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Capa exterior do último CD em alusão aos 50 Anos de Carreira de MB.

Capa exterior do último CD em alusão aos 50 Anos de Carreira de MB.
CD «50 ANOS DE CANTIGAS» (Compilação de 20 temas musicais de sucesso na carreira do artista Mano Belmonte)

Capa interior do último trabalho em CD "MB - «50 Anos de Cantigas».

Capa interior do último trabalho em CD "MB - «50 Anos de Cantigas».

MB - Resumo biográfico pelo Jornalista José Mário Coelho - Toronto/Canadá 2010

MB - Resumo biográfico pelo Jornalista José Mário Coelho - Toronto/Canadá 2010

APONTAMENTO PELA JORNALISTA LUSA CANADIANA FERNANDA LEITÃO

Jornal "Portugal Ilustrado" - Toronto/Canadá

Jornal "Portugal Ilustrado" - Toronto/Canadá

RECOMEÇAR...

-Recomeçar-

O ser humano é feito, entre outras coisas, de sonhos, ideais, expectativas...
O futuro, apesar dos percalços e obstáculos do presente, sempre se desenha com bons ventos, melhorias e conquistas. Por isso, sempre devemos prosseguir lutando, doando o melhor de nós na busca de objectivos e metas.
Neste percurso, à medida que nos esforçamos, alcançamos degraus intermediários e vitórias parciais que nos animam e estimulam em frente. Ser reconhecido pelos que nos cercam, parentes, amigos ou gente anónima, é um grande incentivo.
Dizer-lhes o quanto foi importante todo este carinho e amor dedicados ao longo dos anos, os elogios reconhecendo virtudes, tendo em mente que colhemos tudo o que plantamos nesta escalada da montanha da vida onde aprendemos a subir e a descer, cair e levantar, mas voltar sempre com a mesma coragem. Não desistir nunca de uma nova felicidade, uma nova caminhada, uma nova paisagem, até chegar ao topo da montanha .

Com mais de três décadas a vivermos na diáspora, fechamos os olhos tentando fazer uma retrospetiva das coisas boas e menos boas que nos aconteceram ao longo dos anos...Batemos de frente com um enorme painel branco na nossa mente, reprimimos a vontade de um choro convulsivo para, de imediato, pensarmos que, hoje, é um bom dia para enfrentar novos desafios...
Recomeçaremos por abrir novos espaços mentais e físicos. Aproximarnos-emos, dos familiares, dos velhos amigos, de pessoas alegres e sem preconceitos, da terra que nos viu nascer... Atirar para longe os ressentimentos, as mágoas, os melindres que impedem a felicidade entrar.
Dividirnos-emos entre duas Nações que amamos e repartiremos nosso coração entre chegadas e partidas, alegrias e ânsias.

Recomeçar uma nova vida é só uma questão de querer. Se quisermos. Deus quer.

Mano Belmonte













BLOG «Canções & Emoções» por Mano Belmonte

BLOG «Canções & Emoções» por Mano Belmonte

quinta-feira, agosto 20, 2009

Crónica do Canadá


CRÓNICA DO CANADÁ

Nova caminhada

Terminadas as férias, para aqueles que as puderam ter, todos os sectores da vida, onde nos ocupamos, voltam ao seu ritmo normal de actividade.
Vamos iniciar, apoiados na experiência do passado e na vontade de ser e agir que nos continua a animar, uma nova caminhada, não só no mundo académico e educativo, mas também nos ambientes sociais políticos e outros.
Este retorno à nossa realidade, revigorado pela distensão das férias, costuma estar acompanhado de animosos projectos e sinceros propósitos a alcançar. Toda a dinâmica social renasce e apresenta-se-nos com a sua complexidade agressiva, mas, ao mesmo tempo, apaixonante.
Encontramo-nos, assim, inseridos numa sociedade marcada por uma profunda e acelerada mudança, que produz, constantemente, conflitos e tensões nos grupos sociais e, até mesmo, no íntimo das nossas consciências, por vezes, tão vacilantes, frente à avaliação de novos fenómenos e formas sociais. Estas mudanças não só afectam os aspectos externos do nosso viver, mas também os aspectos fundamentais da cultura, do pensamento e, até, da moral tradicional.
Neste quadro, afirma-se, com frequência, que muitas são as pessoas que ficam admiradas e preocupadas com tal situação. Comprova-se mesmo que algumas pessoas sofrem com esta mudança uma crise de medo, de insegurança, que as paralisa nas mais elementares acções de solidariedade.
Importa caminhar cada vez mais, com responsabilidade, tendo, cada dia, uma maior consciência e uma mais partilhada preocupação por dar resposta a todas estas inquietações e impulsionar uma atitude construtiva na actual situação do mundo.
Ao começar uma nova caminhada é urgente uma integração clara de todas as pessoas no processo de renovação desta sociedade em tão rápidas e decisivas mudanças. Não venhamos nós, um dia mais tarde, a lamentar o mundo que nós próprios, hoje, estamos a construir!...
Vamos iniciar uma nova caminhada, com coragem e optimismo. Vamos construir o futuro, obra de todos nós, homens e mulheres do nosso tempo. Vamos semear a esperança e a alegria de viver mesmo em tempos difíceis como os que atravessamos. Este tempo já é de trabalho; já prepara o futuro, o tempo da colheita...


Pensamento da Semana
-Lembre-se que você não tem controlo sobre o que acontece consigo, mas sim o que fará da sua vida- (desconhecido)

Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca

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sábado, agosto 15, 2009

SANTO TIRSO na Assembleia da República


Alinhar à esquerda






Mano Belmonte e Dr Manuel Mirra aquando do encontro no Festival Anual de Folclore em S. Miguel do Couto - Santo Tirso.

CRÓNICA DO CANADÁ

Santo Tirso na Assembleia da República

Como Tirsense sempre atento, interventivo, nomeadamente através dos meus artigos neste nobre Jornal, e interessado em tudo o que diga respeito à minha terra, apesar de viver na diáspora há mais de 25 anos, chegou ao meu conhecimento, e já é público, que o Concelho de Santo Tirso está representado por dois candidatos a Deputados à Assembleia da República nas próximas eleições legislativas.

São dois jovens com muito valor, ambos advogados, com provas dadas nas mais diversas áreas de intervenção na sociedade, que têm agora a oportunidade de, na Assembleia da República, defender o círculo eleitoral que representam, no caso o Porto, mas, sobretudo, os interesses, os sonhos, e os projectos dos Tirsenses. Podem e vão ser a voz de todos nós no Parlamento.

Estou a falar de Manuel Alberto Mirra e Andreia Neto. Independentemente do Partido que representam e do resultado final das eleições, a verdade é que Santo Tirso pode voltar a ter pelo menos um Deputado da Nação, que não deixará de prestigiar todos nós. Teremos mais uma voz reivindicativa, reclamando mais e melhor para Santo Tirso, um concelho fortemente fustigado pelo desemprego.

Conheço bem o Dr. Manuel Alberto Mirra, filho do meu grande amigo e grande tirsense, o saudoso Amério Mirra. Conheço-o há muitos anos e com ele tive oportunidade de voltar a privar recentemente, ele enquanto Presidente da Direcção da Associação Recreativa do Areal e eu Padrinho de Baptismo do Rancho Infantil das Tecedeiras do Areal, a propósito do festival que o Rancho organiza anualmente. É um jovem dinâmico, nomeadamente pelo seu reconhecido e meritório trabalho na Associação do Areal, onde actualmente desempenha o cargo de Presidente da Assembleia Geral. É advogado com escritório na cidade e todos ou quase o conhecem como o filho do Américo da farmácia.

