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Capa exterior do último CD em alusão aos 50 Anos de Carreira de MB.

Capa exterior do último CD em alusão aos 50 Anos de Carreira de MB.
CD «50 ANOS DE CANTIGAS» (Compilação de 20 temas musicais de sucesso na carreira do artista Mano Belmonte)

Capa interior do último trabalho em CD "MB - «50 Anos de Cantigas».

Capa interior do último trabalho em CD "MB - «50 Anos de Cantigas».

MB - Resumo biográfico pelo Jornalista José Mário Coelho - Toronto/Canadá 2010

MB - Resumo biográfico pelo Jornalista José Mário Coelho - Toronto/Canadá 2010

APONTAMENTO PELA JORNALISTA LUSA CANADIANA FERNANDA LEITÃO

Jornal "Portugal Ilustrado" - Toronto/Canadá

Jornal "Portugal Ilustrado" - Toronto/Canadá

RECOMEÇAR...

-Recomeçar-

O ser humano é feito, entre outras coisas, de sonhos, ideais, expectativas...
O futuro, apesar dos percalços e obstáculos do presente, sempre se desenha com bons ventos, melhorias e conquistas. Por isso, sempre devemos prosseguir lutando, doando o melhor de nós na busca de objectivos e metas.
Neste percurso, à medida que nos esforçamos, alcançamos degraus intermediários e vitórias parciais que nos animam e estimulam em frente. Ser reconhecido pelos que nos cercam, parentes, amigos ou gente anónima, é um grande incentivo.
Dizer-lhes o quanto foi importante todo este carinho e amor dedicados ao longo dos anos, os elogios reconhecendo virtudes, tendo em mente que colhemos tudo o que plantamos nesta escalada da montanha da vida onde aprendemos a subir e a descer, cair e levantar, mas voltar sempre com a mesma coragem. Não desistir nunca de uma nova felicidade, uma nova caminhada, uma nova paisagem, até chegar ao topo da montanha .

Com mais de três décadas a vivermos na diáspora, fechamos os olhos tentando fazer uma retrospetiva das coisas boas e menos boas que nos aconteceram ao longo dos anos...Batemos de frente com um enorme painel branco na nossa mente, reprimimos a vontade de um choro convulsivo para, de imediato, pensarmos que, hoje, é um bom dia para enfrentar novos desafios...
Recomeçaremos por abrir novos espaços mentais e físicos. Aproximarnos-emos, dos familiares, dos velhos amigos, de pessoas alegres e sem preconceitos, da terra que nos viu nascer... Atirar para longe os ressentimentos, as mágoas, os melindres que impedem a felicidade entrar.
Dividirnos-emos entre duas Nações que amamos e repartiremos nosso coração entre chegadas e partidas, alegrias e ânsias.

Recomeçar uma nova vida é só uma questão de querer. Se quisermos. Deus quer.

Mano Belmonte













BLOG «Canções & Emoções» por Mano Belmonte

BLOG «Canções & Emoções» por Mano Belmonte

segunda-feira, setembro 07, 2009

Candidatura à Assembleia da República do Tirsense Manuel Mirra (Advogado)


Minhas Amigas e Meus Amigos, Portugal, o distrito do Porto, e muito particularmente o concelho de Santo Tirso, vivem momentos dramáticos de crise económica e social. Portugal, o distrito do Porto e Santo Tirso afastam-se da Europa e empobrecem em termos relativos. O poder de compra em Portugal, no distrito do Porto e em Santo Tirso é inferior a muitos países de Leste e está a degradar-se. Portugal apresenta um nível de endividamento preocupante e insustentável. Mas a crise que nos assola não é apenas financeira, económica e social. Pior do que isso, é também uma crise de valores, de atitudes e comportamentos. Em Santo Tirso, o desemprego atingiu números assustadores, mas em todo o país a Justiça está desacreditada, o Sistema de Saúde doente, a Educação com notas negativas, a Economia sem crédito e à deriva e tudo graças à desastrosa governação socialista, sobretudo dos últimos 4 anos. É, por isso, urgente transformar Portugal.
A lista do Partido Social Democrata de candidatos a deputados pelo Círculo Eleitoral do Porto, na qual orgulhosamente me incluo, "(...) encabeçada pelo Dr. José Pedro Aguiar Branco, pela qualidade e competência dos seus elementos, equilíbrio da representatividade territorial e pela renovação de quadros que incorpora, estou convicto que será um trunfo eleitoral que ajudará a conquistar a confiança dos eleitores deste distrito. Nos últimos anos, a maioria socialista e os deputados do PS eleitos pelo distrito do Porto, abandonaram as causas e as gentes desta Região, subjugando-se a uma lógica servil da política nacional do seu partido. A política governativa do PS, nestes 4 anos de apoio às grandes empresas e de esquecimento das PME's e micro-empresas, tem no ainda Ministro das Finanças e Economia, Teixeira dos Santos, o rosto visível da ruína do tecido empresarial da região. Agora é candidato do PS pelo Porto, numa clara afronta ao tecido económico deste distrito", afirmou o Dr. Marco António Costa, Presidente da Comissão Política Distrital do Porto.
Aos eleitos do Distrito do Porto e aos Tirsenses posso garantir, hoje, na qualidade de candidato a Deputado à Assembleia da República, nas próximas eleições legislativas de 27 de Setembro, máximo empenhamento na defesa dos seus superiores interesses. Percorrerei o Distrito e o Concelho e falarei com todos os Tirsenses numa lógica de proximidade entre eleitores e eleitos. Santo Tirso poderá ter, novamente, uma voz activa no Parlamento. Não é uma questão de prestígio para o Concelho, antes a oportunidade de todos os eleitores do Distrito do Porto e dos Tirsenses contarem com a defesa intransigente dos seus interesses. Cabe aos Portugueses inverter o rumo que o país leva, Cabe aos Tirsenses contribuir para a eleição de um Deputado que represente o seu Concelho.

Alinhar ao centro Para bem de Portugal, do Distrito do Porto e do Concelho de Santo Tirso.

Viva Santo Tirso, Viva o Distrito do Porto, Viva Portugal.

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Vai realizar-se. no próximo dia 11 de Setembro, pelas 21.30 horas, na Praça Conde S. Bento, em Santo Tirso, a apresentação pública de todos os candidatos do Concelho de Santo Tirso (às Assembleias de Freguesia, Assembleia Municipal e Câmara Municipal) e dos candidatos a Deputados.

Não falte.

Manuel Alberto Mirra

VISITE: http://manuelmirra.wordpress.com

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Orquestra ANDRÉ RIEU - 'My Way'

O vício de falhar

A selecção de Portugal desperdiçou mais dois pontos na viagem para o Mundial da África do Sul, ao empatar a um golo em Copenhaga com a Dinamarca, com um golo do estreante Liedson, num jogo de altíssima competitividade, mas apenas após mais de 30 remates desperdiçados, a confirmar o vício de falhar frente à baliza que tem caracterizado esta campanha. Pode ter sido um recorde de remates à baliza num jogo fora de casa...


