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Capa exterior do último CD em alusão aos 50 Anos de Carreira de MB.

Capa exterior do último CD em alusão aos 50 Anos de Carreira de MB.
CD «50 ANOS DE CANTIGAS» (Compilação de 20 temas musicais de sucesso na carreira do artista Mano Belmonte)

Capa interior do último trabalho em CD "MB - «50 Anos de Cantigas».

Capa interior do último trabalho em CD "MB - «50 Anos de Cantigas».

MB - Resumo biográfico pelo Jornalista José Mário Coelho - Toronto/Canadá 2010

MB - Resumo biográfico pelo Jornalista José Mário Coelho - Toronto/Canadá 2010

APONTAMENTO PELA JORNALISTA LUSA CANADIANA FERNANDA LEITÃO

Jornal "Portugal Ilustrado" - Toronto/Canadá

Jornal "Portugal Ilustrado" - Toronto/Canadá

RECOMEÇAR...

-Recomeçar-

O ser humano é feito, entre outras coisas, de sonhos, ideais, expectativas...
O futuro, apesar dos percalços e obstáculos do presente, sempre se desenha com bons ventos, melhorias e conquistas. Por isso, sempre devemos prosseguir lutando, doando o melhor de nós na busca de objectivos e metas.
Neste percurso, à medida que nos esforçamos, alcançamos degraus intermediários e vitórias parciais que nos animam e estimulam em frente. Ser reconhecido pelos que nos cercam, parentes, amigos ou gente anónima, é um grande incentivo.
Dizer-lhes o quanto foi importante todo este carinho e amor dedicados ao longo dos anos, os elogios reconhecendo virtudes, tendo em mente que colhemos tudo o que plantamos nesta escalada da montanha da vida onde aprendemos a subir e a descer, cair e levantar, mas voltar sempre com a mesma coragem. Não desistir nunca de uma nova felicidade, uma nova caminhada, uma nova paisagem, até chegar ao topo da montanha .

Com mais de três décadas a vivermos na diáspora, fechamos os olhos tentando fazer uma retrospetiva das coisas boas e menos boas que nos aconteceram ao longo dos anos...Batemos de frente com um enorme painel branco na nossa mente, reprimimos a vontade de um choro convulsivo para, de imediato, pensarmos que, hoje, é um bom dia para enfrentar novos desafios...
Recomeçaremos por abrir novos espaços mentais e físicos. Aproximarnos-emos, dos familiares, dos velhos amigos, de pessoas alegres e sem preconceitos, da terra que nos viu nascer... Atirar para longe os ressentimentos, as mágoas, os melindres que impedem a felicidade entrar.
Dividirnos-emos entre duas Nações que amamos e repartiremos nosso coração entre chegadas e partidas, alegrias e ânsias.

Recomeçar uma nova vida é só uma questão de querer. Se quisermos. Deus quer.

Mano Belmonte













BLOG «Canções & Emoções» por Mano Belmonte

BLOG «Canções & Emoções» por Mano Belmonte

quinta-feira, julho 09, 2009

Crónica de Coimbra


Epidemia da gripe? Mas...porquê?

Tanto alarme assustador, devido a epidemia da gripe. Mas a gripe não existiu sempre? Mas...o que é a gripe? Não é uma constipação? Não é uma doença contagiosa resultante da infecção resultante da infecção pelo vírus "influenza", que, geralmente, infecta o tracto respiratório (nariz, seios nasais, garganta, pulmões e ouvidos)? A maior parte das pessoas recupera em uma a duas semanas. A gripe, como é do conhecimento público, é mais perigosa nas crianças pequenas, nos idosos, nos doentes com problemas do sistema imunitário (infectados pelo VIH ou transplantados), ou com doenças crónicas (pulmonares, renais or cardíacas). Anda p'raí toda a gente assustada, a correr para os "Bancos de Urgência" dos hospitais, devido a todo esse alarido difundido pelos canais da televisão. Mas...porquê?