Tem sido muitas as provas da sua desinteressada entrega à causa pública e, para além da advocacia, leccionou no Colégio Ellen Key, no Porto. É, por isso, um candidato a Deputado activo, empenhado, trabalhador, que se tornará, estou certo, no defensor dos verdadeiros anseios de todos nós. E todos somos poucos.

Fiquei contente por saber da candidatura e só espero que o Dr. Manuel Mirra seja eleito, porque todos teremos a ganhar pois na sua mente, não tenho dúvidas, estará sempre a defesa dos superiores interesses dos Tirsenses. E Santo Tirso não tem, nas outras forças políticas, qualquer candidato a Deputado.

Para que Santo Tirso esteja novamente representado na Assembleia da República.

Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca
http://manobelmontecantor.blogspot.com

quinta-feira, agosto 13, 2009

Fome em tempo de abundância


"Que o Criador abençoe o trabalho dos agricultores com colheitas abundantes e torne sensíveis os povos mais ricos ao drama da fome no mundo". (Papa Bento XVI)

  1. Respeitar os agricultores
Ao longo dos séculos, um dos trabalhos mais monesprezados tem sido aquele do qual depende tudo o resto: a agricultura. Aos agricultores coube quase sempre a pior das sortes entre as diversas classes sociais: explorados pelos grandes senhores das terras ou pelos grandes grupos económicos que comercializam os alimentos; trabalhando todo o ano, de sol a sol, sem horários, férias ou salário fixo; dependentes do clima favorável ou inclemente; considerados incultos, ignorantes e olhados com ares de superioridade, sobretudo pelos citadinos; abandonados à sua sorte nas aldeias, sempre os últimos a dispor dos bens da civilização e do progresso... O seu trabalho é ignorado pela maior parte e desprezado por muitos; no entanto, são eles quem coloca na mesa de todos os alimentos indispensáveis à vida. Nos países economicamente mais desenvolvidos, esta atitude foi-se alterando, sobretudo porque o número de agricultores foi diminuindo.
Continua, porém, a ser comum a sua discriminação: porque os outros trabalhadores têm direitos de que eles nunca gozam; porque os bens por eles produzidos são constantemente desvalorizados e pagos a preços irrisórios; porque muitos os vêm como "parasitas", sempre à busca de subsídios governamentais. E, no entanto, todos nos alimentamos com o fruto do seu trabalho!

2. O cuidado da terra

Muito antes de a ecologia se tornar moda, já os agricultores cuidavam da terra com carinho e velavam para que ela produzisse os seus frutos. A industrialização da agricultura foi meio caminho andado para se perder esta sabedoria ancestral de quem vivia ao ritmo das estações e tratava a terra, as plantas e os animais com respeito amigo e reconhecido. A crise alimentar vivida no passado, embora mais especulativa de que real, foi um alerta para a urgência de voltar a uma relação de proximidade com a terra, não deixando campos produtivos ao abandono e promovendo a ocupação humana dos espaços rurais. Esta ocupação é uma "reserva estratégica" que nenhum país deveria descuidar e só ela permite uma verdadeira ecologia, protagonizada por quem cuida daquilo que conhece - sem idolatrias nem agressões próprias de gente que da terra e dos seus ritmos conhece, quando muito, o que lê nos livros.

3. Alimentos para todos

Noutros séculos, as grandes fomes eram motivadas, ou pelas guerras ou por colheitas escassas. Na segunda metade do século XX, depois das grandes fomes causadas pelas duas guerras mundiais, surgiu um fenómeno novo: populações inteiras, sobretudo em África e também em certas regiões da Ásia, foram deixadas à fome, por incúria dos respectivos governos e desinteresse dos países economicamente mais desenvolvidos. E, ao contrário do que muitos proclamaram e continuam a proclamar, estas situações não resultam da falta de alimentos - antes coincidem com produções excedentárias e enormes desperdícios. Basta atender aos números: mais de mil e 400 milhões de pessoas vivem com menos de um dólar por dia; metade dos alimentos produzidos actualmente é desperdiçada - se assim não fosse, chegariam para alimentar toda a população actual e aquela que se prevê venha a existir em 2050; um terço do leite produzido nunca é utilizado; um quarto da produção americana de frutos e vegetais apodrece na distribuição; metade do lixo dos aterros australianos é constituída por restos alimentares; um terço dos alimentos comprados na Grã-Bretanha nunca é consumido...

4. Urgência planetária

São números arrasadores, os números da nossa vergonha. E a aumentar esta vergonha, pulula entre nós, os da sociedade da abundância e do desperdício, gente sem vergonha empenhada em alarmismos ecológicos falando do esgotamento dos recursos naturais, da sobrepopulação do planeta, da incapacidade da Terra para alimentar a todos, da necessidade de reduzir a natalidade, da urgência em promover o aborto nos países mais pobres... A urgência é outra: um comércio mundial mais justo; maior respeito pelas nações menos desenvolvidas economicamente; verdadeira solidariedade entre as nações; e, sobretudo, um empenho claro em promover formas de governação rigorosas, respeitadoras dos povos e promotoras de verdadeiro desenvolvimento ao serviço de todos e não apenas dos poderosos.
O Criador abençoou-nos com colheitas abundantes, mercê da inteligência que nos concedeu e tantos colocam o serviço do bem comum. Falta-nos usar esta benção com sabedoria e gratidão, não permitindo a uns poucos apropriarem-se dos bens da terra, enquanto multidões nem sequer podem mitigar a fome com as migalhas desta abundância. Enquanto assim for, bem podemos esperar ouvir: "Já colheste a vossa recompensa".

Fonte: Agência Ecclesia
Adaptação: Mano Belmonte


Pensamento da Semana
"Que o Criador abençoe o trabalho dos agricultores com colheitas abundantes e torne sensíveis os povos mais ricos ao drama da fome no mundo"
(Papa Bento XVI)
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terça-feira, agosto 11, 2009

Bonecas de milho - brincadeiras de outros tempos

Final de Agosto, inicio de Setembro. O estio esvai-se. A hora é de limpar os terrenos e colher o milho. As maçarocas, corações de fiadas de pérolas luzidias, ainda dentro da casca. Esta, mais as barbas, serão retiradas com a {{desfolhada}}. Noutros tempos as crianças aguardavam, impacientes, este momento. Aguardavam a matéria-prima para as suas bonecas.

Ler artigo completo
Adaptação Mano belmonte

PENSAMENTO

  • Tenha sempre bons pensamentos, porque os seus pensamentos se transformam em palavras.
  • Tenha boas palavras, porque as suas palavras se transformam em suas ações.
  • Tenha boas ações, porque as suas ações se tranformam em seus hábitos.
  • Tenha bons hábitos, porque os seus hábitos se transformam em seus valores.
  • Tenha bons valores, porque os seus valores se transformam no seu próprio destino
(Mahatma Ghandi)

Enviado por Mariza Dummar
(Rio de Janeiro-Brasil)


