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Capa exterior do último CD em alusão aos 50 Anos de Carreira de MB.

Capa exterior do último CD em alusão aos 50 Anos de Carreira de MB.
CD «50 ANOS DE CANTIGAS» (Compilação de 20 temas musicais de sucesso na carreira do artista Mano Belmonte)

Capa interior do último trabalho em CD "MB - «50 Anos de Cantigas».

Capa interior do último trabalho em CD "MB - «50 Anos de Cantigas».

MB - Resumo biográfico pelo Jornalista José Mário Coelho - Toronto/Canadá 2010

MB - Resumo biográfico pelo Jornalista José Mário Coelho - Toronto/Canadá 2010

APONTAMENTO PELA JORNALISTA LUSA CANADIANA FERNANDA LEITÃO

Jornal "Portugal Ilustrado" - Toronto/Canadá

Jornal "Portugal Ilustrado" - Toronto/Canadá

RECOMEÇAR...

-Recomeçar-

O ser humano é feito, entre outras coisas, de sonhos, ideais, expectativas...
O futuro, apesar dos percalços e obstáculos do presente, sempre se desenha com bons ventos, melhorias e conquistas. Por isso, sempre devemos prosseguir lutando, doando o melhor de nós na busca de objectivos e metas.
Neste percurso, à medida que nos esforçamos, alcançamos degraus intermediários e vitórias parciais que nos animam e estimulam em frente. Ser reconhecido pelos que nos cercam, parentes, amigos ou gente anónima, é um grande incentivo.
Dizer-lhes o quanto foi importante todo este carinho e amor dedicados ao longo dos anos, os elogios reconhecendo virtudes, tendo em mente que colhemos tudo o que plantamos nesta escalada da montanha da vida onde aprendemos a subir e a descer, cair e levantar, mas voltar sempre com a mesma coragem. Não desistir nunca de uma nova felicidade, uma nova caminhada, uma nova paisagem, até chegar ao topo da montanha .

Com mais de três décadas a vivermos na diáspora, fechamos os olhos tentando fazer uma retrospetiva das coisas boas e menos boas que nos aconteceram ao longo dos anos...Batemos de frente com um enorme painel branco na nossa mente, reprimimos a vontade de um choro convulsivo para, de imediato, pensarmos que, hoje, é um bom dia para enfrentar novos desafios...
Recomeçaremos por abrir novos espaços mentais e físicos. Aproximarnos-emos, dos familiares, dos velhos amigos, de pessoas alegres e sem preconceitos, da terra que nos viu nascer... Atirar para longe os ressentimentos, as mágoas, os melindres que impedem a felicidade entrar.
Dividirnos-emos entre duas Nações que amamos e repartiremos nosso coração entre chegadas e partidas, alegrias e ânsias.

Recomeçar uma nova vida é só uma questão de querer. Se quisermos. Deus quer.

Mano Belmonte













BLOG «Canções & Emoções» por Mano Belmonte

BLOG «Canções & Emoções» por Mano Belmonte

sexta-feira, janeiro 09, 2009

ENVELHECER...


  • Envelhecer é o único meio de viver muito tempo.
  • A idade madura é aquela na qual ainda se é jovem, porém com muito mais esforço.
O que mais me atormenta em relação às tolices da minha juventude, não é havê-las cometido... é sim não poder voltar a cometê-las.
  • Envelhecer é passar da paixão para a compaixão.
  • Muitas pessoas não chegam aos oitenta porque perdem muito tempo tentando ficar nos quarenta.
  • O que não é belo aos vinte, forte aos trinta, rico aos quarenta, nem sábio aos cinquenta, nunca será belo, nem forte, nem rico, nem sábio...
  • Quando se passa dos sessenta são poucas as coisas que nos parecem absurdas.
  • Os jovens pensam que os velhos são patetas, os velhos sabem que os jovens o são.
  • A maturidade do homem é voltar a encontrar a serenidade como aquela que se usufruia quando era menino.
  • Nada passa mais depressa que os anos.
  • Nos olhos dos jovens arde a chama, nos olhos dos idosos brilha a luz.
  • Sempre há um menino em todos os homens.
(Autor desconhecido)

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FOTO DO DIA


Soldados israelitas tomam posições na cidade de Hebron, na Cisjordânia, em resposta a protestos de palestinianos contra a ofensiva militar na faixa de gaza.
(
Nayef Hash Lamoun/Reuters)

VATICANO


  • Papa traça quadro negro da situação internacional
  • Bento XVI lembra crise económica, pobreza, terrorismo, catástrofes naturais e violência crescente contra os cristãos

Bento XVI traçou esta quinta-feira um retrato preocupante da situação internacional, destacando o "recrudescimento da violência" na Terra Santa.

"Mais uma vez, queria repetir que a opção militar não é uma solução e que a violência, de onde quer que ela venha e seja qual for a forma que tome, deve ser condenada firmemente", assinalou.

O Papa falava no Vaticano ao receber os membros do corpo diplomático acreditado junto da Santa Sé, em representação de 177 países. Este é um dos discursos mais importantes do ano e permitiu a Bento XVI traçar uma espécie de radiografia do mundo, das castástrofes naturais e da violência crescente contra os cristãos.

Para Bento XVI, a actual situação em Gaza "provoca danos e sofrimentos imensos às populações civis" e complica ainda mais "a busca de uma saída para o conflito entre israelitas e palestinianos, vivamente desejado por muitos de entre eles e pelo mundo inteiro".

O Papa deixou votos de que "com o compromisso determinante da comunidade internacional, a trégua na Faixa de Gaza entre novamente em vigor - algo que é indispensável para dar condições de vida aceitáveis às populações - e que sejam relançadas negociações de paz renunciando ao ódio, às provocações e ao uso das armas".

Num contexto de eleições, Bento XVI deseja que surjam "dirigentes capazes de fazer avançar, com determinação, este processo e guiar os seus povos para a reconciliação, difícil mas indispensável".

No Médio Oriente, o Papa aludiu ainda à necessidade de diálogo entre Israel e a Síria, à situação no Líbano e à importância de negociações sobre o programa nuclear iraniano, "permitindo satisfazer as exigências legítimas do país e da comunidade internacional".

Sobre o Iraque, ficou um apelo ao "virar da página", para construir um futuro "sem discriminação de raça, etnia ou religião".

Fonte: Agência Ecclesia
Adaptação: Mano Belmonte

manoamano@sympatico.ca

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quinta-feira, janeiro 08, 2009

A LÍNGUA MIRANDESA


O Mirandês é uma língua românica falada no NE de Portugal, em mais de 30 localidades dos concelhos de Miranda do Douro e de Vimioso. Faz parte do conjunto de variedades linguísticas asturo-leonesas, e as suas características próprias decorrem de o território onde se fala integrar a nacionalidade portuguesa desde a sua origem. A formação da língua mirandesa foi um processo longo, em que ressalta o contacto com a língua leonesa falada nas regiões vizinhas de Aliste e Sayago, onde o castelhano só recentemente se impôs. Ao longo do tempo a língua mirandesa foi-se recompondo sempre, continuando viva nos nossos dias.

