁRIA ENTRE A EMPRESA E A PEPSI NA DISPUTA PELO MERCADO DOS REFRIGERANTES TIPO COLA.
  • 1970 - O PRESIDENTE EMÍLIO GARRASTAZU MÉDICI INAUGUROU, NA SUA PRIMEIRA VISITA A SÃO PAULO, A PRAÇA ROOSEVELT E O ESTÁDIO DE FUTEBOL DO MORUMBI.
  • 1980 - FRANK SINATRA CANTOU PELA PRIMEIRA E ÚNICA VEZ NO BRASIL, NO ESTÁDIO DO MARACANÁ, RIO DE JANEIRO PARA 145 MIL PESSOAS.
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Vaticano


Vaticano divulga programa da viagem de Bento XVI a Angola

A sala de imprensa da Santa Sé divulgou esta Segunda-feira o programa oficial da viagem de Bento XVI aos Camarões e Angola, a primeira deste Papa a África, que irá decorrer de 17 a 23 de Março. O Papa passará apenas pelas capitais dos dois países.

A visita inicia-se em Yaoundé, Camarões, após uma viagem de 6 horas desde Roma, a 17 de Março. O primeiro compromisso oficial acontece na manhã seguinte, com um encontro no Palácio da Unidade, com o presidente camaronês.

O Papa encontra-se, nos Camarões, com representantes da Igreja local, das outras confissões cristãs e da comunidade muçulmana. A visita a este território visa assinalar a convocação da II Assembleia especial para a África so Sínodo dos Bispos.

A partida rumo a Angola acontece no dia 20, com chegada ao Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, de Luanda. Logo nesse dia, Bento XVI encontra-se com o presidente José Eduardo dos Santos, com autoridades civis e políticas, com o corpo diplomático e com os Bispos da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé.

No Sábado, 21, o programa do Papa inclui uma Missa na Igreja de São Paulo e um encontro com os jovens, mais tarde, no Estádio dos Coqueiros.

No Domingo tem lugar uma Missa na esplanada de Cimangola e à tarde um encontro com os movimentos católicos responsáveis pela promoção da mulher.

A viagem, que em Angola assinala os 500 anos de evangelização deste país lusófono, conclui-se Segunda-feira, 23 de Março, com uma cerimónia de despedida no aeroporto de Luanda.

Fonte: Agência Ecclesia
Adaptação: Mano Belmonte

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Música Sacra


Música sacra e jovens artistas portugueses enchem as igrejas do Baixo Alentejo

As igrejas de Beja abrem as suas portas à música sacra com a 5.a edição do Festival 'Terra sem Sombra'. desde 2003 que o Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja (DPHADB) e a Arte das Musas levam junto do grande público a história e a identidade musical, intercetadas por jovens artistas nacionais.

A 5.a edição, dedicada ao Barroco assume o tema -Do Velho ao Novo Mundo- e tocas as primeiras notas em Janeiro. José António Falcão. Director do Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja sublinha o fio condutor que cada edição procura ter a traçar uma história da música, assumindo por isso uma dimensão pedagógica. "Não se trata de um ciclo de concertos", explica à Agência Ecclesia...

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Fonte: Agência Ecclesia
Adaptação: Mano Belmonte

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segunda-feira, janeiro 26, 2009

Portugal Ilustrado - Online -

O talento não se compra...não se vende...

Recemos um email acompanhado de vídeo-clip que, aqui, registamos com a admiração e amizade que nos merece o artista José Luis -CARMEN DUVAL-.
Um vídeo-clip de uma série aquando da 'tourné' em Portugal da - Revista à Portuguesa - "Aldeia da Roupa Suja"- 2008.
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Email:
Amigo Zé Luis
Respeito-o como artista: argumentista, encenador, cenógrafo, actor. Admiro as suas capacidades organizativas como produtor. Mas, acima de tudo, estimo-o como pessoa. Você é um combatente, que persiste em vencer todos os obstáculos, sejam os da esfera pessoal, que são muitos; os relacionados com a carência de meios-dinheiro, instalações adequadas, actores com talento; as más vontades do costume provindas dos falsos moralistas, dos invejosos e mesquinhos. Você consegue do pouco fazer muito e dar-nos, nem que seja uma vez no ano, umas poucas horas de boa disposição que nos arredam dos problemas que nos afligem no nosso dia-a-dia. Bem haja.
As mãos, a cabeça, não lhe dôam.
As imagens que aqui envio são um humilde tributo que este seu Amigo presta ao seu enorme talento.
Com amizade
Antoni