A FALTA QUE ELE FAZ

Durante os 48 anos da ditadura salazarista milhões de portugueses sonharam com um Portugal onde fosse garantido o direito à habitação, trabalho, saúde, educação, justiça célere e acessível, liberdade de expressão e de associação, respeito pelos Direitos Humanos, imprensa livre e credível, nenhuma guerra, independência das colónias em condições honrosas para ambas as partes e nada de subserviências às potências estrangeiras. Sonharam com uma Pátria digna, livre de corrupção e compadrio, onde cada cidadão fosse avaliado pela sua competência e honradez. Muitos dos que sonharam tiveram de emigrar para poderem dar pão aos filhos, outros tiveram de exilar-se por sofrerem perseguição, muitos outros viveram longos anos exilados dentro do próprio país.
Quando chegou o 25 de Abril de 1974, quase todos se entregaram de alma e coração ao que julgavam ser a realização do seu sonho. Pouco mais de um ano depois, a feia realidade feriu-os de modo irremediável. A descolonização redundou em benefício dos partidos locais enfeudados à então União Soviética e aos interesses americanos, e em imensa tragédia para milhões de negros e brancos. A chamada reforma agrária e as nacionalizações, de tão selvagens e brutais, destruíram o tecido económico. O trabalho tornou-se escasso, enquanto os subsídios de desemprego atingiam montantes nunca antes vistos. A habitação era objecto de especuladores, de modo que dezenas de milhar de pessoas foram atiradas para os bairros da lata, enquanto outras eram atiçadas por aventureiros revolucionários, alguns estrangeiros, a invadir e ocupar casas que eram de outrem. Os hospitais, com pessoal da limpeza a presidir a comissões que tudo anarquizavam, só não entraram em colapso graças ao sentido de responsabilidade e abnegação de médicos e enfermeiros. A Educação, com ministros vários, a entrar e a saír, desde militares a economistas, bateu no fundo. Havia medo, sucediam-se as denúncias difamatórias e impunes, os saneamentos selvagens que atiraram largos milhares de pessoas ao desemprego, por obra e graça de "pides" da militância a soldo de certos partidos, enquanto nos proclamados "ladrões" e "criminosos" do regime anterior ninguém tocava, perante a total passividade da Justiça e de uma Polícia Judiciária que só tinha olhos e tempo para assediar jornalistas não dispostos a aceitar todo este descalabro.
No meio de todo este vendaval, sabendo-se bem quem eram os responsáveis directos pelo que se estava a passar, por exclusão de partes, os olhos do povo viraram-se esperançados para um político de grande inteligência e folha limpa, de prestigiado nome provados rendimentos, teso como as armas, a saber muito bem donde vinha e para onde ia, sofrendo de um público asco pela corrupção, a mentira e o compadrio.
Esperava-se que ele desse a volta ao país e devolvesse aos portugueses o sonho de muitos anos. Mas não se esperava que ele fosse abatido cobardemente, tão cobardemente que a investigação policial foi uma nódoa a dar que pensar, e a Justiça andou para trás e para diante sem chegar a lado nenhum. Foi uma grande desgraça para Portugal e para o partido a que presidia.
Se Francisco Sá Carneiro não tivesse sido varrido do número dos vivos por quem tinha conveniência nisso, nem Portugal nem o PSD tinham chegado ao que chegaram.
Não se duvide que não teriam vicejado os barões corruptos que andam a contas com a Justiça desde o cavaquismo, porque ele seria o primeiro a cortar a direito, a pô-los fora, ao contrário do que acontece actualmente. Nem se duvide que não teria medrado o bando de medíocres que faz do PSD ser um clube de facciosos, pois ele abriu o partido a pessoas oriundas de vários campos ideológicos e nunca se sujou fazendo acertos mesquinhos com rivais. Listas, para ele, eram de serviço ao país, não eram conchavos de balneário desportivo. Porque era um senhor, porque era superior, não precisava de deitar mão de expedientes. Fazia rupturas? Fazia, sempre que era necessário. Podia fazê-las, tinha envergadura política, intelectual e moral para o fazer.
Francisco Sá Carneiro podia ter garantido a Portugal uma democracia limpa, inteligente, desempoeirada, moderna. Quem sabotou aquele avião, sabe Deus a mando de quem, apunhalou Portugal pelas costas.
A falta que ele faz!
As listas apresentadas pelo PSD fazem-nos sentir assim. Se aquela é a guarda pretoriana da presidente, estamos conversados. Compreende-se muito bem que, no interior do país, já vários tenham tido a honestidade e a coragem de desfiliar-se, e muitos estejam a preparar-se para o fazer. E quanto à Emigração, ela agradece o insulto estúpido de ser reconduzido José Cesário, um chico esperto que deixou um inesquecível rasto por estas terras do Resto do Mundo.

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domingo, agosto 09, 2009

HOMENAGEM A DOIS 'ASES DO PEDAL' de antigamente













- José Pacheco(1962) -Germano Ferreira (1933) - ( Pai do artista Tirsense - Mano Belmonte) -

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EXPOSIÇÃO 'ASES DO PEDAL' - SANTO TIRSO NA VOLTA A PORTUGAL EM BICICLETA.

No âmbito da 71.a Volta a Portugal em Bicicleta, a Câmara Municipal de Santo Tirso inaugura no próximo dia 8 de Agosto a exposição -Ases do Pedal. Santo Tirso na Volta a Portugal em Bicicleta-. A exposição ficará no Átrio da Câmara Municipal até dia 16 do mesmo mês, coincidindo com o termino da presente edição da Volta a Portugal. Nesta exposição documenta-se a participação do município no acontecimento mais importante do ciclismo português (através do acolhimento de sete etapas, realizadas entre os anos de 1994 e 2009) e presta-se uma singela homenagem aos ciclistas de Santo Tirso. Desde cedo que o ciclismo granjeou muitos adeptos no concelho estando os primeiros registos da modalidade em Santo Tirso associados à maior prova ciclista do país: a Volta a Portugal. Floriano das Silva Moreira (Vila das Aves) e Germano Ferreira (Santo Tirso) (na imagem) são os primeiros ciclistas conhecidos, de uma lista na qual se destacam os nomes de Joaquim de Sá, José Pacheco (na imagem), vencedor da Volta em 1962, e do seu colega de equipa no FCP, Ernesto Coelho. Mas muitos outros ciclistas engrandeceram a lista dos gloriosos ases do pedal, designadamente: António Machado, António Salazar, José Pinto e Luís Pacheco. No presente, destaca-se entre os ciclistas nascidos em Santo Tirso o jovem Sérgio Sousa, promessa do ciclismo português, que estará presente na 71.a Volta a Portugal envergando as cores da equipa do Boavista. A evocação que é feita com a exposição -Ases do Pedal. Santo Tirso na Volta a Portugal em Bicicleta- é prolongada pela apresentação da colecção do Sr. Soares dos Reis, numa incursão ao mundo do ciclismo e da Volta a Portugal, revistando equipas, campeões e as bicicletas que ajudaram a fazer desta corrida uma prestigiosa prova de ciclismo internacional.

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Humor nacional perde o mestre....

Costumava dizer que uma piada levava horas a ser feita e se esgotava num instante. Aos 79 anos, Raul Solnado parou de rir: morreu no dia 9 de Agosto de manhã, vítima de doença cardiovascular grave, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Ler notícia completa com VÍDEO


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sexta-feira, julho 31, 2009

TENHAM UMAS EXCELENTES FÉRIAS !


AGOSTO AÍ ESTÁ !

A maioria de nós tem por hábito gozar férias no mês de Agosto. Essa maioria sai das suas aldeias, vilas e cidades para locais de veraneio - campo ou praia - .
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Pois bem, auguramos, que tenham umas excelentes férias com todas as precauções necessárias referentes às mesmas.
Deixamos, aqui, um comunicado da 'Direcção-Geral da Saúde' que recomenda a ingestão de água - muita água! -(Leiam, por favor) .

Para não fugir à regra, vamos, também, descansar (?!) e só voltaremos a este BLOG no próximo mês de Setembro (se Deus quizer).
Entretanto, fazemos o convite para "visitar" o arquivo deste Blog onde encontrará artigos escritos por excelentes colaboradores a quem muito agradecemos pela amizade e dedicação demonstrada ao longo do ano.