O mirandês foi reconhecido como uma língua oficial de Portugal pela Lei n}7/99, de 29 de Janeiro de 1999. A sua escrita segue a Convenção Ortográfica da Língua Mirandesa, publicada em 1999 e a que em 2000 se seguiu uma Primeira Adenda. Estima-se que o número dos seus falantes poderá variar entre 7 e 10 mil.

O mirandês manteve-se como língua exclusivamente oral até 1882, altura em que José Leite de Vasconcelos a dá a conhecer à comunidade científica, escreve os primeiros textos e publica os estudos fundamentais em "Estudos de Philologia Mirandesa" (1900-1901). Desde então, embora de modo irregular, vão surgindo escritores e estudiosos da língua, sendo de destacar António Maria Mourinho que manteve viva a atenção em relação à cultura e à língua mirandesas desde os anos quarenta do século XX.

Após a proposta de lei apresentada pelo deputado mirandês Júlio Meirinhos e a sua conversão na lei n}7/99, de 29 de Janeiro de 1999, o mirandês suscitou uma onda de interesse sem precedentes, tendo-se vindo a realizar um grande esforço de recuperação da memória linguística e de transmissão dos saberes colectivos. Na sua divulgação têm tido um papel fundamental os músicos mirandeses e outros, bem como uma geração de escritores mirandeses que tem vindo a surgir, publicando quer obras originais quer traduções e, em particular, na internet.

Como língua de Portugal, o mirandês é um valor seguro da cultura e da identidade portuguesas. A divulgação da cultura mirandesa, de modo adequado, e o carinho em relação à língua mirandesa são essenciais para que essa língua se mantenha viva, ultrapassando as dificuldades que tem vindo a enfrentar... uma parte importante da riqueza cultural de Portugal que está em causa, integrante do património imaterial da humanidade.

Pesquisa e adaptação: Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca

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Investigador português demonstra as origens fadistas do tango


O estudioso de fado Daniel Gouveia apresentou em Lisboa uma palestra na qual demonstrou as origens fadistas do tango e estableceu outras analogias com canções sul-americanas e o flamenco.

No âmbito de um jantar promovido pela Associação Portuguesa dos Amigos do Fado (APAF), no Retaurante do Fado, em Lisboa, Daniel Gouveia apresentou uma comunicação na qual demonstrou a paternidade fadista do tango argentino.

As origens fadistas do tango, explicou Daniel Gouveia à Agência Lusa, remontam ao século XIX, e estão ligadas à Colónia de Sacramento (Sul do Brasil).

Establecido um forte na então colónia do Sacramento (actual Uruguai), os portugueses iam de barco até Buenos Aires e faziam serenatas às crioulas, disse Daniel Gouvaia.

As origens do tango estarão, segundo o estudioso que citou uma investigação de João Moura, publicada em 2001, nestas canções que os portugueses cantavam quando de noite visitavam a capital argentina.

Mas, Daniel Gouveia demonstrou também as influências do fado no surgimento das canções populares portuárias chilenas, nomeadamente o valsecito criollo e o bolero.

Daniel Gouveia acompanha neste sentido as investigações de Miguel Ângel Vera Sepúlveda, investigador que se tem debruçado sobre as influências do fado na música popular chilena.

Gouveia apresentou o registo sonoro de El jibarito cantado por Tona la Negra que, é exactamente o fado tradicional Zé Grande composto por Raul Pereira na primeira metade do século passado.

Quem influenciou quem, ou será uma mera coincidência, tanto mais que a Tona nunca veio à Europa, é um mistério que se colocou à audiência.

O investigador apresentou ainda registos fonográficos onde se revelam existirem similitudes entre o flamenco e o fado, quer pela temática quer pela interpretação.

Além da palestra do investigador, houve ainda a apresentação de um conjunto de jovens fadistas.
São eles Marco André, que venceu a Grande Noite do fado em Juvenis em 1997 , Catarina Rosa e Sérgio Daniel, vencedores juvenis da Grande Noite do Fado em 2003 e Tiago Simões.
À viola-baixo esteve André Ramos, e na guitarra portuguesa Ângelo Freire.

A APAF comemorou dez anos de existência e este jantar temático insere-se nas suas celebrações, prevendo ainda o lançamento de um livro sobre Maria Severa e a realização de um ciclo dedicado aos poetas comtemporâneos de fado.

Fonte: Agência LUSA
Adaptação: Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca

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quarta-feira, janeiro 07, 2009

Sobre o Futuro da Igreja Católica


Por: Anselmo Borges
(Padre, Teólogo e Filósofo, docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)


Foi notícia nos média: a diocese de Lisboa perdeu nos últimos sete anos à volta de cem mil fiéis praticantes.
O próprio cardeal-patriarca reconheceu que há muita negatividade nas celebrações e na Igreja: inadaptação aos novos tempos; deficiências na formação dos padres; má proclamação da Palavra de Deus; má qualidade e falta de mensagem religiosa dos cânticos; homilias inadequadas e deficientes.
Os jovens queixam-se de que as celebrações são uma seca e, frequentemente, têm razão. Onde estão a possibilidade de participação e de diálogo e homilias iluminantes da vida e dos seus problemas e a festa ?
Por outro lado, há a invasão do materialismo e do consumismo hedonista. Ora, numa sociedade que procura fundamentalmente o bem-estar material, Deus tem cada vez menos lugar. Mesmo que haja - e há - procura de espiritualidade, já não é necessariamente através da mediação da Igreja. Aliás, há uma imensa crise de fé, que atinge o próprio clero, e sinais de que o cristianismo se pode tornar minoritário na Europa.
Mas é preciso também prevenir para equívocos e falsas idealizações. Assim, como mostrou J.Delumeau, não se pense, por exemplo, que a Idade Média foi sempre modelo de vida cristã. Apesar de tudo, talvez a Igreja hoje seja mais autêntica do que em todas as outras épocas, com excepção dos primeiros tempos do cristianismo. Não se pode esquecer que o mais importante é a prática cristã na vida: praticar a justiça, amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo. A outra prática - a frequência da missa - deveria vir na sequência da primeira.
De qualquer forma, embora, segundo estudo recente, mais de dois terços dos portugueses apresentem o ser católico como factor de identidade nacional, há uma crescente desafeição em relação à Igreja institucional. De facto, ela não acompanha os tempos e é vista como retrógrada: veja-se, por exemplo, a moral sexual e a relação entre fé e ciência.
Ainda recentemente dizia Eduardo Lourenço: " Lamento que o catolicismo se refugie em coisas arcaizantes que têm efeitos éticos e sociais deploráveis. Não sei se está condenado a morrer, mas está condenado a transformar-se."
Quando se pensa nas transformações do mundo moderno, percebe-se quanto será necessário, sem perder o núcleo da sua mensagem, a Igreja mudar. Dificilmente serão aceitáveis estruturas piramidais, sem participação activa, democrática. As mulheres andam magoadas com a Igreja e vão, legitimamente, exigir tratamento de igualdade. A Igreja não pode pregar os direitos humanos para fora, não os praticando dentro dela. Um dogmatismo rígido e inflexível, sem uma sadia opinião pública, não lhe é de modo nenhum favorável.
Depois, há vícios que é preciso combater, como proclama, do alto dos seus 81 anos, o cardeal Carlo Martini, considerado papabilis durante anos. Para ele, " o vício clerical por excelência" é a inveja. Há muitas pessoas, dentro da Igreja "consumidas" pela inveja, perguntando: "Que mal cometi eu para nomearem fulano como bispo e não a mim?"
Para Martini, há outros pecados capitais fortemente presentes na Igreja: a vaidade e a calúnia. "Que grande é a vaidade na Igreja! Vê-se nos hábitos. Antes, os cardeais exibiam capas de seis metros de cauda de seda. A Igreja reveste-se continuamente de ornamentos inúteis. Tem essa tendência para a ostentação, o alarde."
E "o terrível carreirismo" clerical, especialmente na Cúria Romana, "onde todos querem ser mais"? Por isso, "certas coisas não se dizem, já que se sabe que bloqueiam a carreira". Isso é "péssimo para a Igreja". A verdade brilha pela ausência, pois "procura-se dizer o que agrada ao superior e age-se como cada um imagina que o superior gostaria, prestando deste modo um fraco serviço ao Papa".
Autênticas comunidades cristãs têm de assentar em três pilares: fé viva e capaz de dar razões, prática do amor e da justiça, celebrações belas a fortalecer a vida e a fé e a dar horizonte de sentido último à existência.
A Igreja só pode ter futuro, cumprindo o núcleo da sua missão: manter a pergunta acesa e activa a compaixão.