Sabemos hoje, aliás desde há algum tempo já, que todos nascemos programados para vivermos mais ou menos 150 anos. Há notícias de pessoas que viveram até próximo dessa idade, pelo menos ultrapassaram em mais de duas décadas o século de existência, lá para a Geórgia, Uzbequistão, respirando bom ar, comendo produtos naturais, ignorando o "stress" e os fármacos. As doenças, os acidentes, em elevadíssima percentagem têm a sua origem nas condições sociais em que vivemos. Não se situam nem no lugar geométrico dos esforços do demónio e das inúmeras distracções de Deus, nem são obras dos insondáveis desígnios deste. Pura e simplesmente, resultam da má organização da vida humana, e do seu desacerto com a natureza.

Na Idade Média, e hoje ainda nos países subdesenvolvidos, a falta de higiene foi e é causadora de elevadas taxas de mortalidade infantil, as carências alimentares respondiam e respondem pelo raquitismo, por uma esperança de vida que consideramos agora curta. Mas são ainda as tensões da vida social ( o desemprego), o ar poluído, a alimentação irracional, pela sua composição, quantidade, frequência, modo de ingestão, tudo isto resultando de hábitos impostos pelas circunstâncias das relações sociais, o excesso do trabalho ou tão-só o seu ritmo dessincronizado, a ansiedade pelo dia de manhã, o desregramento, que provocam as doenças e os acidentes. Isso sim! Isso é que é uma epidemia! Um chefe de família, chegar a casa e deparar com sua esposa e filhos sem ter que lhes dar de comer! E haver outros...a "nadarem" em dinheiro, tipo "Ronaldos" e outros "craques" da bola!

Cruz dos Santos
Coimbra/Portugal

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quarta-feira, julho 08, 2009

SANTO TIRSO EM FESTA ! VISITEM ESTA ENCANTADORA CIDADE...










A última homenagem ao 'Rei da Pop'

"Só quero dizer que, desde que nasci, foi o melhor pai que poderia imaginar. Só quero dizer que o amo". As palavras da filha de Michel Jackson, Paris, foram a melhor homenagem que o 'rei da Pop' podia receber na última cerimónia de adeus, realizada esta terça-feira no Staples Center, em Los Angeles...

Ler notícia completa
Adapt: Mano Belmonte

terça-feira, julho 07, 2009


"SE A FÉ NÃO É PENSADA, É NADA, É VAZIA"
(Arcebispo Gianfranco Ravasi)

Foto do Dia


O PRIMEIRO DIA DAS FESTAS DE SAN FERMIN, EM PAMPLONA, NÃO CORRERAM COMO O ESPERADO PARA O CAVALEIRO ESPANHOL PABLO HERMOSO DE MENDOSA, QUE CAIU DOP CAVALO QUANDO EM PLENA FAENA.
(Joseba Etxaburde/Reuters/CM)

AS MINHAS FÉRIAS !...

Cristiano Ronaldo deixa 85 mil adeptos em delírio...

Oitenta e cinco mil pessoas vibraram ontem com Cristiano Ronaldo no Estádio Santiago Bernabéu, num espectáculo que o próprio presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, qualificou de "sem precedentes na história do futebol". Habituado às mordomias do futebol, ao mais alto nível, até Cristiano acusou a grandiosidade do momento, denotando grande emoção na altura de usar a palavra. "Impressionante", afirmou, confessando que nunca lhe passou pela cabeça haver tanta gente no estádio para o ver. "senti que as pessoas têm carinho por mim e tentei retribuir. Percebi logo que vou sentir mais pressão do que em Manchester", reconheceu, minutos depois de terminada a cerimónia de apresentação, lembrando que jogar no Real Madrid era um sonho de criança e que este foi um dos momentos mais maravilhosos da sua vida...

Ler notícia completa com VÍDEOS
Adaptação: Mano Belmonte

segunda-feira, julho 06, 2009

Crónica do Canadá

CRÓNICA DO CANADÁ

A nossa parte

É comum ouvirmos pessoas que reclamam da situação e continuam de braços cruzados.
De certa forma, é cómodo reclamar das coisas sem envolver-se com a solução para as mesmas.
No entanto, para que haja mudanças de profundidade, é preciso que cada um faça a parte que lhe cabe para o bem geral.
Reclamamos da desorganização, da burocracia, da corrupção, da falta de educação, da injustiça, esquecendo-nos de que a situação exterior reflete a nossa situação interior.
Não há possibilidade de fazer uma sociedade organizada, honesta e justa se não houver homens organizados, honestos e justos.
Em resumo, para moralizar a sociedade, é preciso moralizar o indivíduo, que somos cada um de nós, componentes da sociedade.
Se fizermos a nossa parte, sem darmos ouvidos "aos outros" que tentarão desanimar a nossa disposição, em breve teremos uma sociedade melhorada e mais feliz.