Encontrarão - vídeos, entrevistas, notícias, crónicas, fotos, pensamentos e muito mais...-

GRATO PELO VOSSO CARINHO DEMONSTRADO

Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca

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VERÃO: Autoridades recomendam beber mesmo sem sede
Água é maior aliado para combater ondas de calor

A Direcção-Geral da Saúde recomenda o "aumento da ingestão de água ou sumos de fruta natural sem açúcar, mesmo sem ter sede", aquando da ocorrência de ondas de calor. No Verão, temperaturas acima dos 35 graus por mais de cinco dias podem ser fatais.

Em condições normais, quando a temperatura ambiente sobe o organismo, para manter a sua temperatura dentro de parâmetros normais, transpira. Mas se essa transpiração for excessiva o corpo pode desidratar, situação grave para a saúde quando não compensada pelo consumo de água, informa a Direcção-Geral da Saúde.

" Uma alta temperatura corporal, a par de um grau excessivo de desidratação, pode provocar danos irreversíveis no cérebro ou em outros orgãos ou até a morte. Em situações extremas de exposição ao calor podem mesmo surgir diversas perturbações no organismo, designadamente os chamados golpes de calor, os esgotamentos pelo calor e as cãibras, situações que pela sua gravidade podem obrigar a cuidados médicos de emergência", alerta ainda a autoridade de saúde".

Os nutricionistas recomendam a ingestão de dois a quatro litros de água em períodos de muito calor. A quantidade a consumir varia por indivíduo, conforme a estatura ou o facto de haver maior ou menor exposição ao Sol e esforço físico.

Existem dois sinais fáceis de observar para saber se a água ingerida é suficiente: a quantidade de urina produzida e a cor desta. Quando a quantidade de urina é suficiente a cor desta é clara, quase transparente, como a água.

A água deve ser tomada ao longo de todo o dia. Dois copos de água ao acordar e ao deitar. E durante o dia de hora a hora. Para a hidratação correcta do organismo a água não deve ser substituída por chã, refrigerantes, sumos ou bebidas alcoólicas.

A comida é também uma fonte importante de água. Futas e vegetais quando consumidos crus possuem as maiores quantidades de água. Um consumo deficiente de líquidos provoca cansaço, indisposição, pele e cabelos secos, dores de cabeça, problemas digestivos, inflamações, deficiente funcionamento dos rins, alteração da pressão arterial, irritabilidade e insónias.

BEBA ÁGUA

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-Candidatura por Santo Tirso e com Santo Tirso-




SOU CANDIDATO

Caras e Caros Tirsenses,

Sou candidato à Junta de Freguesia de Santo Tirso nas próximas Eleições Autárquicas.
Para esta caminhada, juntei um grupo de mulheres e homens da freguesia, dinâmicos, empreendedores, com actividades profissionais diversas, com um misto de juventude e de experiência, que têm a Freguesia no seu coração.

Os Tirsenses conhecem-me.
É UMA CANDIDATURA POR SANTO TIRSO E COM SANTO TIRSO

O meu compromisso é estar com todos os Tirsenses para construir um Santo Tirso de futuro.

Apresento-me com ideias novas. Trabalho, competência, seriedade e rigor são os valores centrais dessa nova acção política.
A seu tempo chegará às vossas casas o meu compromisso eleitoral.

Quero, de forma clara e transparente, aproveitar e concretizar as reais oportunidades de desenvolvimento e crescimento, garantindo a competitividade e a qualidade de vida da Freguesia.

Estou disponível para ser o Presidente de todos. Como sabem, vivo na Freguesia desde sempre. Aqui vou continuar a viver. MAS QUERO FAZÊ-LO SERVINDO SANTO TIRSO. É esse o meu compromisso.

Cumprimento-vos, com amizade

José Pedro Miranda

O canadiano Leonard Cohen não desiludiu os cerca de 12 mil fãs na sua actuação de ontem, no Pavilhão Atlântico, Lisboa. Às 21h10, Cohen subiu ao palco juntamente com os seus músicos. A elegância, em fato preto e chapéu, acompanha o veterano enquanto este agradece calorosamente os aplausos da recepção...

Ler notícia completa
Adapt: Mano Belmonte

quinta-feira, julho 30, 2009

MANO BELMONTE, a convite da Estação de Televisão 'Festival Português' (FPTV), estará presente no programa 'Talentos e Figuras da Comunidade' (produzido e apresentado por Marleen Silva) -

Sexta-feira dia 31 de Julho-2009, pelas 20H30 -.

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Padre Cruz nasceu há 150 anos











O Padre Francisco Rodrigues da Cruz, o mais famoso sacerdote oriundo do território daquela que é hoje a diocese de Setúbal, nasceu em Alcochete, a 29 de Julho de 1859 e morreu em Lisboa a 1 de Outubro de 1948.

Esta Vila já notável, entre outros motivos, por ter sido o berço fde D. Manuel I, o Venturoso, e do Beato Manuel Rodrigues, um dos 40 mártires do Brasil, viu crescer a sua importância, por ter nascido, aquele que já em vida era conhecido pelo Santo Padre Cruz, que esperamos, um dia, venerar nos altares. Em 2009 celebra-se os 150 anos do seu nascimento.

Um santo é um semeador de ideal que espalha o bem e prepara colheitas para o céu. Alcochete orgulha-se de ter sido o berço daquele que seria outro S João Maria Vianney, o Santo Cura d'Ars, que faleceu uma semana depois de nascer o Santo Padre Cruz. Em pleno ano sacerdotal, esta coincidência parece dizer-nos que Deus não queria apagar uma luz sem nos deixar outra acesa.

Santo foi o nome que lhe puseram já aos 35 anos de idade e a fama de santidade foi sempre em aumento, até ao seu falecimento. Bispos, sacerdotes, pessoas de todas as categorias sociais o tinham por santo e como tal o veneravam. E esta fama cresceu a tal ponto que, depois da morte, o seu jazigo, no cemitério de Benfica, é visitado diariamente, por muitos fiéis, que lá vão cumprir promessas, pedir e agradecer graças, alcançadas de Deus, por sua intercessão.

Ordenado a 3 de Julho de 1882, desempenhou funções de director espiritual no Seminário de S.Vicente de Fora. Praticou heroicamente o que inculcava aos sacerdotes: -Confessar enquanto se apresentarem pecados, pregar enquanto houver ouvintes, e rezar até já não se poder mais -.

A sua figura inconfundível foi para o povo português católico, naquele tempo, uma âncora salvadora: levemente corcovado, um sorriso de inocência sempre no seu rosto fatigado, um ar de recolhimento habitual, perdido em Deus, na intimidade divina que o atraía a desprender-se dos bens terrenos, para os dar generosamente aos mais necessitados que encontrava.

Mesmo nos tempos mais revoltosos e intolerantes, o Padre Cruz trajava sempre de batina e roupão eclesiástico, e na cabeça, um largo chapéu, já gasto pelo uso. Assim o conheceu Portugal, assim se recordam dele, hoje, muitos que o conheceram. A presença do Padre Cruz em missões e tríduos pelas aldeias e vilas do país; o encontro do Padre Cruz nos comboios, nas ruas de Lisboa, nas Igrejas, nas cadeias, nos hospitais, sempre aliviando penas, confortando misérias, dando coragem aos timoratos e oferecendo certezas duma renovação cristã aos desalentados, era um "espectáculo" a que Portugal se habituara.

O Padre Cruz foi o Apóstolo que Deus deu a Portugal naqueles tempos agitados. Apóstolo da Caridade lhe chamaram, e a placa da Avenida do Padre Cruz em Lisboa, a todos o lembra. Todo o apóstolo compreende a sensibilidade dos homens do seu tempo. Enquanto viveu, este sacerdote compreendeu os seus contemporâneos, e esta compreensão deu-lhe um acesso relativamente fácil aos corações sedentos de verdade, de ideal, de transcendência.