Fonte: Jornal 'Raio de Luz'
Adaptação: Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca


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CURIOSIDADES


AVENCA = Tem acção protectora sobre peles sensíveis e age contra a queda de cabelos.
Combate males respiratórios como bronquite e tosse com catarro.

BOLDO CHILENO = Poderoso digestivo e hepático, com prioridades tónicas e estimulantes, activa a secreção salivar, biliar e gástrica em casos de hipoacidez e dispepsias. Muito utilizado em hepatite crónica e aguda.
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A BORBOLETA


Um homem viúvo, vivia na mesma casa com suas duas filhas. Elas eram muito curiosas e inteligentes. faziam muitas perguntas. Algumas ele sabia responder, outras não. Como pretendia dar a elas a melhor educação, mandou-as passar férias com um Sábio que vivia sózinho no alto de uma colina. Assim elas podiam aprender muito mais. De certeza teriam sempre resposta para as suas perguntas.
O Sábio respondia a todas as perguntas sem hesitar. Impacientes com o Sábio, as meninas resolveram inventar uma pergunta para ver se ele saberia ou não responder.
Então uma delas apareceu com uma linda borboleta que usaria para tentar enganar o Sábio.
-O que vais fazer com essa borboleta ? - perguntou a irmã.
-Vou escondê-la nas minhas mãos e perguntar ao Sábio se ela está viva ou morta. Se ele disser que está morta, abro as minhas mãos e deixo-a voar. Se ele disser que está viva, vou apertá-la e esmagá-la. E assim qualquer resposta que o Sábio nos der, será sempre errada !
As duas irmãs foram então ao encontro do Sábio, que estava a meditar.
-Tenho aqui uma borboleta. Diga-me, Sábio, ela está viva ou morta ? Calmamente o Sábio sorriu e respondeu:
-Depende de ti. Ela está nas tuas mãos.

Assim é a nossa vida, o nosso presente e o nosso futuro. Não devemos culpar ninguém quando algo não dá certo. Somos nós os responsáveis por aquilo que consquistamos (ou não conquistamos). A nossa vida está nas nossas mãos, como a borboleta. Cabe-nos escolher o que fazer com ela.

Adelino Vieira
Terceira/Açores

segunda-feira, janeiro 05, 2009

Cantar dos Reis ou Cantar das Janeiras


As Janeiras ou Cantar as Janeiras (Reis) é uma tradição em Portugal que consiste na reunião de grupos que se passeiam pelas ruas no início do ano, cantando de porta em porta e desejando às pessoas um Feliz Ano Novo.

Ainda temos bem presentes na memória a "valente surra" que apanhamos por nos incorporar num grupo que iria cantar as janeiras de porta em porta . Um uso tradicionalmente muito antigo e que ainda se mantém bem vivo em algumas regiões de Portugal, principalmente, na região nortenha..
Os graúdos e miúdos misturavam-se em grupos, e na falta de instrumentos musicais genuinos improvisavam-se com tampas de panelas (testos), caixas de papelão (tambores), colheres de pau (castanholas), e os mais atrevidos "batiam" em penicos velhos para que o "som" contrastasse com a demais "musicabilidade"... Grande era a algazarra pelo caminho para logo silenciarem-se diante de uma casa (pobre ou rica). Compunham-se, tossiam baixinho para afinar a voz não fosse o catarro fazer das suas... e começava a cantoria:
* * * *

Ano Novo, Ano Novo
Ano Novo, melhor ano,
Vimos cantar as Janeiras,
Como é de lei cada ano.

Viva a dona desta casa
Que é senhora bem formosa !
Se nos der qualquer coisinha
Fica mais linda que a rosa.

Ora viva o senhorio
Desta importante mansão !
Se nos der uma lembrança
Mostra que tem coração.

Boas-Festas, Boas-Festas
Aqui haja neste dia,
Que lhas manda o Rei do Céu
Com prazer e alegria.
* * * *


Muitas das quadras eram improvisadas e se esvaneceram no tempo... outras, repetidas de ano para ano, passavam de geração em geração ficando para sempre na memória de um povo único que somos e que tem por obrigação perservar a sua cultura popular tão rica e variada em tradições ancestrais como esta.

Continuação de Boas-Festas e UM ANO NOVO FELIZ !

Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca

sábado, janeiro 03, 2009

VÍDEO:- Orquestra Ray Conniff - 'Besame mucho'