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Adapt: Mano Belmonte

Um videojogo para trazer os Beatles ao século XXI


Um videojogo para trazer os Beatles ao século XXI - Artes - DN

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Amália recordada em dois museus - JN


Amália recordada em dois museus - JN

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sexta-feira, setembro 04, 2009

"POSSUIMOS EM NÓS MESMOS, PELO PENSAMENTO E A VONTADE, UM PODER DE ACÇÃO QUE SE ESTENDE MUITO ALÉM DOS LIMITES DE NOSSA ESFERA CORPÓREA"
(Allan Kardec)

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Foto do Dia


A DESIGNER PORTUGUESA DE INTERIORES NINI ANDRADE DA SILVA TEM QUATRO NOMEAÇÕES PARA OS PRÉMIOS DO EUROPEAN HOTEL DESIGN AWARDS 2009, COM UM PROJECTO PARA O HOTEL THE VINE (foto) NO FUNCHAL.
(Henrique Seruca/ Alma Mollemans/Lusa)

Candidatura do Fado


A candidatura do fado à convenção da UNESCO para a salvaguarda do Património Cultural Imaterial "deverá ser apresentada durante o primeiro semestre de 2010", disse á Lusa a gestora do Museu do Fado Sara Pereira.

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Galileu abriu a janela do Universo

De cada vez que um novo instrumento nos permite ver mais longe, ou nos abre novas janelas para os mundos que antes eram invisíveis, aprendemos mais sobre a Natureza e sobre nós mesmos. Foi o que aconteceu há precisamente 400 anos, quando o italiano Galileu Galilei apontou o seu telescópio para os céus, mudando definitivamente a nossa concepção dos astros e, mais importante, o nosso lugar no Universo.

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Adapt: Mano Belmonte

Último Tango

'Último Tango' é o título do espectáculo que a companhia argentina Tango Pasión apresenta, no auditório dos Oceanos, Casino Lisboa, Parque das Nações. Trata-se de um espectáculo que prima pelo ritmo e pelo colorido e que se oferece ao espectador como uma homenagem ao Tango, esse género musical que nasceu ainda no século XIX na América Latina - nomeadamente na Argentina e no Uruguai - e que desde então se espalhou pelo resto do Mundo, captando um número crescente de adeptos.

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Adapt: Mano Belmonte

Morreu cão mais velho do Mundo


A cadela 'Chanel', que figura no livro de recordes do Guinness como o cão mais velho do Mundo, morreu esta semana, com a provecta idade canina de 21 anos, o equivalente a 147 anos humanos...


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Aprovado nome de Raul Solnado para o Capitólio


A Câmara de Lisboa aprovou, por unanimidade, a proposta do presidente António Costa para atribuição do nome de Raul Solnado ao Cine-Teatro Capitólio, no Parque Mayer...

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Adapt: Mano Belmonte

Coração traiu Zoio

José João Zoio, cavaleiro tauromático já retirado, morreu na noite de segunda-feira, vítima de paragem cardíaca, em casa, na Praia das Maçãs, Sintra. Momentos antes Zoio regressava a casa após ter estado com amigos. No percurso sentiu-se mal, estacionou e pediu ajuda, e ainda conseguiu chegar a casa, onde viria a falecer. O funeral realizou-se, com missa na Igreja dde Colares, Sintra, para o Cemitério de Rio de Mouro, onde será cremado...


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Adapt: Mano Belmonte

Moura Guedes afastada por dono da Prisa - TV & Media - DN

Moura Guedes afastada por dono da Prisa - TV & Media - DN

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terça-feira, setembro 01, 2009

Carta do Canadá


BANDEIRAS & BANDEIRAS

Achei graça àquela rapaziada do 31 da Armada que, pela noite, foi à varanda da Câmara Municipal de Lisboa tirar o pendão da cidade e hastear uma bandeira nacional, a monárquica, mais velha do que a republicana. E achei pilhas a terem ido entregar o pendão, devidamente lavado engomado, o que presume que estava sujo e maltratado, o que não admira mesmo nada. Os republicanos são desleixados com a sua bandeira: não a mandaram com as tropas portuguesas a combater nas trincheiras da guerra de 1914-18, tendo um conde residente em Paris de pagar do seu bolso as bandeiras que haveriam de cobrir os caixões por lhe parecer ser o mínimo de dignidade a conferir a um soldado que tomba pela Pátria, houve quem a pisasse nas ruas de Londres a pretexto de não gostar da presença de Marcello Caetano ( e o nome inteiro do artista foi segredo que levou para a cova o general Galvão de Melo, que apanhou uma fotografia da façanha quando presidiu à extinção da Pide), e até houve militares que arrastaram a bandeira verde-rubra pelo chão, alguns deles em cuecas, na pressa da descolonização a que um cómico chamou exemplar. Dá que pensar a falta de respeito que alguns republicanos têm demonstrado pela sua bandeira, sem que a polícia os tenha prendido com aquele alarido que convém a quem quer dar exemplos. E ainda dá mais que pensar o nunca ter havido nenhum monárquico que fizesse o mesmo à bandeira dos republicanos.
A única vez que vi um monárquico a afrontar a bandeira verde-rubra foi há uns anos bem puxados. Um amigo meu, monárquico dos quatro costados, que tinha a bandeira branca com as quinas e a coroa hasteada dia e noite na frontaria da sua casa, regressou do exílio no Brasil para onde o mandaram as ameaças de morte duns comunistas que, feitas as contas, apenas queriam palmar-lhe próspero negócio de que dispunha em Lisboa. Deram com os burros na água, como aliás em tudo quanto essa gente roubou sem saber o que era trabalho e gestão. Ora, quando o meu amigo chegou de novo a sua casa, o povo daquele lugar quis festejar em grande, com banda de música, foguetes, uma grande multidão e à frente a bandeira verde-rubra. Quando tal viu, o meu amigo, a rilhar a boquilha, berrou do alto da escada: "Vocês entram, mas a porca não entra!". Pronto, foi ali um desassossego, cada qual a procurar o bicho, e nada. E gritaram: "Oh senhor, mas onde é que a porca se meteu?" E o regressado a explicar: "Essa bandeira! Foi à sombra dela que se perdeu o império e se desgraçou Portugal" O povo chamou a polícia? Houve tareia e cabeças partidas? Qual quê! Enrolaram a bandeira, deixaram-na encostada fora do portão, e foram-se dali abraçar o amigo de sempre, comeram, bebebram, cantaram, foi uma festa em grande. Em tantos anos que já levo de vida, apenas vi este gesto de afronta. Mas, valha a verdade, aquele povo era livre de dar uma sova ao meu amigo, e não o fez, foi livre de escolher e escolheu. Quem sabe se é por sentir que o povo tem lá no fundo "qualquer coisa", que o actual regime não quer ouvir falar em referendo.
Como se pode imaginar, ainda consegui achar mais graça a isso de terem chamado a PJ e de esta, com fama de lenta, ter aparecido logo e levado os rapazes a perguntas, tendo constituído um arguido. Muito nervoso anda o regime para perder a cabeça por uma rapaziada... Os monárquicos agradecem.
Ainda por cima polémica, a bandeira republicana. Apercebi-me disso quando um velho e honrado bombeiro de Tomar, o Jorge Godinho, me ofereceu a bandeira com que a cidade festejou a chegada da República. Uma bandeira estranha, azul e branca, com uma risca vermelha e a palavra Liberdade por cima das quinas. Feita à pressa, segundo as indicações que o Jorge tinha colhido em Lisboa. Ao tempo rapaz novo, de sangue guelra e atrevido, a gostar de cocar tudo, e daí ter ficado coma a alcunha do Jorge Cocão, era ele o mensageiro escolhido pelos republicanos de Tomar para, sem dar nas vistas, ir a Lisboa buscar notícias junto dos maioriais da revolução a vir. Da última vez que veio de Lisboa, reuiniram-se num casebre para os lados do cemitério velho, à luz de candeias. Pequenote, o Jorge subiu a uma mesa, rubro de entusiasmo, abriu a camisa e comunicou: "A revolução está quase a rebentar! E eu dou o meu peito às balas!" Foi nessa altura que rebentaram uns petardos à porta de casa, malandrice dos talassas. E foi um vê se te avias de republicanos a deitarem-se no chão e a meterem-se debaixo da mesa. Depois de serenados, o Jorge contou que tinha visto a bandeira republicana e relatou-a em pormenor. Quando a República foi imposta ao país pelo telégrafo, em Tomar fez-se uma manifestação na que é hoje a Praça da República, e lá estava a bandeira que hoje deve estar entre os meus parcos haveres em Portugal. Uma mulher assomou à varanda da câmara, torceu e vergou uma pena de prata e gritou: "Acabou a Monarquia". É o que se chama ficar tudo ela por ela.
Mas eu fiquei sempre muito desconfiada. E apertei com o bombeiro:
-Oh Zorze (eu e Chico Porto chamávamos-lhe assim), mas onde raio é que fizeram a bandeira, os de Lisboa?
-Oh menina, eu cá o que me disseram em Lisboa é que ela tinha sido feita numa loja maçónica em Espanha.
-Pode lá ser, Zorze!.
-Ai não, que não pode, capazes disso e muito mais eram eles. Basta ver o que fizeram a seguir, foram 16 anos de miséria e vergonha. E esses de agora vão pelo mesmo. Sabe que mais, menina? Tudo uma corja!
E realmente isto é tudo mau demais. Tão mau que até o Saramago se esqueceu que tem telhados de vidro. Anda à pedrada e um dia destes fazem-lhe a biografia. Isto é que vai um ano!