Em 1940 cumpriu um desejo antigo e fez-se jesuíta aos 80 anos. Apesar da idade, a sua velhice não é inda a "ruína" doutros anciãos. No seu corpo decrépito arde a chama imortal da vida divina. É já uma "sombra velhinha": mas a essa sombra descansam novos, mais fatigados e envelhecidos de alma do que ele.

Faleceu no primeiro dia de Outubro de 1948. A notícia foi divulgada pela Emissora Nacional. no noticiário das 13 horas. Quando os jornais da tarda saíram, já meia Lisboa e meio Portugal sabiam que tinha morrido o Padre Cruz.

Três anos depois, em 1951, o processo de beatificação iniciou-se em Lisboa e entregue à Santa Sé em 1965. Com a Igreja a viver um Ano sacerdotal, será que o nosso país receberá a notícia de mais um beato?

Pesquisa e texto: Mano Belmonte

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Alberto Silva - Tributo a um amigo -


Alberto Silva, um homem desde sempre ligado à comunicação social cuja paixão e lides radiofónicas vêm desde muito novo.
Alberto Silva, é natural de Lisboa. Seu pai tinha um programa nos Emissores Associados de Lisboa que se chamava "Programa Radiofónico Imagens Piedenses". Após a sua morte, Alberto, ficou com a responsabilidade de o dirigir (PRIP) corria o ano de 1971 e aí cresceu gosto pela rádio. O programa acabou com a nacionalização da Rádio em 1975. Alberto Silva dedicou-se à profissão de funcionário bancário.

Mais tarde e já no Canadá conheceu António César, um profissional da Rádio Internacional (CHIN), que lhe deu oportunidade de colaborar nesta estação radiofónica. Passando, depois, a colaborar na 'CIRV-Radio' e na 'Rádio Asas do Atlântico' na cidade de Toronto, onde conheceu e trabalhou ao lado de bons profissionais como José Eduardo que, reconhecidamente, disse: "muito ter aprendido".
Colaborou nos jornais comunitários "Voice" e "Sol Português" durante sete anos. Foi director Cultural da Casa do Alentejo de Toronto por dois anos consecutivos. Apresentou numerosos espectáculos, e, destaca o que organizou no então 'First Portuguese Canadian Club' em homenagem à Diva Amália que teve a presença da sua irmã Celeste Rodrigues que veio propositadamente para assistir a esse espectáculo.
Alberto Silva considerou: "para mim esse espectáculo foi uma pedrada no charco quanto ao mérito dos artistas residentes, porque ele foi realizado só com a prata da casa e foi um grande êxito. Daqui e na sua pessoa quero agradecer a todos que participaram e dizer o meu muito obrigado pela sua entrega e classe que dispensaram ao espectáculo".

Alberto Silva, um bom amigo e profissional da Rádio que recordamos com saudade e, aqui, deixamos esta pequena e modesta homenagem, encontra-se acerca de 8 anos na 'Rádio Sesimbra FM' e colabora no Jornal de Sesimbra. Últimamente dedica-se a escrever poesia.

Parabéns amigo, que a vida lhe traga de bandeja tudo de bom.Você merece!

Aquele abraço

Mano Belmonte

manoamano@sympatico.ca



quarta-feira, julho 29, 2009


"QUANDO OS NETOS ENTRAM NA NOSSA CASA, A DISCIPLINA VOA PELA JANELA."
(Ogden Nash)

Foto do Dia


UM HOMEM REFRESCA-SE COM A SUA GARRAFA DE ÁGUA, PARA CONSEGUIR ENFRENTAR AS ONDAS DE CALOR QUE, NOS ÚLTIMOS DIAS, TEM ASSOLADO A CAPITAL DA BULGÁRIA, SÓFIA.
(Anton Stankov/EPA/CM)

Encontrar um lugar

É mais fácil tentar quebrar a cadeia pelo seu elo mais fraco do que questionar, a fundo, todo um sistema.

Com a chegada do tempo de férias, são muitos os que partem à procura de um lugar, diferente, que ajude a quebrar rotinas e a retemperar forças. Nessa dinâmica, cada vez menos massificada - Agosto já não é um mês a menos no calendário laboral - tende-se a "desligar" de muita coisa que merece a nossa atenção constante, tendência acentuada pelo mito da "silly season" que leva muitos a dar destaque a factos menores que, no resto do ano não mereceriam mais do que uma linha ou 10 segundos de atenção. Crises e dramas humanos continuam a existir, em todo o mundo, e não tiram férias.

Em muitos casos, esses dramas forçaram homens e mulheres do nosso tempo a sair (fugir, mesmo) dos seus lares, em busca de uma vida melhor em sociedades que acreditam ser mais desenvolvidas. Não contam, por certo, com a intolerância e a discriminação que lhes estarão reservadas, por parte de vários, à sua chegada.

A crise ecomómica e financeira tende a acentuar estes comportamentos xenófobos e racistas, como justamente têm alertado vários responsáveis da Igreja Católica. É mais fácil tentar quebrar a cadeia pelo seu elo mais fraco do que questionar, a fundo, todo um sistema e os seus responsáveis máximos, que levaram à situação em que o mundo se encontra.

A questão merece, por isso e acima de tudo, um olhar humano: pessoas como nós estão à procura de um lugar, um lugar melhor, para esquecer as mágoas de um passado muitas vezes doloroso e construir um futuro melhor, para si e os seus. Aconteceu milhões de vezes, em Portugal, com avós, pais, irmãos, primos, amigos e vizinhos de cada um de nós que também partiram. E partem. Basta dar a cada um dos que imigraram para este país o tratamento que gostaríamos que fosse dado aos nossos, lá fora.

Esta é uma matéria que também merece um olhar atento, na hora de decidir em que partido votar. O Verão deste ano será diferente, por certo, em função das duas eleições que se aproximam e do desfile de promessas, acusações, barulho de fundo e cortinas de fumo a que iremos presenciar na busca de um lugar (lá está), que para muitos não é de serviço, mas de interesse(s) - confessados e inconfessados.

A receita será, em larga medida, a mesma: acima de tudo, está cada ser humano e a maneira como, na nossa sociedade, ele será tratado em cada momento da sua vida. Para que todos possam, em condições dignas, encontrar o seu lugar.


Octávio Carmo
(Agência Ecclesia)

Música e liturgia, que relação?




Fátima acolhe de 27 a 31 de Julho o XXXV Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica, este ano dedicado ao tema "Cantai ao Senhor com arte e com alma. A música na Liturgia".
Um conjunto de quatro conferências aborda os seguintes temas: "Como é bom cantar. Liturgia do homem e do universo". "Cantar porquê? Função da música na liturgia", "Cantar o quê? Características da música litúrgica" e "Cantar como? Com arte e com alma".
Como habitualmente, a Escola de ministérios abordará uma série de questões específicas: I - O canto dos ministros ordenados. II - Os cantores (salmistas, leitores...); III - Elementos de grupos corais; IV - O canto da assmbleia; V - Organistas e intrumentistas; VI - Responsável pela música litúrgica da paróquia; VII - O acólito na assembleia celebrante.

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Adaptação: Mano Belmonte

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Brian Adams em selo no Canadá

Os correios do Canadá emitiram um conjunto de quatro selos dedicados a personalidades musicais, entre eles um é dedicado ao músico rock Bryan Adams. A nova série de selos, com uma emissão de quatro milhões de exemplares, tem a taxa única d 45 cêntimos.

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sábado, julho 25, 2009

Crónica de Coimbra


Assim vai o nosso país!