CARTA DO CANADÁ
Fernanda Leitão

UM SANTO QUE EU CONHEÇO

Digo-o lisamente: Deus tem-me dado muito mais do que mereço. E uma das mais imerecidas bençãos é o ter conhecido verdadeiros santos. Alguns já deixarem este mundo e desses poderei falar sem cometer uma incorrecção apontada pelo Arcebispo Emérito de Braga, Dom Eurico Dias Nogueira, que um dia, no Santuário do Sameiro, e perante largos milhares de pessoas, referiu que não dizia os nomes de umas pessoas ainda vivas, de quem apontava o louco amor pela Pátria, pois "os santos não tem tripas".
Quem sou eu para não prezar as doutas palavras do ilustre prelado que tão bem serviu a Igreja, em Portugal e em África? Mas arrisco o pecado citando um santo ainda vivo, certa de que todos compreenderão que os países precisam de referências morais palpáveis, vivas.
Outra benção que sobre mim se derramou foi ter nascido em África e ter vivido largos anos em Tomar, em pleno Ribatejo, para não ter de passar pelo desgosto de ser de Lisboa e não ir à terra, como acontece com vários amigos meus. Viver na província põe-nos os pés assentes na terra, ensina-nos a viver frugalmente, a conhecer toda a gente pelo primeiro nome, a guardarmos as pessoas de referência como quem protege um tesouro.
Foi assim que, naqueles dias sombrios dos princípios de 1976, esses em que não há palavras onde caiba a mágoa de um império de 500 anos caído de forma tão feia, entrei numa pensão de Vila Nova de Ourém que estava a abarrotar de pessoas a quem chamavam "retornadas". Era uma mole de gente silenciosa, de olhar perdido e faces contraídas. Notei um homem que parecia totalmente perdido, a caminhar pelos corredores apalpando as paredes. Meti conversa com ele. Veio de Cabinda com a roupa do corpo e uma mágoa suplementar: as tropas cubanas tinham saqueado tudo, até o cemitério local, donde levaram as placas de mármore das sepulturas, e uma delas era a da falecida mulher deste português. Sobre isto, estava cego, referiu uma doença a exigir cirurgia mas ele estava desmunido de todos os meios. Lembrei-me, de repente, do que se dizia de um oftalmologista de Santarém, o Dr. Joaquim Gonçalves Izabelinha . Que era um santo, dizia toda a gente. Pedi licença ao meu interlocutor e fui ao escritório da pensão saber se havia algum voluntário que transportasse este homem a Santarém e entregasse uma carta minha ao médico. Havia e eu regressei confiadamente às lides do TEMPLÁRIO, jornal que então dirigia. Tempos depois fui a Ourém saber o que se passava e a minha alegria não podia ser maior: o Dr. Izabelinha, mesmo sem me conhecer, operou, instalou e manteve aquele homem que, diante de mim, já via. Escrevi ao médico a agradecer e assim começou uma amizade epistolar de muitos anos.
Acabámos por nos conhecer pessoalmente e demo-nos um grande abraço.
Desportista na Académica de Coimbra, enquanto estudante, no tempo em que ser da Briosa era quase como tomar ordens num culto, a Medicina foi para este ribatejano um instrumento de santidade com que tem vivido. Fez bem sem olhar quem, ajudou tudo e todos, incluindo jornais onde ele sentisse o cheiro do patriotismo e da verdade. E fê-lo com humildade, quase que a pedir desculpa, apagado, simples. Repassado de tristeza pela morte da mulher e da filha, revia-se no filho que lhe sucedeu na oftalmologia, e tentava dar a todas as dores a alegria e a esperança.
Este santo com tripas fez agora 100 anos.. E eu, nesta lonjura de cinco mil quilómetros, venho associar-me às homenagens e dizer ao meu caro leitor que valeu a pena viver para encontrar este santo varão que tanto honra todos nós.

* * * * * *

sexta-feira, janeiro 02, 2009

E agora ? O que vai ser de nós ?

E chegamos ao 2009, após passados 35 anos da revolução de Abril (1974)! "Festas Felizes", "Boas Festas", "Bom Ano Novo", muitos foguetes à mistura na despedida do ano velho, muita alegria, muita nostalgia e esperança, muitos ricos, muitos pobres e, uma caterva de novos ricos e novos pobres. Ser pobre é tudo menos ser novo. Ser novo rico tem conotações negativas, como ser novo pobre tem positivas. Ricos e pobres, estamos todos no mesmo barco !

"2009 será o ano de todas as tempestades", dizem os entendidos deste país. Para mais, há a tal crise internacional, que ninguém sabe onde irá parar. Conseguirá o sistema financeiro internacional recuperar ? Os bancos vão voltar a emprestar dinheiro ? Quantos mais irão falir ? Qual o grau e a magnitude das recessões económicas que estão a afectar os Estados Unidos, a Europa, em especial países como a Espanha e a Inglaterra, que são nossos parceiros comerciais fundamentais ? E o desemprego ? Será que vai aumentar ? E haverá dinheiro para suportar esta estrondosa despesa com as reformas ? Até quando ? Irão as recessões económicas desestabilizar, politicamente, as nossas parcas economias ? Será que temos ainda ouro nas nossas reservas ? E o défice ? E a onda de crimes que tem assolado o país ? E a corrupção ? E os combustíveis ? E as portagens ? E a Plebe ? A Peble rústica exaltada é uma m...., é um problema grave. É assim como uma espécie de sub-produto, uma declinação infeliz de alarvidade e rusticidade que nenhuma Plebe por mais boçal e simplória que fosse jamais exibiria. É preciso muito cuidado com ela !

Greves, manisfestações, sindicatos, professores, alunos, pais dos alunos, ameaças, escolas encerradas, portagens e bens de consumo de primeira mais caros, bancos, hospitais, Casa Pia... Uma loucura ! Mais do que uma crise financeira, económica, social e política, esta é também uma crise de imaginação e das ideologias. Ninguém tem respostas para nada, as ideias do passado parecem inúteis e ineficazes. É esse, talvez, o maior desafio de todos.

Feliz 2009 !

Cruz dos Santos
Coimbra

quinta-feira, janeiro 01, 2009

EMAIL... por Adelino Vieira


Amanhã, quando alguns de nós acordarmos e a maioria se for deitar para dormir, já é Ano Novo. Aquele que é sempre esperado, para ser melhor daquele que acabou. Porém, e quando olharmos à nossa volta é certo que tudo estará no mesmo lugar, nada mudou.
É bem possível, que só depois de acordar a gente note que nem dormiu na cama, foi no chão ou no sofá ao lado de garrafas vazias e restos de comida e quem sabe... na casa de algum amigo ou amiga. Nada de mal, é a euforia do Ano Novo, que nos faz esquecer por vezes quem somos, onde estamos e o que queremos... É no fundo, a Esperança que reside dentro de todos nós a falar ou a crer que tudo mude, que tudo seja melhor. Só que, para que tudo seja melhor, só é necessário uma coisa: Que saibamos amar ! E isso, parece-me que insistimos em não crer aprender. Queremos na realidade amar, mas queremos amar sempre alguém antes de nos amarmos a nós próprios. Isso não é nada difícil de fazer é sim, difícil de entender. Goste de si como é, goste do que faz, seja você (procure não imitar ninguém), ache-se bonita ou bonito, acredite que é capaz , aprenda a ouvir, rspeite aquilo que os outros são ou dizem, não condene nem critique ninguém, chame as pessoas pelo seu nome e não pelo que lhe parecem... Não seja racista, radical ou intolerante. Seja afável, carinhoso, honesto e cumpridor.
Nunca tire vantagem da fraqueza ou ignorância dos outros. Ofereça aquilo de que já não precisa aos que ainda não têem o que já lhe sobra.
Isso é amar. Não fale na crise, ela virá se nós a continuarmos a chamar. Não ouça notícias, elas são sempre desagradáveis. Espalhe sorrisos e abraços, verá que tudo será diferente, daquilo que nos fazem crer. Para terminar, e se defacto estiverem assustados com o que vai ser 2009, então façam já a passagem do ano para 2010, no fundo somos nós que fazemos as datas e que estabelecemos o calendário, não é verdade ?
Sinceramente para vocês, o dobro daquilo que me desejam.
Não prometam aquilo que não podem nem sabem fazer.