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Porco rouba diamante em parque...

Aconteceu num parque de exposições de animais na cidade inglesa de Easingworld. um porco chamado Ginger engoliu à má fila um diamante avaliado em 2500 libras (2900 euros) que adornava o anel de uma visitante.

Deliciada com os porcos, Ann Moon pôs a mão na cerca do chiqueiro. Atraído pela pedra, Ginger correu para ela e engoliu-a para desespero de Moon. A admnistração do parque espera agora que a natureza faça o seu trabalho.

Fonte: Jornal 'Correio da Manhã'
Adapt: Mano Belmonte
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segunda-feira, agosto 31, 2009

Pedras preciosas nas igrejas históricas


A Diocese de Beja, o Museu Nacional de História Natural e os municípios de Beja e Sines propõem um passeio pelos tesouros artísticos do Baixo Alentejo. Objectivo: reconhecer materiais gemológicos oriundos de diversos continentes. Sob a orientação de Galopim de Carvalho, um pouco de imaginação e gosto pela ciência são o único equipamento necessário para uma navegação inesquecível em que ciência e passado dão as mãos. A Rota levará a participantes a fazerem um percurso sobre regiões, épocas, técnicas e tradições muito distintas.

Ler artigo completo
Adaptação: Mano Belmonte
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CRÓNICA DE COIMBRA


NÃO SEJAMOS SAUDOSISTAS

Há países cuja população está a morrer de fome; há países tão longe da Europa que ninguém se lembra de que existem; há outros que vivem em guerra civil constantemente, com problemas raciais e desrespeitando os direitos humanos. Há países governados por ditadores. Outros, divididos por sanguinárias lutas religiosas. Não é o caso de Portugal, que com oito séculos de História, viveu, cerca de 35 anos, uma revolução que criou esperanças na alma de muitos milhares de portugueses. Só que essa confiança, na aquisição de um bem que tanto se desejava, evaporou-se! Ficámos mais míseros! Além de pobre, Portugal é o país mais desigualitário da Europa. O rendimento médio dos 20% dos indivíduos mais ricos é, em Portugal, 7 vezes superior ao dos 20% mais pobres, quando, na Europa, esse número é de quatro. Como se isto não bastasse, junta-se a mobilidade social, que é diminuta, o que significa que os filhos dos pobres continuam a não ter oportunidades de subir na vida. Enfim, "malhas que o Império tece"! Mas, não sejamos saudosistas, o que quer dizer, que olhar o passado, para a nossa História e para tudo o que nos aconteceu, não seja importante. É importante, porque nos permite viver melhor o presente e abrir caminhos para a frente. O passado, é sempre um "tema sagrado" no sentido em que nos pertence e nos define, mas não nos pode deter. Muito pelo contrário.

Há quem viva com a nostalgia do passado e quem olhe para aquilo que viveu como o melhor tempo da sua vida. Acontece, é frequente e até humano, mas uma atitude excessivamente retroactiva, pode impedir-nos de avançar e de mudar aquilo que precisa de ser mudado e melhorado. No entanto, o passado é sagrado, porque é dele que tiramos sentido para o presente e para o futuro e é ele que nos permite ser fiéis a nós próprios no que é essencial. Uma fidelidade profunda, ao nível da consciência e não de uma fidelidade aos acontecimentos ou a certas escolhas que fizemos.

Pensem nisso!

Cruz Santos
Coimbra-Portugal

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domingo, agosto 30, 2009


"QUANTO MAL NOS FAZEMOS POR ESSA MALDITA NECESSIDADE DE FALAR"
(Pirandello)

Foto do Dia


AS RUAS DA LOCALIDADE ESPANHOLA DE BUNOL FICARAM PINTADAS DE UM VERMELHO PASTOSO, DEVIDO ÀS CELEBRAÇÕES DE MAIS UMA TOMATINA. CERCA DE 40 MIL PESSOAS ATIRARAM UMAS ÁS OUTRAS 110.000 KG. DE TOMATE.
(Biel Alino/EPA/CM)

quinta-feira, agosto 20, 2009

Crónica do Canadá


CRÓNICA DO CANADÁ

Nova caminhada

Terminadas as férias, para aqueles que as puderam ter, todos os sectores da vida, onde nos ocupamos, voltam ao seu ritmo normal de actividade.
Vamos iniciar, apoiados na experiência do passado e na vontade de ser e agir que nos continua a animar, uma nova caminhada, não só no mundo académico e educativo, mas também nos ambientes sociais políticos e outros.
Este retorno à nossa realidade, revigorado pela distensão das férias, costuma estar acompanhado de animosos projectos e sinceros propósitos a alcançar. Toda a dinâmica social renasce e apresenta-se-nos com a sua complexidade agressiva, mas, ao mesmo tempo, apaixonante.
Encontramo-nos, assim, inseridos numa sociedade marcada por uma profunda e acelerada mudança, que produz, constantemente, conflitos e tensões nos grupos sociais e, até mesmo, no íntimo das nossas consciências, por vezes, tão vacilantes, frente à avaliação de novos fenómenos e formas sociais. Estas mudanças não só afectam os aspectos externos do nosso viver, mas também os aspectos fundamentais da cultura, do pensamento e, até, da moral tradicional.
Neste quadro, afirma-se, com frequência, que muitas são as pessoas que ficam admiradas e preocupadas com tal situação. Comprova-se mesmo que algumas pessoas sofrem com esta mudança uma crise de medo, de insegurança, que as paralisa nas mais elementares acções de solidariedade.
Importa caminhar cada vez mais, com responsabilidade, tendo, cada dia, uma maior consciência e uma mais partilhada preocupação por dar resposta a todas estas inquietações e impulsionar uma atitude construtiva na actual situação do mundo.
Ao começar uma nova caminhada é urgente uma integração clara de todas as pessoas no processo de renovação desta sociedade em tão rápidas e decisivas mudanças. Não venhamos nós, um dia mais tarde, a lamentar o mundo que nós próprios, hoje, estamos a construir!...
Vamos iniciar uma nova caminhada, com coragem e optimismo. Vamos construir o futuro, obra de todos nós, homens e mulheres do nosso tempo. Vamos semear a esperança e a alegria de viver mesmo em tempos difíceis como os que atravessamos. Este tempo já é de trabalho; já prepara o futuro, o tempo da colheita...