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Pensamento da Semana
"Se a fé não é pensada, é nada, é vazia".
(Arcebispo Gianfranco Davasi)

Mano Belmonte
http://manobelmontecantor.blogspot.com
manoamano@sympatico.ca

Vaticano


Vaticano restaurou capela com as últimas obras-primas de Michaelangelo

A Capela Paulina, completamente restaurada, foi inaugurada na semana passada, com vésperas solenes presididas pelo Papa. As obras foram apresentadas, no Palácio Apostólico do Vaticano.

Esta é a capela privada dos Papas e contém as últimas obras-primas de Michelangelo, pintadas em 1542 e 1550: a Crucificação de Pedro e a Queda de Paulo.
Os trabalhos de restauro custaram mais de 3 milhões de Euros, segundo explicou aos jornalistas o Cardeal Giovanni Lajolo, presidente de governo do Estado da Cidade do Vaticano.
"Estou muito contente por que os trabalhos se concluíram em coincidência quase simbólica com o final do Ano Paulino, como se previa numa reunião com a Comissão externa de especialistas, no dia 30 de Setembro de 2008", disse.

Após uma minuciosa investigação, os trabalhos na Capela Paulina começaram em 2004, a pedido de João Paulo II e sob a direcção do historiador de arte Arnold Nesserfrath, com um grupo de restauradores de pinturas vaticanas dirigido por Maurício De Luca.
Segundo De Luca, estes trabalhos representaram "a tarefa mais exigente enfrentada pelo Laboratório de Restauração de Pinturas dos Museus do Vaticano", não só pela extensão da surperfície, mas também "pela complexidade dos problemas do ponto de vista técnico e pelas decisõoes relacionadas com a restituição estética final".

Os trabalhos incluem também a instalação de uma nova iluminação, que permite apreciar melhor os frescos.

A Capela Paulina encontra-se no primeiro andar do Palácio Apostólico Vaticano, perto da Capela Sixtina. Deve o seu nome ao Papa Paulo II (1534-1549), que a mandou construir.

Além das obras primas de Michelangelo, esta capela conta com outras grandes obras da história da arte que representam algumas passagens dos Actos dos Apóstolos. Entre elas, encontram-se os frescos elaborados por Frederico Zuccari (Baptismo do centurião Cornélio) e Lorenzo Sabatini (Lapidação de Estevão, Baptismo de São Paulo na casa de Ananias, Queda de Simão e Mago).

Segundo o director dos Museus do Vaticano, António Paolucci, estas obras "contam os principais episódios da vida dos santos Pedro e Paulo, fundamentos da hierarquia e da doutrina".


Fonte: Agência Ecclesia
Adaptação: Mano Belmonte


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sábado, julho 04, 2009

VÍDEOSCLIPS: Entrevista com Mano Belmonte na Rádio-CHIN


Entrevista no programa 'Dois dedos de conversa' com Mano Belmonte na Rádio Internacional - CHIN - Apresentada e produzida por Cristina da Costa .

Mano Belmonte de alma e coração abertos: "A canção 'De Rosa ao Peito' (Rosa Branca) não é da Mariza... moralmente a mim me pertence"!...

Entrevista documentada com fotos e outros documentos nunca antes apresentados em público.

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VÍDEOclip N.o 1 ============ VÍDEOclip N.o 2