domingo, dezembro 28, 2008

CRÓNICA DO CANADÁ -ANO NOVO- 2009



Crónica do Canadá

ANO NOVO

Vamos dar início a um NOVO ANO.
É o primeiro dia. Todos queremos iniciar mais um ano com esperanças renovadas. É um momento de alegria e confratenização.
Os pedidos, em geral, são para que se tenha muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender.
Mas será que se tivermos tudo isso teremos a garantia de um ano novo cheio de felicidade ?
Se Deus nos dá saúde, o que normalmente ocorre é que tratamos de acabar com ela em nome das festas. Seja com os excessos na alimentação, bebidas alcoólicas, tabaco, ou outras drogas não menos prejudiciais à saúde.
Não nos damos conta de que a nossa saúde depende de nós.
Dessa forma, se quisermos um bom ano, teremos que fazer a nossa parte.
Se pararmos para analisar o que significa a passagem do ano, perceberemos que nada se modifica externamente.
Tudo continua sendo como na véspera. Os doentes continuam doentes, os que estão na cadeia continuam encarcerados, os infelizes continuam os mesmos, os criminosos seguem arquitectando seus crimes, e assim por diante.
Nós, e somente nós podemos construir um ano melhor, já que um FELIZ ANO NOVO não se deseja , constrói-se.
Poderemos construir um ano bom a partir da nossa reforma moral, repensando os nossos valores, corrigindo os nossos passos, dando uma nova direcção à nossa estrada particular.
Se pensarmos um pouco mais nas pessoas que convivem connosco, se abrimos os olhos para ver quanta dor nos rodeia, se colocarmos as nossas mãos ao serviço de um mundo melhor, consquistaremos, um dia, a felicidade que tanto almejamos.
Enfim, quem quer um ano novo repleto de felicidades, não tem outra saída senão construí-lo.
Importa que saibamos que o novo período de tempo que se inicia, como tantos outros que já passaram, será repleto de oportunidades. Aproveitá-las bem ou mal, depende exclusivamente de cada um de nós.
Que todos possamos aproveitar muito bem o tesouro dos minutos na construção do amanhã feliz que desejamos, pois a eternidade é feita de segundos.
Sem darmos conta, estaremos logo a chamar de "velho" o novo ano que se inicia e assim sucessivamente.

NOVO ANO FELIZ !

Mano Belmonte

sexta-feira, dezembro 19, 2008

segunda-feira, dezembro 15, 2008

Ao meu digníssimo amigo de peito: Mano Belmonte


NATAL E FÉ

Se celebramos com tanta solenidade o nascimento de Jesus, fazemo-lo para testemunhar que cada homem é alguém, único e irrepetível. O Natal, Jesus viveu-o longe da sua casa, no contexto esquálido e anónimo duma gruta, numa situação de marginalidade. Por essa razão, é que esse dia é enigmático, envolve um não sei quê de extraordinário, de belo, e de humildade, de uma vontade enorme de nos unirmos, e de amar o próximo como a nós mesmos. Aliás, o Natal sempre trouxe consigo alguma luz. Uma luz calorosa, uma luz de paz e de fraternidade!

O Natal, é um acontecimento que verdadeiramente mudou a face do mundo. Não é testemunho disso a atmosfera de alegria que se respira pelas ruas das cidades e das aldeias, nos lugares de trabalho, no íntimo das nossas casas ? A festa do Natal entrou nos hábitos como acontecimento incontestado de alegria e de gesto de altuísmo e de amor. Este florescimento de generosidade e de cortesia, de atenção e de desvio, inscreve o Natal nos momentos mais belos do ano, ou até mesmo da vida, impondo-se mesmo àqueles que não têm fé e, no entanto, não conseguem subtrair-se ao fascínio que se desprende desta mágica: NATAL !

Isso explica também o aspecto lírico e poético que envolve esta quadra: quantas melodias pastoris, quantas canções dulcíssimas surgiram à volta desse acontecimento! E que grande carga de sentimento ou, às vezes, de nostalgia ele sabe suscitar! A natureza que nos rodeia adquire neste dia uma linguagem doce e inocente, que os faz saborear a alegria das coisas simples e verdadeiras, a que o nosso coração aspira, mesmo sem o saber.

Assim sendo, vamos abrir espaços em nossos corações e deixemos que o Menino Deus faça dele a sua morada e realize em nossas vidas seu plano de Amor. Para que, assim, o verdadeiro sentido do Natal, não se perca nas trocas de presentes e algumas palavras frias e sem sentidos.

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-Aproveito a oportunidade, para desejar UM NATAL cheio de amor e de perdão. "Amor, porque é no amor que encontramos o verdadeiro sentido da vida. E no Perdão, porque é através do perdão, que damos ao amor o sentido mais pleno. Mas sobretudo, desejo que, quando todos se reunirem para celebrar o Nascimento de Cristo, todos vós, recebam do Céu todas as bênçãos. E que as Bençãos se estendam à vossa estimada Família. Pois só a Família é o símbolo de um Natal Feliz "!