Pensamento da Semana
-Lembre-se que você não tem controlo sobre o que acontece consigo, mas sim o que fará da sua vida- (desconhecido)

Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca

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sábado, agosto 15, 2009

SANTO TIRSO na Assembleia da República


Alinhar à esquerda






Mano Belmonte e Dr Manuel Mirra aquando do encontro no Festival Anual de Folclore em S. Miguel do Couto - Santo Tirso.

CRÓNICA DO CANADÁ

Santo Tirso na Assembleia da República

Como Tirsense sempre atento, interventivo, nomeadamente através dos meus artigos neste nobre Jornal, e interessado em tudo o que diga respeito à minha terra, apesar de viver na diáspora há mais de 25 anos, chegou ao meu conhecimento, e já é público, que o Concelho de Santo Tirso está representado por dois candidatos a Deputados à Assembleia da República nas próximas eleições legislativas.

São dois jovens com muito valor, ambos advogados, com provas dadas nas mais diversas áreas de intervenção na sociedade, que têm agora a oportunidade de, na Assembleia da República, defender o círculo eleitoral que representam, no caso o Porto, mas, sobretudo, os interesses, os sonhos, e os projectos dos Tirsenses. Podem e vão ser a voz de todos nós no Parlamento.

Estou a falar de Manuel Alberto Mirra e Andreia Neto. Independentemente do Partido que representam e do resultado final das eleições, a verdade é que Santo Tirso pode voltar a ter pelo menos um Deputado da Nação, que não deixará de prestigiar todos nós. Teremos mais uma voz reivindicativa, reclamando mais e melhor para Santo Tirso, um concelho fortemente fustigado pelo desemprego.

Conheço bem o Dr. Manuel Alberto Mirra, filho do meu grande amigo e grande tirsense, o saudoso Amério Mirra. Conheço-o há muitos anos e com ele tive oportunidade de voltar a privar recentemente, ele enquanto Presidente da Direcção da Associação Recreativa do Areal e eu Padrinho de Baptismo do Rancho Infantil das Tecedeiras do Areal, a propósito do festival que o Rancho organiza anualmente. É um jovem dinâmico, nomeadamente pelo seu reconhecido e meritório trabalho na Associação do Areal, onde actualmente desempenha o cargo de Presidente da Assembleia Geral. É advogado com escritório na cidade e todos ou quase o conhecem como o filho do Américo da farmácia.

Tem sido muitas as provas da sua desinteressada entrega à causa pública e, para além da advocacia, leccionou no Colégio Ellen Key, no Porto. É, por isso, um candidato a Deputado activo, empenhado, trabalhador, que se tornará, estou certo, no defensor dos verdadeiros anseios de todos nós. E todos somos poucos.

Fiquei contente por saber da candidatura e só espero que o Dr. Manuel Mirra seja eleito, porque todos teremos a ganhar pois na sua mente, não tenho dúvidas, estará sempre a defesa dos superiores interesses dos Tirsenses. E Santo Tirso não tem, nas outras forças políticas, qualquer candidato a Deputado.

Para que Santo Tirso esteja novamente representado na Assembleia da República.

Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca
http://manobelmontecantor.blogspot.com

quinta-feira, agosto 13, 2009

Fome em tempo de abundância


"Que o Criador abençoe o trabalho dos agricultores com colheitas abundantes e torne sensíveis os povos mais ricos ao drama da fome no mundo". (Papa Bento XVI)

  1. Respeitar os agricultores
Ao longo dos séculos, um dos trabalhos mais monesprezados tem sido aquele do qual depende tudo o resto: a agricultura. Aos agricultores coube quase sempre a pior das sortes entre as diversas classes sociais: explorados pelos grandes senhores das terras ou pelos grandes grupos económicos que comercializam os alimentos; trabalhando todo o ano, de sol a sol, sem horários, férias ou salário fixo; dependentes do clima favorável ou inclemente; considerados incultos, ignorantes e olhados com ares de superioridade, sobretudo pelos citadinos; abandonados à sua sorte nas aldeias, sempre os últimos a dispor dos bens da civilização e do progresso... O seu trabalho é ignorado pela maior parte e desprezado por muitos; no entanto, são eles quem coloca na mesa de todos os alimentos indispensáveis à vida. Nos países economicamente mais desenvolvidos, esta atitude foi-se alterando, sobretudo porque o número de agricultores foi diminuindo.
Continua, porém, a ser comum a sua discriminação: porque os outros trabalhadores têm direitos de que eles nunca gozam; porque os bens por eles produzidos são constantemente desvalorizados e pagos a preços irrisórios; porque muitos os vêm como "parasitas", sempre à busca de subsídios governamentais. E, no entanto, todos nos alimentamos com o fruto do seu trabalho!

2. O cuidado da terra

Muito antes de a ecologia se tornar moda, já os agricultores cuidavam da terra com carinho e velavam para que ela produzisse os seus frutos. A industrialização da agricultura foi meio caminho andado para se perder esta sabedoria ancestral de quem vivia ao ritmo das estações e tratava a terra, as plantas e os animais com respeito amigo e reconhecido. A crise alimentar vivida no passado, embora mais especulativa de que real, foi um alerta para a urgência de voltar a uma relação de proximidade com a terra, não deixando campos produtivos ao abandono e promovendo a ocupação humana dos espaços rurais. Esta ocupação é uma "reserva estratégica" que nenhum país deveria descuidar e só ela permite uma verdadeira ecologia, protagonizada por quem cuida daquilo que conhece - sem idolatrias nem agressões próprias de gente que da terra e dos seus ritmos conhece, quando muito, o que lê nos livros.

3. Alimentos para todos

Noutros séculos, as grandes fomes eram motivadas, ou pelas guerras ou por colheitas escassas. Na segunda metade do século XX, depois das grandes fomes causadas pelas duas guerras mundiais, surgiu um fenómeno novo: populações inteiras, sobretudo em África e também em certas regiões da Ásia, foram deixadas à fome, por incúria dos respectivos governos e desinteresse dos países economicamente mais desenvolvidos. E, ao contrário do que muitos proclamaram e continuam a proclamar, estas situações não resultam da falta de alimentos - antes coincidem com produções excedentárias e enormes desperdícios. Basta atender aos números: mais de mil e 400 milhões de pessoas vivem com menos de um dólar por dia; metade dos alimentos produzidos actualmente é desperdiçada - se assim não fosse, chegariam para alimentar toda a população actual e aquela que se prevê venha a existir em 2050; um terço do leite produzido nunca é utilizado; um quarto da produção americana de frutos e vegetais apodrece na distribuição; metade do lixo dos aterros australianos é constituída por restos alimentares; um terço dos alimentos comprados na Grã-Bretanha nunca é consumido...