Homenagem mais que merecida


RUY DE CARVALHO E EUNICE MUNOZ FORAM AGRACIADOS COM O GRAU DE DOUTOR HONORIS CAUSAM ATRIBUÍDO PELA UNIVERSIDADE DE ÉVORA. OS ACTORES DEDICARAM A DISTINÇÃO A TODA A CLASSE TEATRAL.
(Nuno Veiga/Lusa/CM)

sexta-feira, julho 03, 2009

Carta do Canadá - Fernanda Leitão


GAFFES PARA A HISTÓRIA

O parlamento português é como aquele anúncio do brandy Constantino: a fama vem de longe. Mais precisamente, vem dos finais da Monarquia: ali, sem reticências, Afonso Costa rosnava pela morte do Rei D. Carlos e outros chegaram a difamar a Rainha Dona Amélia. No período da I República, o parlamento refinou a má criação e, transformado em mercado de peixe, viu cadeiras partidas e até um deputado de arma em punho. O interregno salazarista não introduziu educação no país, mas optou pela repressão, e todos ali tinham de ser como o homem de Santa Comba Dão: palavras medidas, cigarros nenhuns e chapéu de feltro no final dos trabalhos. Era a verdadeira clonagem do ditador.
Com a revolução do 25 de Abril de 1974, cedo se viu que o parlamento iria repetir a prática do parlamento saído da revolução do 5 de Outubro de 1910.
Em boa verdade, há já muito tempo que o povo olha, desgostoso e revoltado, para aquele pátio que é obrigado a pagar.
Por aquela sala de sessões tem passado tudo: palavrões, ameaças, difamações, graçolas, mentiras, o que se queira.
Nos anos 80 até por lá passou uma deputada italiana, a Cicciolina, que exibiu um farto seio a sobrar-lhe do decote, porque era uma rapariga muito dada e generosa, e os deputados não reclamaram nem se lembraram do "respeito à instituição". Uma ocasião a poetisa Natália Correia, então deputada, escreveu uns apimentados e bréjeiros versos a um colega que tinha ideias feitas acerca do acto sexual, e todos se riram muito, o que se compreende porque o tal era da direita. Acrescente-se a isto as difamações e mentiras que por ali têm rolado alegremente.
No entanto, agora que Manuel Pinho, o demitido ministro da Economia, perdeu as estribeiras e esticou os polegares junto à testa, talvez a chamar garraio ao garoto que o estava a querer espezinhar, os comunistas gritaram que nem virgens ofendidas. Todos ele estalinistas, os do PC que herdaram de Álvaro Barreirinhas Cunhal, aqueles dum bloco dirigido por um sujeito que parece uma sandes de caviar em pão saloio e também aqueles que são melancias, verdes por fora e vermelhos por dentro. Mas todos da mesma matriz e bebendo da mesma fonte.
E no entanto, essa gritaria não ficará para a história. Para a história ficam as palavras dos pimpões que afrontam essa gente que, embora eles julguem que não, o chamado povo unido detesta e em quem não confia. Um bom exemplo disso foi dado pelo almirante Pinheiro de Azevedo que, sendo primeiro ministro a quando do cerco que os comunistas fizeram ao parlamento, foi à varanda de São Bento, em transmissão televisiva directa para o país, os mandou, alto e bom som, abaixo de Braga. Pinheiro de Azevedo, que era bom homem, não seria bom primeiro ministro, ou não teria tido oportunidade de o ser, mas o povo recorda-o com carinho, e secreto orgulho, por ele ter dito o que o país inteiro queria ter dito. Vai acontecer o mesmo com Manuel Pinho. Basta conhecer o povo português, o povo do interior, o povo do trabalho. E também basta correr os comentários de leitores nos jornais e e o que vai pelos blogues.
Porque, para quem não sabe e para quem já se esqueceu, os comunistas não querem um regime democrático em Portugal e tudo farão para o deitar abaixo. Legítimos e directos herdeiros de Cunhal, o cão fiel da União Soviética das purgas, dos gulags e dos assassinatos, estes de agora não esquecem o que ele disse, em 1975, numa entrevista a Oriana Fallaci: antes queria uma ditadura, ainda que sangrenta como a de Pinochet, do que uma democracia burguesa. Se ainda os temos a fazer confusões e misérias, a Melo Antunes e à cobardia geral o devemos, pois as contas deviam ter sido acertadas no 25 de Novembro. Como, de resto, as contas com a pide e o salazarismo deviam ter sido feitas em 1974. Essa cobardia deu nesta misturada fatal. O que é perigoso.

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SANTO TIRSO : Festas de S. BENTO




quinta-feira, julho 02, 2009

Crónica de Coimbra


O nosso Portugal querido...!