A VIDA

Por Carlos Drummond de Andrade

Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advêm das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e se cumpriram. Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz.
Sofremos porquê?. Porque automáticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostriamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter junto e não tivemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Sofremos não porque nossa mãe é impaciente connosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais !!! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.

Pesquisa e adaptação: Mano Belmonte

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Câmara Municipal de Santo Tirso - Convida -


domingo, janeiro 25, 2009

Crónica do Canadá -Dias Difíceis-


Crónica do Canadá

Dias Difíceis

Há dias que parecem não ter sido feitos para nós.
Amontoam-se tantas dificuldades, inúmeras frustrações e incontáveis aborrecimentos, que chegamos a pensar que conduzimos o globo do mundo sobre os ombros dilacerados.
Desde cedo, ao levantarmo-nos da cama pela manhã, encontramos a indisposição do companheiro ou companheira, que nos arremessa com o mau humor acumulado ao longo da noite, mas cremos que tudo se modificará nos momentos seguintes.
Saimos para a rua, para atender compromissos diários, e defrontamo-nos com um trânsito agressivo por condutores que convertem seus veículos em armas contra os outros...
Constatamos o azedume do funcionário que nos atende mal, ou vemos o cinismo de negociantes que anseiam por nos entregar productos de má qualidade a preços exorbitantes, supondo-nos uns imbecis.
Mesmo assim, admitimos que, logo, tudo se alterará, melhorando as situações em torno.
Encontramos familiares ou pessoas amigas que nos derramam sobre a mente todo um quadro de problemas e tragédias vividos, numa enxurrada de tormentos, perturbando a nossa harmonia ainda frágil, embora não nos permitam desabafar as nossas angústias, nossos dramas ou nossas mágoas aprisionadas na alma.
Em tais circunstâncias, pensamos que devemos aguardar que essas pessoas resolvam seus problemas e... até um novo encontro.
São esses os dias em que as palavras que dizemos recebem uma interpretação negativa, o carinho que oferecemos é mal visto, nossa simpatia parece mero interesse, nossas reservas são vistas como soberba ou má vontade.
Se falamos, desagradamos...Se calamos, desagramos.
Em dias assim, ainda que nos esforcemos por entender tudo e todos, sofremos muito com a acostumada tendência, nessas ocasiões, de desenvolver sentimentos de auto-piedade.
São dias de avaliação, de testes impostos pelas leis que regem a vida terrena, desejosas de que nos observemos e verifiquemos nossas acções e reacções à frente das mais diversas situações da existência.
Nos dias difíceis da nossa existência, procuremos não nos entregar ao pessimismo, nem ao lado do derrotismo, evitando alimentar todo e qualquer sentimento de culpa, que nos inspirariam o abandono dos nossos compromissos, o que tornaria nosso gesto mais infeliz.
Ponhamo-nos de pé, perante quaisquer obstáculos, e sejamos fiéis aos nossos labores, aos deveres de aprender, servir e crescer...
Se superarmos tempos difíceis vindouros, teremos vencido mais um embate no rol dos muitos combates que compõem a pauta da 'guerra' neste mundo temporáriamente nosso.
Confiemos na acção e no poder da luz que Deus representa, e sigamos com entusiasmo para a conquista de nós mesmos, mantendo-nos em equilíbrio, seja qual for ou como for cada um dos nossos dias.

Pensamento da Semana
"Não devemos ter medo dos confrontos... Até os planetas se chocam e do caos nascem estrelas" (Charles Chaplin) Mano Belmonte

manoamano@sympatico.ca
http://manobelmontecantor.blogspot.com