Em qualquer país, um político, um responsável de um alto cargo, uma figura pública, consequentemente reconhecida, demite-se quando é suspeito de "fraude", de "tráfico de influências", de crime de peculato, pedofilia ou de outra qualquer irregularidade lesiva dos elementares direitos dos cidadões. Em qualquer país civilizado e sério, onde é respeitada a Constituição, basta ser suspeito, que era, de imediato suspenso das suas funções.

Aqui, nada disso! Até se provar a culpabilidade em Tribunal, presume-se inocência. O processo vai-se arrastando através de averiguações, investigações, inquéritos, e, como é do conhecimento público, o Tribunal demora anos a resolver tais casos, lá continuam os suspeitos a ocuparem os seus cargos, exercendo-os, presunçosamente, como se nada fosse com eles. E, o que mais revolta, é que se apresentam sempre cheios de prosápia! Parecem os "donos do mundo"!

Exigem os maus entencionados a demissão dos ditos Senhores, por questão ética, de bom-tom, enfim, de justiça. Que ética? Que bom-tom? Que justiça? Os invejosos, os denegridores da imagem pública é que deviam ter ética, que abrem os noticiários análogos a julgamentos e sentenças condenatórias. Trata-se de um abuso de liberdade. Os nossos canais de televisão (portugueses), precisam de vender, precisam de enfrentar a concorrência diária, e como as audiências mantêm-se, quando não sobem, prova de que a maioria está do lado dos injustamente acusados. Das vítimas de cabalas. Para quê fechar portas a quem garante público? E depois, que diabo, são excelências acusadas, gente fina e gente fina é outra coisa! Não é qualquer "pé-descalço", que está ali a ser acusado! Não estão em jogo centenas de euros...mas milhões, muitos milhões e...isso sim! Isso já merece notícia de 1.a página. Que nos outros países não é assim? Pois devia ser. Nós, é que estamos certos. Eles, é que estão errados. Nós somos únicos, não nos esqueçamos! Viva Portugal! Como nós não há igual!

Cruz dos Santos
Coimbra/Portugal

Eu conto como foi - LUCÍLIA DO CARMO


Nasceu na bela terra alentejana, em Portalegre, no ano de 1920. É aos 17 anos de idade que se estreia no 'Retiro da Severa' sendo logo vista como um caso sério na forma como sabia interpretar

Casada com o empresário Alfredo de Almeida abrem em pleno Bairro Alto a 'Adega da Lucília' que mais tarde ficaria com o nome de 'O Faia' até os dias de hoje.
Ali cantaram fadistas afamados e de grande estirpe. De Alfredo Marceneiro um seu grande amigo a cantar no seu espaço, ou Tristão da Silva, Berta Cardoso ou Carlos Ramos entre tantos.

Lucília tinha aquele porte muito especial. Foi ao Brasil e conquistou multidões. Gravou infelizmente poucos discos. Mas a sua voz ficou registada maravilhosamente em temas inesquecíveis. 'Maria Madalena' e 'Foi na Travessa da Palha' dois fados que ainda hoje ninguém os cantou como a grande fadista.

Era uma senhora de sorriso franco, afável, de simpatia absoluta. Nos anos 80 encontrei-a tantas vezes no 'Faia' onde trauteava ou cantava mesmo a sério os seus êxitos maiores.

Era uma estilista do fado e segundo os entendidos era a voz, a figura, aquela raça fadista que surge de tempos a tempos. Uma mulher do séc. XX que marcou toda uma época.
Mãe de Carlos do Carmo, morreu em 1999.

Carlos Castro
Adapt: Mano Belmonte

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sexta-feira, julho 24, 2009


"PERDEREI A MINHA UTILIDADE NO DIA EM QUE ABAFAR A VOZ DA CONSCIÊNCIA EM MIM"
(Mahatma Gandhi)

VÍDEO: Piano Gigante


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Foto do Dia


ELEMENTOS DA COMPANHIA DE DANÇA NORTE-AMERICANA NOMIX DURANTE A APRESENTAÇÃO DO ESPECTÁCULO 'BOTÂNICA' EM SANTIAGO DO CHILE.
(Ian Salas/EPA/CM)

Salazar morreu a 27 de Julho de 1970


Jaime Nogueira Pinto escreveu :
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Nunca fui um salazarista, pelo menos na acepção corrente do termo. Cumpre explicar porquê, pois adivinho laivos de escândalo nalguns, e acrescentar, que talvez venha um dia a sê-lo. Não posso dizer que fui salazarista na medida em que não fui, nem sou incondicional de ninguém. Só da minha Fé e das minhas ideias. De Deus e dos Valores. E se é bom guardar a lucidez e o espírito crítico perante os grandes deste mundo, tenho uma certa pena por não ter sentido aquela devoção cega a um Chefe, a dádiva sem limites, a gloriosa loucura da abdicação de nós, que faz as grandes fidelidades, os grandes e silenciosos sacrifícios.
Posto isto, traçadas que são as fronteiras e situações, não tenho dúvidas em falar dum Homem que vi pela primeira vez no dia da sua morte e a quem então beijei as mãos; e falar. dizendo um pouco do muito de que deveria ser dito, sem pretender fazer análises, mas apenas, com humildade e respeito, dar testemunho.
Salazar é para mim e para os da minha geração (os que pensamos, cremos e queremos por igual medida) nascidos depois da Segunda Guerra Mundial, formados nos anos sessenta quando a Europa e o Ocidente, se arrependeram e culparam do melhor que foram, o Homem das apostas contra a Decadência, da Vontade inflexível perante os factos, ao serviço constante da Verdade. É vida. Exemplo. Raiz. Deus, as Pátrias, os outros homens assim: que vivam para os seu ministério, a privarem-se das coisas que para o comum (e não só) importam: um Lar, uma Família, Filhos, bens palpáveis, pequenas ou grandes não interessa, mas de sua pertença exclusiva, afectos certos, que são nossos, se fazem e se perpetuam, que são esperança, e depois razão, e depois vínculo, e continuidade, só nossos, por um certo tempo e num certo espaço. Ele a tudo isso renunciou. Confundindo-se num dado instante com sua Missão e Serviço, com o Poder e o estado, renunciou a tudo, ganhando tudo. Escolheu, como grande que era, senhor de sua vida e de seu Futuro. E as opções são difíceis, não pelo que se segue, mas pelo que se deixa para trás...
Há tanto de singular neste Homem: a coerência, a fidelidade, a si e suas ideias, o sentido da hierarquia e da permanêmcia, o modo sóbrio, o querer inquebrantável. Na Grécia seria talvez um Sábio, em Roma um cidadão dos que geriam a República até ao fim dos dias, se abriam as veias perante a iniquidade do Príncipe; na Idade Média a meditar sobre a História de Deus ou, chancelar zeloso do Bem Comum, a exorcitar maus sacerdotes. Um grande na Renascença, obscuro em Setecentos; e não vejo senão no seu Vale dos Lobos no {{estúpido século XIX}}.
Mas a Providência deu-o a nós, em nosso Tempo. Penso, com Huxley, que as coisas mais importantes são a Graça e a Predestinação. E aí conta para mim (e hoje para quase todos...) o Salazar de Abril de 61, o Salazar da Resistência, o Salazar imperturbável perante a imensidade dos obstáculos e dos trabalhos.
Lembro-me, da noite em que em breves palavras nos explicou porque íamos fazer guerra, porque íamos para um tempo de sangue e lágrimas: Angola.
E Angola para além da tragédia concreta era o símbolo do que maior tem o País e agente. Era o Bojador, as Tormentas, a Índia, a História, o Sangue, O Império, o Futuro. Angola era um desafio, uma encruzilhada. Chegava o nosso tempo. Éramos postos à prova. Éramos livres de partir ou ficar. De perder ou sair vitoriosos. Ele não hesitava. Era um Homem de Deus que pode significar ser um Homem de Estado, na mais nobre e grande acepção. Falou o que era preciso e como era preciso. Sem dramatizar nem minimizar. Foi, como diria o Pessoa, o Homem-Média, a soma de nós todos e dos melhores. A Alma da Raça. Intérprete e íamos ficar criados.
A grandeza daquele velho, que sabia pôr em pé um Povo, que sabia tocar clarim, que sabia traduzir as Razões por que os outros podem e devem morrer. E eu, que tinha quinze anos e admirava os condottieris que arriscavam físicamente a pele, os grandes chefes de guerra e aventura que morrem jovens e em combate e são enterrados à luz de archotes, compreendi que se pode ser Herói aos setenta anos, num gabinete de trabalho, em silêncio, entre papéis e livros, ensinando a boa administração, a viver habitualmente.
E talvez devo-o a Salazar. Como lhe devo o reforço da convicção que sempre tive de ser a Verdade uma categoria independente do tempo, do lugar, dos números, dos votos, das opiniões, das penas, dos riscos, da morte! E ter preservado esta terra, mantendo-a grande e partida pelo mundo.
E este orgulho em ser Português, em pertencer aos únicos que desafiaram e venceram a ofensiva dos ventos da História, e uma herança que temos oportunidade de conservar e dar aos nossos filhos, uma Nação plena de espaços e aventura, onde a vida ainda não é contabilizada e planificada à maneira dum corpo sem vontade ou alma.
Era um grande senhor, duma estirpe que vai sendo rara. Tinha a consciência da Razão de Estado, do Poder como coisa rara, que vem de Deus e só a Ele, a cada instante, e na hora última se deve dar contas. Que não pode ser profanado, nem malbaratado, nem estar à mercê da rua, dos grupos de interesses, dos fluxos da opinião. Sabia que governar não era agradar mas servir. Não descia ao povo, não o adulava ( nem aos poderosos, aliás...) não o cultivava. Mas o Povo compreendia-o, guardava-lhe respeito e amor, e, mais, para o fim, uma grande ternura; não o culpava dos males e erros que em seu tempo, como em todos houve, e que foram graves. Porque todo o humano tem limites, até o génio.
Salazar morreu numa manhã de Verão, dum dia de sol que foi belo e ele já quase não viu. A essa hora em Angola, em Moçambique, na Guiné, os Portugueses batiam-se pelo que ele se bateu e mostrou ser mais importante que a vida de cada um. No décimo ano da Defesa, tínhamos vencido, graças à sua Acção, o pior inimigo: a Dúvida.
Creio que, como nos ensinou tão bem, não devemos chorá-lo. Eu sou contra os elogios fúnebres e tal, por paradoxo que pareça, é uma das razões porque escrevo sobre Salazar.
Ele vive agora entre nós, em sua Obra. Ele vive em suas Palavras e seus Actos, que aqui estão e hão-de ficar, se formos dignos deles e os soubermos preservar.
Só devemos chorar os mortos se os não merecermos. Só dvemos chorar Salazar, se por nosso desânimo, medo, fraqueza, inércia, por nossa culpa, Portugal for mais pequeno que o que nos legou; se o erro, a mentira, o oportunismo, a decadência, a abdicação triunfarem; se a integridade da soberania for atingida e, se a Nação perecer, então sim, devemos chorar o Homem, porque lhe desbaratámos a Obra, e viveu e morreu em vão.
Mas tal não há-de suceder. Agora que ele se foi definitivamente, o Futuro de todos pertence mais a cada um. Tomemos pois em nossas mãos o que ficou, o que é bom e merece amor. E vamos amar mais e querer com mais força o que está por fazer. E vamos continuá-lo. E merecê-lo. Para que nunca tenhamos de o chorar.