Desventrado, retalhado em fracções...este "jardim à beira mar plantado", lá vai sobrevivendo debaixo de um "temporal" de corruptos e não só! Somos uma ponte de terra a entrar pelo oceano adentro. Os ventos que nos trazem as chuvas ácidas, trazem-nos também sementes de toda a bacia mediterrânea, do Norte de África, do Norte da Europa, Brasil, do México e agora até da Guiné, São Tomé, Ucrânia, Polónio, e Cuba! Tudo vem cá parar! Não plantado, mas semeado à beira mar, pelas sementes trazidas pelos ventos, em Portugal tudo se dá, desde cactos, vindos das securas mexicanas, passando pelos líquenes, até bananeiras tropicais e outros "manjericos" pertencentes " à raia miúda", ou aos "raios que os partam a todos"!

E homens houve, no tempo dos Descobrimentos, que de mais remotas paragens nos trouxeram espécimes exóticos que por cá vegetam. Não nos falta nada! Foi a tuberculose, as hepatites, as cirroses, a droga, seguido dos HIV (Sida) e, actualmente até os vírus da gripe dos tipos A e B, que estão normalmente associados a epidemias que podem originar hospitalizações ou morte. Tudo por cá tem passado. Das culturas tradicionais, entre nós, destacava-se da vinha. Tempos houve em que se disse que "beber vinho dá de comer a um milhão de portugueses". Hoje, diz-se: "beber vinho...dá uma diarreia danada a dois milhões de "Tugas"! Está tudo mudado. Mudam-se os tempos e mudam-se as vergonhas. É que, naquela altura, perseguiam-se os "mixordeiros", e estes, eram presos e "arrotavam" com pesadas multas. Hoje, com esta coisa da União Europeia, tendes vinhos loteados. Vive-se de expedientes. A contingência dos crimes económicos retira-lhes frequentemente a censura ética por parte das populações. O que, se no caso dos contrabandistas tem conotações românticas, no dos "mixordeiros" a uma atitude que leva a minimizar as normas morais, que é o chamado laxismo!

Pelo menos o chamado vinho do Porto continuará a provir das encostas alcantiladas do Douro, esperamos todos. Graças à Grã-Bretanha. É que as culturas forrageiras sempre foram incipientes. Tínhamos hortas, alguns pomares; tínhamos pesca (boa sardinha, peixe espada, carapau, polvo e outros). Tínhamos uma agricultura, com boa uva, doces laranjas, dióspires, boas peras, bananas da Madeira, maçãs, cereja, ameixas, pêssegos, etc., etc...Hoje...temos mangas, cajus, maçã da Índia, e outras frutas oriundas do equador, da Venezuela, do Brasil e do "Cú de Judas"! Até os pinhais, que fizeram ouvir uma "voz da Terra ansiando pelo mar", fruto da visão ampla de um rei "plantador de naus a haver", na metáfora arguta do poeta, vão sendo substituídos por eucaliptais, para a produção da pasta do papel, sôfregos que secam a terra. Nesta época de busca de lucros rápidos ninguém mais replanta um pinhal que leva quarenta anos a fazer-se!

Ai Portugal, Portugal...quem te viu e quem te vê?!

Cruz dos Santos
Coimbra/Portugal

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"NA MISTURA DO VERDADEIRO COM O FALSO, O VERDADEIRO RESSALTA A FALSIDADE E O FALSO IMPEDE QUE ACREDITEMOS NO VERDADEIRO"
(autor desconhecido)

Foto do Dia


FOI DIVULGADA O QUE SE SUPÕE SER A ÚLTIMA FOTO DE MICHAEL JACKSON. FOI TIRADA A 23 DE JULHO, DOIS DIAS ANTES DA MORTE, DURANTE UM ENSAIO. O CANTOR TINHA AGENDADOS 50 CONCERTOS. O PRIMEIRO OCORRERIA NO INÍCIO DE JULHO, EM LONDRES.
(Kevin Mazur/Reuters/CM)