4. Urgência planetária

São números arrasadores, os números da nossa vergonha. E a aumentar esta vergonha, pulula entre nós, os da sociedade da abundância e do desperdício, gente sem vergonha empenhada em alarmismos ecológicos falando do esgotamento dos recursos naturais, da sobrepopulação do planeta, da incapacidade da Terra para alimentar a todos, da necessidade de reduzir a natalidade, da urgência em promover o aborto nos países mais pobres... A urgência é outra: um comércio mundial mais justo; maior respeito pelas nações menos desenvolvidas economicamente; verdadeira solidariedade entre as nações; e, sobretudo, um empenho claro em promover formas de governação rigorosas, respeitadoras dos povos e promotoras de verdadeiro desenvolvimento ao serviço de todos e não apenas dos poderosos.
O Criador abençoou-nos com colheitas abundantes, mercê da inteligência que nos concedeu e tantos colocam o serviço do bem comum. Falta-nos usar esta benção com sabedoria e gratidão, não permitindo a uns poucos apropriarem-se dos bens da terra, enquanto multidões nem sequer podem mitigar a fome com as migalhas desta abundância. Enquanto assim for, bem podemos esperar ouvir: "Já colheste a vossa recompensa".

Fonte: Agência Ecclesia
Adaptação: Mano Belmonte


Pensamento da Semana
"Que o Criador abençoe o trabalho dos agricultores com colheitas abundantes e torne sensíveis os povos mais ricos ao drama da fome no mundo"
(Papa Bento XVI)
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terça-feira, agosto 11, 2009

Bonecas de milho - brincadeiras de outros tempos

Final de Agosto, inicio de Setembro. O estio esvai-se. A hora é de limpar os terrenos e colher o milho. As maçarocas, corações de fiadas de pérolas luzidias, ainda dentro da casca. Esta, mais as barbas, serão retiradas com a {{desfolhada}}. Noutros tempos as crianças aguardavam, impacientes, este momento. Aguardavam a matéria-prima para as suas bonecas.

Ler artigo completo
Adaptação Mano belmonte

PENSAMENTO

  • Tenha sempre bons pensamentos, porque os seus pensamentos se transformam em palavras.
  • Tenha boas palavras, porque as suas palavras se transformam em suas ações.
  • Tenha boas ações, porque as suas ações se tranformam em seus hábitos.
  • Tenha bons hábitos, porque os seus hábitos se transformam em seus valores.
  • Tenha bons valores, porque os seus valores se transformam no seu próprio destino
(Mahatma Ghandi)

Enviado por Mariza Dummar
(Rio de Janeiro-Brasil)


A FALTA QUE ELE FAZ

Durante os 48 anos da ditadura salazarista milhões de portugueses sonharam com um Portugal onde fosse garantido o direito à habitação, trabalho, saúde, educação, justiça célere e acessível, liberdade de expressão e de associação, respeito pelos Direitos Humanos, imprensa livre e credível, nenhuma guerra, independência das colónias em condições honrosas para ambas as partes e nada de subserviências às potências estrangeiras. Sonharam com uma Pátria digna, livre de corrupção e compadrio, onde cada cidadão fosse avaliado pela sua competência e honradez. Muitos dos que sonharam tiveram de emigrar para poderem dar pão aos filhos, outros tiveram de exilar-se por sofrerem perseguição, muitos outros viveram longos anos exilados dentro do próprio país.
Quando chegou o 25 de Abril de 1974, quase todos se entregaram de alma e coração ao que julgavam ser a realização do seu sonho. Pouco mais de um ano depois, a feia realidade feriu-os de modo irremediável. A descolonização redundou em benefício dos partidos locais enfeudados à então União Soviética e aos interesses americanos, e em imensa tragédia para milhões de negros e brancos. A chamada reforma agrária e as nacionalizações, de tão selvagens e brutais, destruíram o tecido económico. O trabalho tornou-se escasso, enquanto os subsídios de desemprego atingiam montantes nunca antes vistos. A habitação era objecto de especuladores, de modo que dezenas de milhar de pessoas foram atiradas para os bairros da lata, enquanto outras eram atiçadas por aventureiros revolucionários, alguns estrangeiros, a invadir e ocupar casas que eram de outrem. Os hospitais, com pessoal da limpeza a presidir a comissões que tudo anarquizavam, só não entraram em colapso graças ao sentido de responsabilidade e abnegação de médicos e enfermeiros. A Educação, com ministros vários, a entrar e a saír, desde militares a economistas, bateu no fundo. Havia medo, sucediam-se as denúncias difamatórias e impunes, os saneamentos selvagens que atiraram largos milhares de pessoas ao desemprego, por obra e graça de "pides" da militância a soldo de certos partidos, enquanto nos proclamados "ladrões" e "criminosos" do regime anterior ninguém tocava, perante a total passividade da Justiça e de uma Polícia Judiciária que só tinha olhos e tempo para assediar jornalistas não dispostos a aceitar todo este descalabro.
No meio de todo este vendaval, sabendo-se bem quem eram os responsáveis directos pelo que se estava a passar, por exclusão de partes, os olhos do povo viraram-se esperançados para um político de grande inteligência e folha limpa, de prestigiado nome provados rendimentos, teso como as armas, a saber muito bem donde vinha e para onde ia, sofrendo de um público asco pela corrupção, a mentira e o compadrio.
Esperava-se que ele desse a volta ao país e devolvesse aos portugueses o sonho de muitos anos. Mas não se esperava que ele fosse abatido cobardemente, tão cobardemente que a investigação policial foi uma nódoa a dar que pensar, e a Justiça andou para trás e para diante sem chegar a lado nenhum. Foi uma grande desgraça para Portugal e para o partido a que presidia.
Se Francisco Sá Carneiro não tivesse sido varrido do número dos vivos por quem tinha conveniência nisso, nem Portugal nem o PSD tinham chegado ao que chegaram.
Não se duvide que não teriam vicejado os barões corruptos que andam a contas com a Justiça desde o cavaquismo, porque ele seria o primeiro a cortar a direito, a pô-los fora, ao contrário do que acontece actualmente. Nem se duvide que não teria medrado o bando de medíocres que faz do PSD ser um clube de facciosos, pois ele abriu o partido a pessoas oriundas de vários campos ideológicos e nunca se sujou fazendo acertos mesquinhos com rivais. Listas, para ele, eram de serviço ao país, não eram conchavos de balneário desportivo. Porque era um senhor, porque era superior, não precisava de deitar mão de expedientes. Fazia rupturas? Fazia, sempre que era necessário. Podia fazê-las, tinha envergadura política, intelectual e moral para o fazer.
Francisco Sá Carneiro podia ter garantido a Portugal uma democracia limpa, inteligente, desempoeirada, moderna. Quem sabotou aquele avião, sabe Deus a mando de quem, apunhalou Portugal pelas costas.
A falta que ele faz!
As listas apresentadas pelo PSD fazem-nos sentir assim. Se aquela é a guarda pretoriana da presidente, estamos conversados. Compreende-se muito bem que, no interior do país, já vários tenham tido a honestidade e a coragem de desfiliar-se, e muitos estejam a preparar-se para o fazer. E quanto à Emigração, ela agradece o insulto estúpido de ser reconduzido José Cesário, um chico esperto que deixou um inesquecível rasto por estas terras do Resto do Mundo.

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domingo, agosto 09, 2009

HOMENAGEM A DOIS 'ASES DO PEDAL' de antigamente













- José Pacheco(1962) -Germano Ferreira (1933) - ( Pai do artista Tirsense - Mano Belmonte) -

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EXPOSIÇÃO 'ASES DO PEDAL' - SANTO TIRSO NA VOLTA A PORTUGAL EM BICICLETA.