Cruz dos Santos

Coimbra/Portugal









domingo, dezembro 14, 2008

CARTA DO CANADÁ
-Fernanda Leitão-
A sopa de grão com espinafres, quentinha, a saber a lar de família, saboreada por centena e meia de pessoas, na maioria idosas, sentadas ao longo de mesas decoradas com sóbrio gosto. Os pequenos papo-secos portugueses com manteiga a anularem dietas de quem carrega contenciosos com a tensão arterial trepadora. O perú recheado e um puré de batata a trazer recordações de juventude. A tarte de maçã com sorvete, à boa moda canadiana. O café, fraquinho, mas saboroso, a acompanhar aquele lado a lado sem formalismo de quem aprendeu, a milhares de quilómetros da Pátria, que somos, de facto, irmãos. Para o que der e vier, seja almoço de Natal, seja doença ou luto, pouca sorte ou alegria a celebrar.
Lá fora soprava um vento polar arauto de neve a vir. Mas aquele salão da Saint Christopher House, no coração da comunidade portuguesa de Toronto, aquecia como um bom abraço. Instituição de solidariedade social que tem as suas portas abertas desde os anos 20 do século passado, prestando muitos e relevantes serviços a idosos e doentes, é um verdadeiro centro de dia para muitos portugueses que se viram na contingência de emigrar e, neste país imenso, muito trabalharam, lutaram e envelheceram. Ali tomou corpo o grupo Mulheres Portuguesas 55 + que, entre outras actividades meritórias, faz teatro mudo, que nem por sê-lo deixa de ser uma forte denúncia das injustiças, e até violências, a que os seniores podem estar sujeitos, quantas vezes no seio da própria família. Tanta força tem esse meio de comunicar que o grupo é frequentemente convidado a exibir-se nos centros comunitários das muitas etnias emigradas na cosmopolita Toronto. A Casa atingiu o seu ponto alto pela mão de duas senhoras portuguesas, a directora e a coordenadora, Odete Nascimento e Isabel Palmar, respectivamente vindas de Moçambique e de Benavente.
À medida que foram chegando os artistas que animaram a tarde, foi a curiosidade, a festa. E todos eles cumpriram galhardamente, incluindo uma antiga fadista que, na sua cadeira de rodas, aos 80 anos, empolgou a sala com a sua ainda forte voz a soltar as cantigas que foram cantadas por gerações. Comovente, pela beleza e espiritualidade de algumas canções, e sobretudo pela ternura com que abraçou e se deixou abraçar, enquanto cantava, o artista Belmonte, que pôs toda a sala a dançar, a cantar, a marcar com palmas o compasso.
Por todas as razões que sabemos, pelos jornais e pelas contas que temos de fazer diariamente, este bem podia ser o Natal do Nosso Descontentamento. Mas não ali, na sala grande daquela Casa. Porque ali, todos aqueles rostos curtidos pelo tempo, todas aquelas cabeças embranquecidas pela vida, que já viram muitas recessões e muitas carências, e tudo ultrapassaram, todos detinham o segredo da resistência: o amor. É que só por amor se resiste a maus fados de Pátria que nos atiraram para longe, só por amor nos damos as mãos onde quer que estejamos, só por amor mantemos a esperança contra ventos e marés. Um amor que não se explica e mal se soletra, que nos foi legado por um carpinteiro pobre.
Tenha um Santo Natal, meu caro leitor. E acredite que vai vencer o ano que aí vem.
(Veja slideshow do evento neste Blogue)
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sábado, dezembro 06, 2008






Prezados amigos e amigas

Pelo muito que têm representado para mim, quero desejar-lhes os melhores votos de umas FESTAS FELIZES - cheias de paz e amor -.

Este é um momento doce e cheio de significado para as nossoas vidas.

É tempo de repensar valores, de ponderar sobre a vida e tudo que a cerca.

É momento de deixar nascer essa criança pura, inocente e cheia de esperança que mora dentro de nossos corações.

É sempre tempo de contemplar aquele menino pobre, que nasceu numa manjedoura, para nos fazer entender que o ser humano vale por aquilo que é e faz, e nunca por aquilo que possui.

Que neste NATAL você e toda a sua família sintam mais forte ainda, o significado da palavra amor, que traga raios de luz que iluminem o seu caminho e transformem o seu coração a cada dia, fazendo com que viva sempre, com felicidade.

-Mano Belmonte-
manoamano@sympatico.ca
(Em VÍDEO a canção completa de SANTA MARIA ' Mãe do Natal ')



Mano Belmonte - SANTA MARIA -Mãe do Natal-
( Letra: Maria do Sameiro/Música: Martinho D'Assunção)

segunda-feira, dezembro 01, 2008

VÍDEO:- Mano Belmonte canta 'CAVALO RUÇO'


'CAVALO RUÇO, é um dos clássicos fados portugueses.

Com Letra e Música de Paulo Vidal e Frederico Valério respectivamente, e na interpretação de Mano Belmonte, este fado, evidencia-se pelo manisfesto relacionamento (paixão) entre o animal (cavalo) e o homem.

Uma relação de sempre, na Lusitania com séculos de existência.

-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-o-

domingo, novembro 30, 2008


Onde está Deus, Que Não Respondes ?
Assim, o poeta Castro Alves inicia seu poema 'Vozes da África'. É o lamento do Continente Africano, vendo seus filhos serem levados como animais ao mercado de escravos.

"Deus ! Ó Deus ! Onde estás que não respondes !
Em que mundo, em qu'estrela tu t'escondes
embuçado nos céus ?
Há dois mil anos Te mandei meu grito,
Que embalde, desde então, corre o infinito...
Onde estás, senhor Deus ?"

À semelhança dos versos do poeta, muitas vozes se ergueram quando aconteceu o 11 de Setembro de 2001, para indagar onde estava Deus naquele momento.
Porque permetiu que mais de duas mil vidas fossem destroçadas naquela manhã ?
Porquê ?
Poder-se-ia perguntar ainda onde estava Deus quando fomentamos o Primeira e a Segunda Guerra Mundial .
Quando eliminamos seis milhões de judeus, em nome de uma inexistente superioridade ariana.
quando empreendemos as cruzadas, levando a morte àqueles que qualificávamos como infiéis ?
E durante a Inquisição de tanta barbárie ?
todos os dias, onde está Deus ?

Onde está Deus quando enganamos nossos semelhantes ? Quando desonramos o lar. Quando eliminimos a vida no ventre materno, porque não desejamos o ser em gestação ?

Onde está Deus quando deixamos nossos filhos abandonados à sorte, sem orientação, porque preferimos a acomodação ?

Onde está Deus quando, utilizando o poder que o mundo nos confere, ferimos pessoas, destruímos a honra de outras vidas ?
Onde está Deus quando levantamos as bandeiras da pena de morte ao nosso semelhante, ou a eutanásia ?
Para todas as perguntas, a resposta é sempre a mesma: Deus está dentro de nós, dentro de cada criatura.
Soberanamente sábio, criou-nos a todos iguais, partindo de um mesmo ponto de simplicidade e ignorância.
Criou os mundos para que neles trabalhassemos, utilizássemos nossas forças e crescêssemos em intelecto e moral.
A ninguém concedeu privilégios. A todos concedeu o livre-arbítrio, com a consequente Lei de Causa e Efeito.
Estabeleceu que a cada um será dado conforme as suas obras e que todos deverão chegar ao mesmo destino, não importa quanto demore: a perfeição.
Ele permite-nos a livre sementeira, mas estabelece que a colheita seja obrigatória.
Por isso, uns semeiam ventos e colhem tempestades. Outros lançam ao solo as sementes da bondade, do bem, e alcançam felicidade.
Uns semeiam hoje. Outros tantos realizão a colheita das bençãos ou das desgraças que se permitiram semear .
Conhecedor das fragilidades de Seus filhos, aguarda que cada um desperte, a seu tempo, cansado das dores que para si mesmo conseguiu.
Portanto, não indaguemos onde está Deus, quando contemplamos a injustiça. Trabalhemos pela justiça.
Não perguntemos onde está Deus, quando observamos a violência. Semearemos a paz.
Não questionemos onde está Deus quando a miséria campeia. Utilizemos nossos recursos para semear riquezas.
Enfim, onde quer que estejamos, lembremo-nos que Deus está em cada um de nós e connosco.
Ele espera que sejamos o Seu mensageiro de bençãos onde quer que nos encontremos e em todas as situações.
Pensamento da Semana
"O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada.
caminhando e semeando, no fim terás o que colher".
(Cora Coralina)