terça-feira, junho 30, 2009

Viagem única






Tem razão quem diz que os homens são o contrário das montanhas. Ao longe parecem grandes. Próximos, nota-se a sua pequenês. Ao contrário das montanhas. O nosso próximo é mesmo um problema. Próximo, no lugar e no tempo. De tal modo que muitas análises sociais, políticas, culturais e religiosas consideram sempre melhor o que está longe no tempo e no espaço. Assim se descrevem as maravilhas do passado. Nas famílias, nas escolas, nas canções, na Igreja, na vida política e nessa espécie de praga democrática que é a intervenção telefónica em fóruns de rádio e televisão.
Se não se fala do passado evoca-se o distante: para lá muito a Norte ou muito a Sul. Mas distante, inacessível, burilado pela imaginação ou pelo indemonstrável. Para facilitar, diz-se "lá fora, no estrangeiro". Enfim, tudo o que não é aqui ou agora.
Esse é o problema: fugir ao que está ao nosso alcance e ocupa o nosso quotidiano, as nossas conversas, as anedotas que contamos, as preocupações que revelamos, aquilo para que a língua está sempre afiada, distanciando-nos da responsabilidade, do compromisso, do interesse mínimo em oferecer o nosso contributo para a resolução. Divertindo-nos com o enigmas para nos esquivarmos ao compromisso e acção concreta.
Esta é uma questão essencial no lugar e no momento que atravessamos. O lugar é muito mais que o pequeno rectângulo a que temos relutância, em certos momentos, de chamar pátria, húmus donde provimos e donde queremos um dia partir. Dizemos que é "este país" para que nos não atinja nem comprometa, nem sequer envolva. Vamos resolvendo o nosso imediato e gerindo o resto de sorte que nos toca, de não estarmos sem abrigo e termos sobre a mesa, ainda que nunca abundante ou mesmo um pouco embolorado, o pão de cada dia.
A decisão é exactamente esta: a nível individual e colectivo assumirmos que este é o nosso tempo e o nosso lugar, onde estamos "inscritos" na história e onde o nosso remo não pode ser entregue a mais ninguém.Esta é a nossa onda, o nosso mar e a nossa única viagem antes do eterno. Quem somos nós para nos colocarmos numa varanda imaginária a ver passar um cortejo a que queremos ser alheios? O nosso lugar, a nossa vocação cristã é aqui e agora.

António Rego

Adaptação: Mano Belmonte

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IRONIA NO SEU MELHOR






90 pessoas apanham a gripe suína e
toda a gente quer usar uma máscara.

Um milhão de pessoas tem SIDA e ninguém
quer usar um preservativo.

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Gigantescos...mas leves

Os maiores animais que já andaram sobre a superfície terrestre podem não ter sido tão grandes quanto se imaginava. De acordo com um estudo da Universidade do Estado de Colorado, alguns dinossauros teriam menos de metade do peso corporal que estimamos actualmente...

Notícia completa
Adapt: Mano Belmonte

Quantos cisnes há no Tamisa?

Contar os cisnes do rio Tamisa pode parecer uma excentricidade, mas é uma tradição da casa real britânica que remonta ao século XII. A contagem deste ano foi anunciada e terá lugar entre os dias 20 e 24 Julho...

Notícia completa
Adapt: Mano Belmonte

sexta-feira, junho 26, 2009

Frase do Dia


"SABER E NÃO FAZER AINDA NÃO É SABER"
(Sabedoria Oriental)

Foto do Dia


CRIANÇAS PARTICIPAM NA FESTA DE RATH YATRA, UMA CELEBRAÇÃO RELIGIOSA ANUAL, NA CIDADE DE HIDERABAD, NO SUL DA ÍNDIA.
(Karishnendy Halder/Reuters/CM)

Igreja e crise


Os portugueses sofrem na pele as consequências da crise que se abateu sobre a sua economia, mas já começam a ficar imunes ao autêntico bombardeamento noticioso que todos os dias explora o tema, das mais diversas maneiras. Nesse conjunto de notícias, histórias, dramas e casos de polícia entram, também, as receitas mais ou menos milagrosas que muitos daqueles que não deram pela crise a rebentar querem agora apresentar para se sair da mesma.

A Igreja Católica, ao reflectir sobre estes temas, deve evitar aparecer como mais uma "receitadora" perante a crise, até porque o seu notável trabalho junto daqueles que mais sofrem a torna uma voz muito mais autorizada do que aqueles que têm da pobreza apenas a imagem que lhes chega pela televisão ou nas fotos dos jornais.