No âmbito da 71.a Volta a Portugal em Bicicleta, a Câmara Municipal de Santo Tirso inaugura no próximo dia 8 de Agosto a exposição -Ases do Pedal. Santo Tirso na Volta a Portugal em Bicicleta-. A exposição ficará no Átrio da Câmara Municipal até dia 16 do mesmo mês, coincidindo com o termino da presente edição da Volta a Portugal. Nesta exposição documenta-se a participação do município no acontecimento mais importante do ciclismo português (através do acolhimento de sete etapas, realizadas entre os anos de 1994 e 2009) e presta-se uma singela homenagem aos ciclistas de Santo Tirso. Desde cedo que o ciclismo granjeou muitos adeptos no concelho estando os primeiros registos da modalidade em Santo Tirso associados à maior prova ciclista do país: a Volta a Portugal. Floriano das Silva Moreira (Vila das Aves) e Germano Ferreira (Santo Tirso) (na imagem) são os primeiros ciclistas conhecidos, de uma lista na qual se destacam os nomes de Joaquim de Sá, José Pacheco (na imagem), vencedor da Volta em 1962, e do seu colega de equipa no FCP, Ernesto Coelho. Mas muitos outros ciclistas engrandeceram a lista dos gloriosos ases do pedal, designadamente: António Machado, António Salazar, José Pinto e Luís Pacheco. No presente, destaca-se entre os ciclistas nascidos em Santo Tirso o jovem Sérgio Sousa, promessa do ciclismo português, que estará presente na 71.a Volta a Portugal envergando as cores da equipa do Boavista. A evocação que é feita com a exposição -Ases do Pedal. Santo Tirso na Volta a Portugal em Bicicleta- é prolongada pela apresentação da colecção do Sr. Soares dos Reis, numa incursão ao mundo do ciclismo e da Volta a Portugal, revistando equipas, campeões e as bicicletas que ajudaram a fazer desta corrida uma prestigiosa prova de ciclismo internacional.

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Humor nacional perde o mestre....

Costumava dizer que uma piada levava horas a ser feita e se esgotava num instante. Aos 79 anos, Raul Solnado parou de rir: morreu no dia 9 de Agosto de manhã, vítima de doença cardiovascular grave, no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

Ler notícia completa com VÍDEO


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sexta-feira, julho 31, 2009

TENHAM UMAS EXCELENTES FÉRIAS !


AGOSTO AÍ ESTÁ !

A maioria de nós tem por hábito gozar férias no mês de Agosto. Essa maioria sai das suas aldeias, vilas e cidades para locais de veraneio - campo ou praia - .
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Pois bem, auguramos, que tenham umas excelentes férias com todas as precauções necessárias referentes às mesmas.
Deixamos, aqui, um comunicado da 'Direcção-Geral da Saúde' que recomenda a ingestão de água - muita água! -(Leiam, por favor) .

Para não fugir à regra, vamos, também, descansar (?!) e só voltaremos a este BLOG no próximo mês de Setembro (se Deus quizer).
Entretanto, fazemos o convite para "visitar" o arquivo deste Blog onde encontrará artigos escritos por excelentes colaboradores a quem muito agradecemos pela amizade e dedicação demonstrada ao longo do ano.

Encontrarão - vídeos, entrevistas, notícias, crónicas, fotos, pensamentos e muito mais...-

GRATO PELO VOSSO CARINHO DEMONSTRADO

Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca

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VERÃO: Autoridades recomendam beber mesmo sem sede
Água é maior aliado para combater ondas de calor

A Direcção-Geral da Saúde recomenda o "aumento da ingestão de água ou sumos de fruta natural sem açúcar, mesmo sem ter sede", aquando da ocorrência de ondas de calor. No Verão, temperaturas acima dos 35 graus por mais de cinco dias podem ser fatais.

Em condições normais, quando a temperatura ambiente sobe o organismo, para manter a sua temperatura dentro de parâmetros normais, transpira. Mas se essa transpiração for excessiva o corpo pode desidratar, situação grave para a saúde quando não compensada pelo consumo de água, informa a Direcção-Geral da Saúde.

" Uma alta temperatura corporal, a par de um grau excessivo de desidratação, pode provocar danos irreversíveis no cérebro ou em outros orgãos ou até a morte. Em situações extremas de exposição ao calor podem mesmo surgir diversas perturbações no organismo, designadamente os chamados golpes de calor, os esgotamentos pelo calor e as cãibras, situações que pela sua gravidade podem obrigar a cuidados médicos de emergência", alerta ainda a autoridade de saúde".

Os nutricionistas recomendam a ingestão de dois a quatro litros de água em períodos de muito calor. A quantidade a consumir varia por indivíduo, conforme a estatura ou o facto de haver maior ou menor exposição ao Sol e esforço físico.

Existem dois sinais fáceis de observar para saber se a água ingerida é suficiente: a quantidade de urina produzida e a cor desta. Quando a quantidade de urina é suficiente a cor desta é clara, quase transparente, como a água.

A água deve ser tomada ao longo de todo o dia. Dois copos de água ao acordar e ao deitar. E durante o dia de hora a hora. Para a hidratação correcta do organismo a água não deve ser substituída por chã, refrigerantes, sumos ou bebidas alcoólicas.

A comida é também uma fonte importante de água. Futas e vegetais quando consumidos crus possuem as maiores quantidades de água. Um consumo deficiente de líquidos provoca cansaço, indisposição, pele e cabelos secos, dores de cabeça, problemas digestivos, inflamações, deficiente funcionamento dos rins, alteração da pressão arterial, irritabilidade e insónias.

BEBA ÁGUA

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-Candidatura por Santo Tirso e com Santo Tirso-




SOU CANDIDATO

Caras e Caros Tirsenses,

Sou candidato à Junta de Freguesia de Santo Tirso nas próximas Eleições Autárquicas.
Para esta caminhada, juntei um grupo de mulheres e homens da freguesia, dinâmicos, empreendedores, com actividades profissionais diversas, com um misto de juventude e de experiência, que têm a Freguesia no seu coração.

Os Tirsenses conhecem-me.
É UMA CANDIDATURA POR SANTO TIRSO E COM SANTO TIRSO

O meu compromisso é estar com todos os Tirsenses para construir um Santo Tirso de futuro.

Apresento-me com ideias novas. Trabalho, competência, seriedade e rigor são os valores centrais dessa nova acção política.
A seu tempo chegará às vossas casas o meu compromisso eleitoral.

Quero, de forma clara e transparente, aproveitar e concretizar as reais oportunidades de desenvolvimento e crescimento, garantindo a competitividade e a qualidade de vida da Freguesia.

Estou disponível para ser o Presidente de todos. Como sabem, vivo na Freguesia desde sempre. Aqui vou continuar a viver. MAS QUERO FAZÊ-LO SERVINDO SANTO TIRSO. É esse o meu compromisso.

Cumprimento-vos, com amizade

José Pedro Miranda

O canadiano Leonard Cohen não desiludiu os cerca de 12 mil fãs na sua actuação de ontem, no Pavilhão Atlântico, Lisboa. Às 21h10, Cohen subiu ao palco juntamente com os seus músicos. A elegância, em fato preto e chapéu, acompanha o veterano enquanto este agradece calorosamente os aplausos da recepção...