Jaime Nogueira Pinto

Adaptação: Mano Belmonte

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SANTO TIRSO: ComVIDA




quinta-feira, julho 23, 2009

Música de inspiração cristã procura lugar ao Sol

A poucos dias do início da terceira edição do Festival Jota, ponto alto da apresentação de artistas e bandas católicas, há quem lamente o facto de a Igreja em Portugal ainda não reconhcer devidamente o trabalho dos criadores e intérpretes de música de inspiração cristã.

O Pe. Jorge Castela, director da Pastoral Juvenil da diocese da Guarda, dá copmo exemplo a maior parte das festas religiosas, cujos responsáveis incluem no cartaz nomes da "música pimba" mas não convidam grupos e autores católicos.

Embora o objectivo das bandas cristãs não seja o lucro, é necessária uma capacidade económica que suporte a produção de novos discos, o investimento em equipamento e a presença em concertos. Por isso, explica o sacerdote, se os CD's não são comprados e se as bandas não são convidadas para os espectáculos, "é difícil que consigamos continuar este trabalho"...

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Adaptação: Mano Belmonte

SÃO JORGE através do queijo....










A Rota do Queijo da ilha de São Jorge, Açores, é um convite a conhecer a forma de fazer um produto que identifica aquela região atlântica. Entre a confraria e a produção de queijo ficam as paisagens de um território por explorar.

A frescura da manhã convida a calcorrear as ruas empedrenadas da freguesia de Velas, uma das fajãs de São Jorge. A sede da Confraria do Queijo de São Jorge é o primeiro ponto de conhecimento desta tradição. O queijo de São Jorge é um produto de Denominação de Origem Protegida (DOP) cuja Confraria detém a certificação. Na sede da Confraria, o álbum de fotografias dos confrades, entronizações e actos solenes de preservação de promoção do produto que enche de orgulho os habitantes.

No trajecto até à União das Cooperativas e a uma fábrica, a Reserva Natural pede para ser vivida . A vegetação densa salpicada de camélias cor-de-rosa e hortênsias que, em finais da Primavera começam a nascer, enchem o olho que anseia por paisagens recortadas junto ao mar. Em São Jorge, os vestígios de uma ilha vulcânica são raros, sendo o verde o que fica na memória dos que por ali passam...

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Adaptação: Mano Belmonte

quarta-feira, julho 22, 2009


"OS HOMENS NÃO SE SENTEM VELHOS POR TEREM NETOS, MAS SIM, POR SABER QUE ESTÃO CASADOS COM AVÓS"
(G.Normam Collie)

Foto do Dia


UM MERCADO NA PROVÍNCIA DE XINJIANG, NA CHINA, DEDICADO EXCLUSIVAMENTE À VENDA DE MELANCIAS.
(Diego Azubel/EPA/CM)

Índia e China de olhos no céu para ver o mais longo eclipse total so Sol


O mais longo eclipse total do sol do Século XXI foi observado por dois mil milhões de pessoas na Ásia.

O Sol ficou totalmente encoberto pela Lua numa zona pouco habitada do Pacífico durante 6 minutos e 39 segundos, uma duração recorde que só virá a ser batida no ano de 2132.

O eclipse total demorou menos tempo na Índia (três a quatro minutos) e na cidade chinesa de Xangai (cinco minutos), mas nas duas regiões o céu espessamente coberto de nuvens impediu a abservação do fenómeno.

Chuvas torrenciais abateram-se sobre Bombaim, na costa ocidental da Índia, tornando inúteis as lentes escuras que haviam sido compradas em massa para observar o eclipse.

Fonte: Jornal de Notícias
Adaptação: Mano Belmonte

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SANTO TIRSO: Recuperação do Cine-Teatro


Após vinte anos sobre a última projecção de um filme no Cine-Teatro, este equipamento volta a estar na ordem do dia, já que o arranque das obras, para a sua completa remodelação, está para muito breve, depois de um longo processo burocrático, que passou pela aquisição litigiosa do prédio, pela execução do projecto, pela demolição atempada dado o risco eminente e pelo concurso público internacional que obrigou a prazos e audiências prévias muito alargadas.