sábado, novembro 29, 2008

COMUNICADO

Estimados amigos e amigas
Desde Março deste corrente ano, estamos a atingir as 1000 publicações deste nosso/vosso blogue.
Assiste-nos a carolice e a vossa força para continuarmos um trabalho diário que, não sendo fácil, dá-nos o prazer em apresentarmos (dentro dos nossos conhecimentos e possibilidades), uma variedade de informações e entretenimento que pensamos agradar-lhes mediante as críticas positivas recebidas ao longo destes 9 meses de existência.
Cabe, aqui, agradecer incondicionalmente a todos os colaboradores que, enviando artigos, crónicas, fotografias, vídeos, etc, seria impossível continuar .
O mês de Dezembro está aí e com ele o Natal.
Vamos fazer uma paragem. Não só pelas festas natalícias, mas, para restruturar o http://manobelmontecantor.blogspot.com .
Vamos "apagar" algumas notícias editadas nestes meses, dando assim, espaço e mais "memória" a este blogue.
Entretanto, fazemos o convite a escolher o mês ou semana (a partir de Março-2008) e ver nele o conteúdo variado apresentado fazendo uma retroespectiva geral enquanto não apagamos o editado.
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Voltaremos com publicações alusivas à época festiva que estamos atravessar.
Os mais sinceros agradecimentos pelo carinho e amizade dedicados.
Mano Belmonte

NATAL: - Mistério para Viver -

Crónica do Canadá

NATAL: Mistério para Viver

Chegou o mês de Dezembro e com ele se aproxima o tempo do NATAL. É bom vivermos toda a magia que esta festa nos traz; a emoção das luzes, os enfeites nas árvores, as músicas e toda a cidade decorada, seduzindo-nos e arrastando- nos pra as compras natalícias.

Durante semanas, ficamos envolvidos num clima de alegria, de surpresas, expectativas e encantamento.

Deste modo, o Natal exerce sobre todos um verdadeiro fascínio.

Ficamos hipnotizados pelo seu espectáculo exterior, desviando nossa atenção do seu sentido profundo e verdadeiro. Fácilmente perdemos de vista sua Riqueza Espiritual.

Natal jamais pode ser objecto de propaganda comercial ou um bem de consumo que se compre nas lojas.

Natal é a Celebração do Amor de Deus tornado visível, palpável na fragilidade, na ternura de uma criança.

Numa sociedade dividida pelo egoísmo, pelo desamor, este Menino de Belém é um convite e um apelo para que mudemos de vida.

Importa que vivamos o projecto do Menino de Belém, reconhecendo e amando em cada ser humano o rosto do próprio Deus.

Unamo-nos a esse Menino Jesus no seu gesto inesgotável de amor e participemos de seu amor.

Superemos os medos e nos deixemos amar por esse Menino Jesus porque Ele é o espelho e o modelo ideal da nossa humanidade.

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BOAS-FESTAS / NATAL E NOVO ANO FELIZES

Pensamento da Semana

" Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei" - Jesus -

Mano Belmonte

manoamano@sympatico.ca

http://manobelmontecantor.blogspot.com/

http://www.venuscreations.ca/ManoBelmonte


sexta-feira, novembro 28, 2008

A Efeméride do 1.o de Dezembro


Sociedade Histórica da Independência de Portugal
Delegação nos Açores
SOCIEDADE HISTÓRICA DE PORTUGAL EVOCA RESTAURAÇÃO NOS AÇORES
A Efeméride do 1.o de Dezembro, data comemorativa da Restauração Nacional de 1640, vai ser novamente celebrada na Região Autónoma dos Açores com uma série de cerimónias solenes e histórico-culturais a decorrer em Angra do Heroísmo (Ilha Terceira), no Castelo de S.João Baptista, sede do RG1.
Promovidas em conjunto pela Delegação nos Açores da Sociedade Histórica da Independência de Portugal (SHIP) - esta ano com especial colaboração e co-patrocínio do Centro de História de Além-Mar (CHAM) -, pelo Representante da República na Região Autónoma dos Açores e pelo Comando da Zona Militar dos Açores, estas Comemorações terão início pelas 09H45 do Dia 1 de Dezembro próximo, com a participação do Grupo Coral da Terra-Chã, na Igreja da Fortaleza de S.João Baptista.
Após a Missa, terá lugar uma Sessão Solene e Histórico-Cultural, na qual usarão da palavra o Comandante Militar dos Açores (Major-General António Manuel Cameira Martins), o Delegado nos Açores da Sociedade Histórica da Independência de Portugal (Dr. Eduardo Ferraz da Rosa) e o Representante da República na Região Autónoma dos Açores (Juiz-Conselheiro Dr. José António Mesquita), que encerrará a Sessão.
A convite do Delegado da SHIP nos Açores, proferirá esta ano a respectiva Conferência Evocativa da Restauração a Prof.a Doutora Susana Goulart Costa, que abordará o tema " A Memória Esquecida: O primeiro de Dezembro e a História de Portugal".
A Doutora Susana Goulart, nascida em Angra do Heroísmo (1969) - Professora Auxiliar do Departamento de História, Filosofia e Ciências Sociais da Universidade dos Açores (UA) e Investigadora do CHAM (Universidade Nova de Lisboa) e do Centro de estudos Gaspar Frutuoso (UA) -, é Licenciada (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 1991) e Doutora em (Universidade dos Açores, 2004). De entre as suas muitas obras (Livros, Capítulos de Livros, Artigos e Conferências) contam-se O Pico. Séculos XV-XVIII (1997); Viver e Morrer Religiosamente. Ilha de S. Miguel - Século XVIII 92007); Azores: Nine Island, One History ( Berkeley,2008), com edição portuguesa também já no prelo; " A mulher na História: o género feminino entre os séculos XV e XIX (2006); " D. José da Costa Nunes, um Cardeal no Oriente - 1880-1976" (2008); "A Diocese da Angra e o Liberalismo nos Açores" (2007); "Os Caminhos do Património: Identidades e Potencialidades"(2007) e "História e Historiografia da Diocese de Angra: análises do passado: perspectivas do futuro(2008).
A SHIP (Sociedade Histórica da Independência de Portugal), com sede no Palácio da Independência em Lisboa, é uma assiciação patriótica de Cultura e de Educação que visa a defesa da Identidade Nacional e da Independência de Portugal no concerto das Nações e Povos do Mundo.
Fundada em 1861, a SHIP é Pessoa Colectiva de Utilidade Pública (desde 1987), Grande Oficial da Ordem Militar de Cristo, Medalha de Mérito Municipal (Grau Ouro) da Câmara de Lisboa e Membro Honorário da Ordem do Infante.
Presentemente dirigida a nível nacional pelo Dr. Jorge Rangel (Presidente da Direcção Central) e tendo como Presidente do respectivo Conselho Supremo o Prof. Doutor Adriano Moreira, a Sociedade Histórica da Independência de Portugal - cuja Delegação Oficial na Região Autónoma dos Açores é dirigida desde 2001 pelo Professor Universitário e Investigador Dr. Eduardo Ferraz da Rosa -, tem estado tradicionalmente ligada à promoção, à organização e à coordenação de múltiplas iniciativas histórico-culturais , científicas, literárias e artísticas, e bem assim à promoção de diversas e distintas cerimónias cívicas, nomeadamente às Comemorações Nacionais e Regionais do 1.o de Dezembro e outras Efemérides de alto significado na História de Portugal e na Cultura Portuguesa, nas quais os Açores tem vindo a desempenhar, com grande mérito e prestígio, importantes e decisivos papéis.
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Relembrando:
Na noite de 3o de Novembro para 1 de Dezembro, realiza-se o 'Jantar dos Conjurados', no Convento do Beato, em Lisboa, o qual principia pela Mensagem ao País de Sua Alteza Real, o Senhor Dom Duarte Pio de Bragança, acompanhado da família real, seguido dos cumprimentos. Nos últimos anos, o jantar tem reunido cerca de 3 mil pessoas de todos os pontos do país.
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A Casa de Bragança vem directamente do Condestável Dom Nun'Álvares Pereira, no reinado de D. João I. E subiu ao trono em 1640, através de D.João IV. Este rei, depois de expulsos os espanhóis, pôs a Coroa Real sobre a cabeça de Nossa Senhora da Conceição, em Vila Viçosa, proclamando-a Raínha de Portugal, e desde então, nunca mais os reis portugueses usaram coroa. A coroa pertence a Nossa Senhora. O actual Duque de Bragança, Dom Duarte Pio, é casado com Dona Isabel de Herédia e tem três filhos, os príncipes Afonso, Francisca e Dinis. Engenheiro agrónomo de profissão, com o grau de Sociologia por uma universidade suíça, D. Duarte foi voluntário na guerra colonial servindo na Força Aérea. Tem uma próspera lavoura biológica na zona do Dão, distrito de Viseu, onde vivem seus irmãos, Dom Miguel e Dom Henrique. O herdeiro do trono vive em São Pedro de Sintra.
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quarta-feira, novembro 26, 2008