Ler notícia completa
Adapt: Mano Belmonte

quinta-feira, julho 30, 2009

MANO BELMONTE, a convite da Estação de Televisão 'Festival Português' (FPTV), estará presente no programa 'Talentos e Figuras da Comunidade' (produzido e apresentado por Marleen Silva) -

Sexta-feira dia 31 de Julho-2009, pelas 20H30 -.

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Padre Cruz nasceu há 150 anos











O Padre Francisco Rodrigues da Cruz, o mais famoso sacerdote oriundo do território daquela que é hoje a diocese de Setúbal, nasceu em Alcochete, a 29 de Julho de 1859 e morreu em Lisboa a 1 de Outubro de 1948.

Esta Vila já notável, entre outros motivos, por ter sido o berço fde D. Manuel I, o Venturoso, e do Beato Manuel Rodrigues, um dos 40 mártires do Brasil, viu crescer a sua importância, por ter nascido, aquele que já em vida era conhecido pelo Santo Padre Cruz, que esperamos, um dia, venerar nos altares. Em 2009 celebra-se os 150 anos do seu nascimento.

Um santo é um semeador de ideal que espalha o bem e prepara colheitas para o céu. Alcochete orgulha-se de ter sido o berço daquele que seria outro S João Maria Vianney, o Santo Cura d'Ars, que faleceu uma semana depois de nascer o Santo Padre Cruz. Em pleno ano sacerdotal, esta coincidência parece dizer-nos que Deus não queria apagar uma luz sem nos deixar outra acesa.

Santo foi o nome que lhe puseram já aos 35 anos de idade e a fama de santidade foi sempre em aumento, até ao seu falecimento. Bispos, sacerdotes, pessoas de todas as categorias sociais o tinham por santo e como tal o veneravam. E esta fama cresceu a tal ponto que, depois da morte, o seu jazigo, no cemitério de Benfica, é visitado diariamente, por muitos fiéis, que lá vão cumprir promessas, pedir e agradecer graças, alcançadas de Deus, por sua intercessão.

Ordenado a 3 de Julho de 1882, desempenhou funções de director espiritual no Seminário de S.Vicente de Fora. Praticou heroicamente o que inculcava aos sacerdotes: -Confessar enquanto se apresentarem pecados, pregar enquanto houver ouvintes, e rezar até já não se poder mais -.

A sua figura inconfundível foi para o povo português católico, naquele tempo, uma âncora salvadora: levemente corcovado, um sorriso de inocência sempre no seu rosto fatigado, um ar de recolhimento habitual, perdido em Deus, na intimidade divina que o atraía a desprender-se dos bens terrenos, para os dar generosamente aos mais necessitados que encontrava.

Mesmo nos tempos mais revoltosos e intolerantes, o Padre Cruz trajava sempre de batina e roupão eclesiástico, e na cabeça, um largo chapéu, já gasto pelo uso. Assim o conheceu Portugal, assim se recordam dele, hoje, muitos que o conheceram. A presença do Padre Cruz em missões e tríduos pelas aldeias e vilas do país; o encontro do Padre Cruz nos comboios, nas ruas de Lisboa, nas Igrejas, nas cadeias, nos hospitais, sempre aliviando penas, confortando misérias, dando coragem aos timoratos e oferecendo certezas duma renovação cristã aos desalentados, era um "espectáculo" a que Portugal se habituara.

O Padre Cruz foi o Apóstolo que Deus deu a Portugal naqueles tempos agitados. Apóstolo da Caridade lhe chamaram, e a placa da Avenida do Padre Cruz em Lisboa, a todos o lembra. Todo o apóstolo compreende a sensibilidade dos homens do seu tempo. Enquanto viveu, este sacerdote compreendeu os seus contemporâneos, e esta compreensão deu-lhe um acesso relativamente fácil aos corações sedentos de verdade, de ideal, de transcendência.

Em 1940 cumpriu um desejo antigo e fez-se jesuíta aos 80 anos. Apesar da idade, a sua velhice não é inda a "ruína" doutros anciãos. No seu corpo decrépito arde a chama imortal da vida divina. É já uma "sombra velhinha": mas a essa sombra descansam novos, mais fatigados e envelhecidos de alma do que ele.

Faleceu no primeiro dia de Outubro de 1948. A notícia foi divulgada pela Emissora Nacional. no noticiário das 13 horas. Quando os jornais da tarda saíram, já meia Lisboa e meio Portugal sabiam que tinha morrido o Padre Cruz.

Três anos depois, em 1951, o processo de beatificação iniciou-se em Lisboa e entregue à Santa Sé em 1965. Com a Igreja a viver um Ano sacerdotal, será que o nosso país receberá a notícia de mais um beato?

Pesquisa e texto: Mano Belmonte

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Alberto Silva - Tributo a um amigo -


Alberto Silva, um homem desde sempre ligado à comunicação social cuja paixão e lides radiofónicas vêm desde muito novo.
Alberto Silva, é natural de Lisboa. Seu pai tinha um programa nos Emissores Associados de Lisboa que se chamava "Programa Radiofónico Imagens Piedenses". Após a sua morte, Alberto, ficou com a responsabilidade de o dirigir (PRIP) corria o ano de 1971 e aí cresceu gosto pela rádio. O programa acabou com a nacionalização da Rádio em 1975. Alberto Silva dedicou-se à profissão de funcionário bancário.

Mais tarde e já no Canadá conheceu António César, um profissional da Rádio Internacional (CHIN), que lhe deu oportunidade de colaborar nesta estação radiofónica. Passando, depois, a colaborar na 'CIRV-Radio' e na 'Rádio Asas do Atlântico' na cidade de Toronto, onde conheceu e trabalhou ao lado de bons profissionais como José Eduardo que, reconhecidamente, disse: "muito ter aprendido".
Colaborou nos jornais comunitários "Voice" e "Sol Português" durante sete anos. Foi director Cultural da Casa do Alentejo de Toronto por dois anos consecutivos. Apresentou numerosos espectáculos, e, destaca o que organizou no então 'First Portuguese Canadian Club' em homenagem à Diva Amália que teve a presença da sua irmã Celeste Rodrigues que veio propositadamente para assistir a esse espectáculo.
Alberto Silva considerou: "para mim esse espectáculo foi uma pedrada no charco quanto ao mérito dos artistas residentes, porque ele foi realizado só com a prata da casa e foi um grande êxito. Daqui e na sua pessoa quero agradecer a todos que participaram e dizer o meu muito obrigado pela sua entrega e classe que dispensaram ao espectáculo".

Alberto Silva, um bom amigo e profissional da Rádio que recordamos com saudade e, aqui, deixamos esta pequena e modesta homenagem, encontra-se acerca de 8 anos na 'Rádio Sesimbra FM' e colabora no Jornal de Sesimbra. Últimamente dedica-se a escrever poesia.

Parabéns amigo, que a vida lhe traga de bandeja tudo de bom.Você merece!

Aquele abraço

Mano Belmonte

manoamano@sympatico.ca



quarta-feira, julho 29, 2009


"QUANDO OS NETOS ENTRAM NA NOSSA CASA, A DISCIPLINA VOA PELA JANELA."
(Ogden Nash)

Foto do Dia


UM HOMEM REFRESCA-SE COM A SUA GARRAFA DE ÁGUA, PARA CONSEGUIR ENFRENTAR AS ONDAS DE CALOR QUE, NOS ÚLTIMOS DIAS, TEM ASSOLADO A CAPITAL DA BULGÁRIA, SÓFIA.
(Anton Stankov/EPA/CM)

Encontrar um lugar

É mais fácil tentar quebrar a cadeia pelo seu elo mais fraco do que questionar, a fundo, todo um sistema.