O novo Cine-Teatro vai dispor de duas salas: um auditório principal, que, na forma de organização tradicional, contará com 300 lugares sentados em um auditório, com 120 lugares sentados. A abrangência funcional do novo Cine-Teatro estender-se-á da actividade teatral aos concertos de música, passando pelos espectáculos de dança e de moda, bem como a realização de eventos como conferências temáticas, etc.

Este equipamento contará, ainda, com um café-concerto que pode funcionar de modo autónomo do resto do edifício, galerias e átrios, que permitem a realização de eventos e exposições, e todo um conjunto de serviços de apoio e galerias técnicas, que darão corpo a este Equipamento Cultural ficará situado numa zona, que será brevemente requalificada e transformada em área essencialmente pedonal.

Fonte: Jornal de Santo Tirso
Adaptação: Mano Belmonte

SANTO TIRSO e os Tirsenses têm motivos para estarem orgulhosos...













A atleta tirsense Sara Moreira (natural de Roriz) continua em grande e a honrar, condignamente, a camisola da Selecção Nacional de Atletismo.

E rorizense esteve presente em Belgrado, nas Universíadas 2009, conquistando, para o nosso país, duas medalhas de ouro: Uma, nos três mil metros obstáculos e outra, na prova dos conco mil metros.

Terminada a participação na competição do Leste Europeu, Sara Moreira regressou, imediatamente, a Portugal e ingressou nos II Jogos da Lusofonia, a decorrerem em Liosboa.
Mal entrou em acção (mesmo com algum cansaço), voltou a subir ao pódio no primeiro lugar, na prova dos cinco mil metros.
E em meia dúzia de dias, a grande campeã tirsense (e já umas das figuras incontornáveis do atletismo nacional) conquistou, imagine-se, três medalhas de ouro.
Apesar de ter ganho duas provas dos cinco mil, Sara referiu que a sua grande aposta, para o próximo Mundial, é a especialidade dos três mil metros obstáculos.
Santo Tirso e todos os tirsenses sentem-se honrados com a sua participação

Fonte: Jornal de Santo Tirso
Adaptação: Mano Belmonte


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terça-feira, julho 21, 2009


CARLOTA E A LUA

Há quarenta anos, o mês de Julho foi de entusiasmo planetário. É que a Apollo ia pelos ares fora determinada a pousar na Lua mais os seus tripulantes. Eu estava de férias em Tomar, na casa de Fernanda Porto, a senhora toda posta por ordem que deixou marca no Turismo, onde trabalhou trinta anos.
A verdade é que ela estava muito mais entusiasmada do que eu com a viagem à Lua. Tanto o estava que ficou toda a noite duante do aparelho de TV, sem perder pitada, enquanto eu cedi ao sono e fui dormir. Mas ela, não, ali firme, para grande escândalo da Carlota, que então trabalhava lá em casa a pedido do senhor prior que, compungido, aconselhava ajuda e paciência por ser ela, no seu dizer, um "bocado lenta". Quando se foi deitar, a Carlota disse à senhora que devia era deitar-se e descansar, em vez de estar ali, como os cachopos, ela dizia assim, agarrada à televisão. De manhã é que foi o bom e o bonito, quando a senhora ainda afundada no cadeirão e sem desviar os olhos da TV, no exacto momento em que os astronautas pisavam o solo lunar. Oh minha senhora, parece impossível! - exclamou a Carlota numa furiosa estupefacção. E a resposta veio de recochete: Oh mulher, cale-se e sente-se aqui ao meu lado a ver esta maravilha. Desconfiada, a Carlota tratou de obedecer. E a patroa a insistir: Está ali a vê-los? Está a ver as pegadas que eles deixam? Aquilo era demais para a Carlota, que se levantou impetuosamente e sentenciou: Mas a senhora não vê que isto é tudo armado pelos americanos? Então a senhora acredita nisto?
E não houve nada que a demovesse. Era assim, uma mulher de convicções inabaláveis. Tinha trabalhado em Moçambique, onde namorou um rapaz de lá que nunca esqueceu. Uma ocasião Fernanda Porto perguntou-lhe se sabia do rapaz e a Carlota respondeu que não, nunca mais tinha sabido dele. Fernanda Porto adiantou que talvez ele lá estivesse em trabalhos por causa da guerra.
- Da guerra?!!! Qual guerra, minha senhora?
-Oh Carlota, qual guerra! Então a guerra que anda em África, já há anos.
- A senhora diz cada coisa! Olha, guerra em África, nem que o Salazar deixasse...
Não havia volta a dar-lhe.

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segunda-feira, julho 20, 2009

VÍDEO: Chuva !



Crónica de Coimbra


CARTA ABERTA a todos os políticos!

Os Senhores vão ser eleitos dentro de alguns meses. Quem? Ninguém sabe! Geralmente, ganham todos.
Bom, caída a "romaria", ou seja, todo este "carnaval" de promessas, não se vai voltar a falar da morna campanha.
Nem dos níveis de abstenção. Os derrotados irão lamber as feridas e os vencidos a bajularem os líderes, para conseguirem um "tacho" p'ró seu futuro e para os seus. E os eleitos, quando iniciarem funções, todas as pressões terão o mesmo sentido: deixar as coisas como estão. É o "vira o disco e toca o mesmo"! As instituições, das Forças Armadas à Magistratura, das Universidades às Autarquias, da Igreja aos Sindicatos, das empresas às misericórdias e das polícias às associações profissionais, vão, como é habitual, pedir, reinvidicar, protestar, vão fazer greves, vão solicitar eleições antecipadas, enfim, vão proceder como procedem sempre, quando estão na Oposição: Protestar!
Quanto aos seus eleitores, vão confundir-se com a população. Perguntamos depois: o que irão fazer com este poder, que o eleitorado lhes deu? Cumprir ou fazer cumprir a Constituição? Ouvir o povo? Moderar e arbitrar? Reformar a Educação e a Justiça? Criar novos postos de trabalho? Combater o desemprego? Representarem o Estado? Vem na carta. Garantir o regular funcionamento das instituições? Sem dúvida, apesar de ninguém saber o que é isso. Se olharmos para os antigos governos, e compararmos com os actuais, o que disseram todos durante a campanha, vamos ver lá tantas coisas, que é legítimo concluir que nada farão de especial.

Difícil é escolher. Ainda por cima se lhes falta sinceridade. Mas se a sua escolha for o resultado de um esforço de razão, verá que, em pouco tempo, acabará por acreditar. E, como deve saber, o que dá realmente força a um governo é, mais do que a razão, o sentimento! Que escolher então? A política? A Defesa Nacional? A Europa? A política externa? Há falta de definição, de esclarecimentos, nomeadamente no que concerne aos compromissos internacionais e à Europa! Quanto à SAÚDE, esta que os ricos querem transformar em negócio e a direita administrar como uma empresa lucrativa e que a esquerda se mostra absolutamente incapaz de organizar. Esta, que falta aos velhos e aos pobres e faz sofrer os fracos em filas de espera, que é a mais cara e consome mais recursos do que na maioria dos países ocidentais, a que mais deve desperdiçar e acumula dívidas fantasmagóricas. Esta, que revela ineficiência escandalosa, apesar de empregar um número de médicos superior a muitos países europeus. Esta, que maltrata doentes em estabelecimentos públicos e enche os corredores dos hospitais com doentes abandonados. Esta, que permite abusos inimagináveis. Que não forma enfermeiros em quantidade e qualidade suficientes. Que está hipoteca a grupos, interesses e corpos poderosos. A saúde, sim, a nossa saúde, o que farão estes senhores com ela, depois de eleitos?

Cruz dos Santos
Coimbra/Portugal

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