VÍDEO: - No seu melhor -

Saídas à Noite...CUIDADO !


Saídas à Noite - NÃO VÁ SÓZINHO, CUIDADO !
Está com os amigos num bar (ou outro sítio qualquer), a divertir-se.
De repente, chega um indivíduo e pergunta de quem é o carro tal, cor tal, matrícula tal, estacionado ali na rua. Pedem que o (a) dono (a) dê um pulinho lá fora para manobrar o carro, que está a dificultar a saída de um outro. Bastante solícito (a) vai e, ao chegar ao seu carro, anunciam-lhe o assalto. Levam o veículo, os pertences e ainda tem sorte se não levar um tiro.
-Numa mesma noite, a polícia atendeu três pessoas feridas, todas envolvendo a mesma história.
DIVULGUE ESTA NOTÍCIA PARA ALERTAR OS SEUS AMIGOS.
NÃO CUSTA PREVENIR.
A Direcção Distrital de Faro da ASPP/PSP
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CURIOSIDADES


ALFAZEMA - Poderoso anti-séptico, cicatrizante, estimula a circulação periférica, anti-depressiva, sedativa e analgésica. É ainda desodorante, purificante e óptimo repelente de insectos.
ALHO - Poderoso depurativo do sangue, é expectorante, antiséptico pulmunar, anti-inflamatório, anti-becteriano, tónico, vermífugo, Hipoglicemiante, ani-plaquetártio. anti-oxidante, diminiu o colesterol e a viscosidade sanguínea. É altamente indicado em diabetes, hipertensão, bronquites, asma e gripes.
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VATICANO


Acesso às armas é mais simples do que ao alimento, denunciou o Vaticano

Nalgumas áreas do mundo é mais fácil encontrar armas do que comida. A denúncia é feita pelo Vaticano, que exigiu na ONU o respeito pelos tratados de redução dos arsenais.

O arcebispo Celestino Migliore, núncio apostólico e observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas, falou diante do Conselho de Segurança que abordava o tema <<>>.

"As dramáticas consequências do tráfico ilícito de armas no âmbito global exortam a comunidade internacional a redobrar o seu compromisso de criar novos mecanismos de controlo", declarou.

A falta de regulamentação e de compromisso na redução dos arsenais "criou um mundo no qual é mais fácil conseguir armas que comida, tecto e educação" denunciou o arcebispo Migliore.

A delegação do Vaticano lembrou também "as milhares de pessoas que a República Democrática do Congo (RDC) pedem justiça, paz, segurança e a possibilidade de viver dignamente na sua própria terra".

"A Santa Sé condena firmemente os massacres que se cometem diante dos olhos da comunidade internacional na RDC e pede todos os esforços para acabar com esta tragédia humana", concluiu.

Fonte: Agencia Ecclesia
Adaptação: Mano Belmonte

terça-feira, novembro 25, 2008

FOTO DO DIA


THOMAS JEFFERSON -1802 -

(Para os mais afastados destas coisas deve dizer-se que este senhor foi um dos fundadores do partido democrático e presidente dos Estados Unidos entre 1801 e 1809).
TALVEZ AS SUAS PALAVRAS DÊEM PARA REFLECTIR SOBRE OS TEMPOS QUE ATRAVESSAMOS
"Acredito que as instituições bancárias são mais perigosas para as nossas liberdades do que o levantamento de exércitos. Se o povo Americano alguma vez permitir que bancos privados controlem a emissão da sua moeda, primeiro pela inflação, e depois pela deflação, os bancos e as empresas que crescerão à roda dos bancos despojarão o povo de toda a propriedade até os seus filhos acordarem sem abrigo no continente que os seus pais conquistaram". (Thomas Jefferson-1802)

EUA

O Presidente eleito dos EUA confirmou a nomeação de Timothy Geithner para Secretário do Tesouroo e Laurence Summers para o Conselho Económico, Christina Rower vai chefiar a equipa de conselheiros económicos e Melody Barnes o Conselho da Política Interna. (Jeff Hynes/Reuters/CM)

Plácido Domingo lembra poesia de Karol Wojtyla...




A sala de imprensa da Santa Sé acolhe no próximo dia 28 de Novembro a apresentação do álbum "Amor infinito", com canções inspiradas pelas poesias de Karol Wojtyla, o Papa João Paulo II. A obra é assinada por Plácio Domingo e é editada pela prestigiada Deutsche Grammoophon.
Na conferência de imprensa, para além do conhecido tenor e maestro, marcará presença D. Giampaolo Crepaldi, secretário do Conselho Pontífico Justiça e Paz.
Teóolo e filósofo, Karol Wojtyla é também escritor e poeta. Na Polónia, publicou muitos livros e encontrou inspiração para outros tantos versos.
No seu pontificado, terá dito que não tencionava escrever poesia. E assim aconteceu até ao verão do ano 2002, quando nasceu o livro " Tríptico Romano - Meditações".
No poesia de João Paulo II cruzam-se contextos e experiências pessoais vividas em Roma e na Polónia. A filosofia e a teologia sustentam o denso significado que cada verso encerra, sugerindo análises profundas do texto de João Paulo II.
Fonte: Agência Ecclesia
Pesquisa e adaptação: Mano Belmonte
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