Com a chegada do tempo de férias, são muitos os que partem à procura de um lugar, diferente, que ajude a quebrar rotinas e a retemperar forças. Nessa dinâmica, cada vez menos massificada - Agosto já não é um mês a menos no calendário laboral - tende-se a "desligar" de muita coisa que merece a nossa atenção constante, tendência acentuada pelo mito da "silly season" que leva muitos a dar destaque a factos menores que, no resto do ano não mereceriam mais do que uma linha ou 10 segundos de atenção. Crises e dramas humanos continuam a existir, em todo o mundo, e não tiram férias.

Em muitos casos, esses dramas forçaram homens e mulheres do nosso tempo a sair (fugir, mesmo) dos seus lares, em busca de uma vida melhor em sociedades que acreditam ser mais desenvolvidas. Não contam, por certo, com a intolerância e a discriminação que lhes estarão reservadas, por parte de vários, à sua chegada.

A crise ecomómica e financeira tende a acentuar estes comportamentos xenófobos e racistas, como justamente têm alertado vários responsáveis da Igreja Católica. É mais fácil tentar quebrar a cadeia pelo seu elo mais fraco do que questionar, a fundo, todo um sistema e os seus responsáveis máximos, que levaram à situação em que o mundo se encontra.

A questão merece, por isso e acima de tudo, um olhar humano: pessoas como nós estão à procura de um lugar, um lugar melhor, para esquecer as mágoas de um passado muitas vezes doloroso e construir um futuro melhor, para si e os seus. Aconteceu milhões de vezes, em Portugal, com avós, pais, irmãos, primos, amigos e vizinhos de cada um de nós que também partiram. E partem. Basta dar a cada um dos que imigraram para este país o tratamento que gostaríamos que fosse dado aos nossos, lá fora.

Esta é uma matéria que também merece um olhar atento, na hora de decidir em que partido votar. O Verão deste ano será diferente, por certo, em função das duas eleições que se aproximam e do desfile de promessas, acusações, barulho de fundo e cortinas de fumo a que iremos presenciar na busca de um lugar (lá está), que para muitos não é de serviço, mas de interesse(s) - confessados e inconfessados.

A receita será, em larga medida, a mesma: acima de tudo, está cada ser humano e a maneira como, na nossa sociedade, ele será tratado em cada momento da sua vida. Para que todos possam, em condições dignas, encontrar o seu lugar.


Octávio Carmo
(Agência Ecclesia)

Música e liturgia, que relação?




Fátima acolhe de 27 a 31 de Julho o XXXV Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica, este ano dedicado ao tema "Cantai ao Senhor com arte e com alma. A música na Liturgia".
Um conjunto de quatro conferências aborda os seguintes temas: "Como é bom cantar. Liturgia do homem e do universo". "Cantar porquê? Função da música na liturgia", "Cantar o quê? Características da música litúrgica" e "Cantar como? Com arte e com alma".
Como habitualmente, a Escola de ministérios abordará uma série de questões específicas: I - O canto dos ministros ordenados. II - Os cantores (salmistas, leitores...); III - Elementos de grupos corais; IV - O canto da assmbleia; V - Organistas e intrumentistas; VI - Responsável pela música litúrgica da paróquia; VII - O acólito na assembleia celebrante.

Ler mais

Adaptação: Mano Belmonte

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Brian Adams em selo no Canadá

Os correios do Canadá emitiram um conjunto de quatro selos dedicados a personalidades musicais, entre eles um é dedicado ao músico rock Bryan Adams. A nova série de selos, com uma emissão de quatro milhões de exemplares, tem a taxa única d 45 cêntimos.

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sábado, julho 25, 2009

Crónica de Coimbra


Assim vai o nosso país!

Em qualquer país, um político, um responsável de um alto cargo, uma figura pública, consequentemente reconhecida, demite-se quando é suspeito de "fraude", de "tráfico de influências", de crime de peculato, pedofilia ou de outra qualquer irregularidade lesiva dos elementares direitos dos cidadões. Em qualquer país civilizado e sério, onde é respeitada a Constituição, basta ser suspeito, que era, de imediato suspenso das suas funções.

Aqui, nada disso! Até se provar a culpabilidade em Tribunal, presume-se inocência. O processo vai-se arrastando através de averiguações, investigações, inquéritos, e, como é do conhecimento público, o Tribunal demora anos a resolver tais casos, lá continuam os suspeitos a ocuparem os seus cargos, exercendo-os, presunçosamente, como se nada fosse com eles. E, o que mais revolta, é que se apresentam sempre cheios de prosápia! Parecem os "donos do mundo"!

Exigem os maus entencionados a demissão dos ditos Senhores, por questão ética, de bom-tom, enfim, de justiça. Que ética? Que bom-tom? Que justiça? Os invejosos, os denegridores da imagem pública é que deviam ter ética, que abrem os noticiários análogos a julgamentos e sentenças condenatórias. Trata-se de um abuso de liberdade. Os nossos canais de televisão (portugueses), precisam de vender, precisam de enfrentar a concorrência diária, e como as audiências mantêm-se, quando não sobem, prova de que a maioria está do lado dos injustamente acusados. Das vítimas de cabalas. Para quê fechar portas a quem garante público? E depois, que diabo, são excelências acusadas, gente fina e gente fina é outra coisa! Não é qualquer "pé-descalço", que está ali a ser acusado! Não estão em jogo centenas de euros...mas milhões, muitos milhões e...isso sim! Isso já merece notícia de 1.a página. Que nos outros países não é assim? Pois devia ser. Nós, é que estamos certos. Eles, é que estão errados. Nós somos únicos, não nos esqueçamos! Viva Portugal! Como nós não há igual!

Cruz dos Santos
Coimbra/Portugal

Eu conto como foi - LUCÍLIA DO CARMO


Nasceu na bela terra alentejana, em Portalegre, no ano de 1920. É aos 17 anos de idade que se estreia no 'Retiro da Severa' sendo logo vista como um caso sério na forma como sabia interpretar

Casada com o empresário Alfredo de Almeida abrem em pleno Bairro Alto a 'Adega da Lucília' que mais tarde ficaria com o nome de 'O Faia' até os dias de hoje.
Ali cantaram fadistas afamados e de grande estirpe. De Alfredo Marceneiro um seu grande amigo a cantar no seu espaço, ou Tristão da Silva, Berta Cardoso ou Carlos Ramos entre tantos.

Lucília tinha aquele porte muito especial. Foi ao Brasil e conquistou multidões. Gravou infelizmente poucos discos. Mas a sua voz ficou registada maravilhosamente em temas inesquecíveis. 'Maria Madalena' e 'Foi na Travessa da Palha' dois fados que ainda hoje ninguém os cantou como a grande fadista.

Era uma senhora de sorriso franco, afável, de simpatia absoluta. Nos anos 80 encontrei-a tantas vezes no 'Faia' onde trauteava ou cantava mesmo a sério os seus êxitos maiores.

Era uma estilista do fado e segundo os entendidos era a voz, a figura, aquela raça fadista que surge de tempos a tempos. Uma mulher do séc. XX que marcou toda uma época.
Mãe de Carlos do Carmo, morreu em 1999.

Carlos Castro
Adapt: Mano Belmonte

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