Ao pedir uma nova pedagogia social, na sequência das suas últimas Jornadas Pastorais - num documento conclusivo que vale a pena ler com atenção - os Bispos do nosso país admitiam que as profundas mudanças que vivemos obrigam a inovação e criatividade. A crise é nova e seria impensável usar receitas do passado - lá está - para a tentar resolver.

Verdade seja dita, neste novo paradigma de vida cabem muitos dos valores que a Igreja sempre defendeu para as suas comunidades e para a sociedade. Por algum motivo, a mensagem não passou e isso, só por si, seria um motivo de reflexão muito sério num país com mais de 2 milhões de pobres, apesar de uma grande maioria da população se declarar católica.

"Ser católico" poderia, pura e simplesmente, surgir como o caminho que os líderes da Igreja têm a apontar aos seus fiéis, desde que se tirem dessa profissão de fé e de estilo de vida todas as suas consequências políticas, sociais, e conómicas e culturais. O pudor com que muitos abordam o seu catolicismo, na praça pública, torna menos visível esta dinâmica de cidadania que está presente nos baptizados que assumem a fundo esta condição.

A desilusão gerada pelo fim de um ciclo, na vida mundial, torna ainda mais pertinente de esperança mais transformadora do que geradora de pessoas acomodadas, à espera do fim dos tempos, indeferentes ao correr dos dias.

A nova encíclica de Bento XVI poderá vir, neste contexto, a ser um sinal gigante deste atenção da Igreja aos efeitos da crise, com um conjunto importante de orientações e de estimulos em tempos novos, ainda com desfecho incerto.

Octávio Carmo
Agência Ecclesia

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Michael Jackson: coração trai estrela da pop

O cantor norte-americano Michael Jackson morreu esta quinta-feira, na sua residência de Los Angeles, aos 50 anos, vítima de paragem cardíada. Tinha ao seu lado o seu médico pessoal que chamou os bombeiros. Quando estes entraram em casa o cantor já não estava a respirar, mas terão tentado ressuscitá-lo, levando-o para o hospital da Universidade da Califórnia...

Ler notícia completa com VÍDEO

Adaptação: Mano Belmonte

Portugal Ilustrado ONLINE


PORTUGAL ILUSTRADO ONLINE
EDIÇÃO DE 25 DE JUNHO-2009

http://home.eol.ca/~azorean/

quinta-feira, junho 25, 2009

O encontro desejado


Mano Belmonte, fez questão em se encontrar com o Mestre da Guitarra Portuguesa - António Chainho - aquando da sua visita a Toronto para um Concerto no Dia de Portugal , de Camões e das Comunidades Portuguesas que os responsáveis da 'ACAPO' tiveram a feliz ideia em convidar este "Mago" da guitarra e do fado português .
Lembramos, que estes dois artistas, ficaram amigos aquando de uma digressão artística pela província do Ontário (finais dos anos 80) a convite de "Santos-Records" e que tinha como cabeça de cartaz o famoso fadista Carlos do Carmo.
Este encontro, veio solidificar ainda mais a amizade e admiração mútua que o tempo e a distância nunca desfez.

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António Chainho, veterano guitarrista, este alentejano tem sido um dos nomes mais activos na procura e criação de uma nova música... que, partindo do fado, valoriza a guitarra portuguesa.

Natural de S. Francisco da Serra, perto de Santiago do Cacem, onde nasceu em 1938. António Chainho começou a tocar guitarra com o pai, que lhe deu algumas lições, mas é essencialmente um auto-didacta, aprendendo com os instrumentistas que ouvia na rádio.

É só quando vem para Lisboa cumprir o serviço militar (que o levará a Moçambique) que inicia o acompanhamento de artistas, estreando-se profissionalmente em 1960 numa colectividade lisboeta, começando então a ganhar a vida como guitarrista.

Ao longo da sua carreira, acompanhou nomes como Alfredo Marceneiro, Hermínia Silva, Carlos do Carmo e, em 1983, participou na gravação do célebre álbum de Rão Kyao 'Fado Bailado'.

Curiosamente, embora admita que gosta mais de acompanhar do que de tocar como solista, devem-se-lhe dois recentes discos que procuram alargar o fado: 'A Guitarra e Outras Mulheres', onde contou com a participação de vozes não ligadas ao fado como Teresa Salgueiro (dos Madredeus), Filipa Pais, Marta Dias ou Elba Ramalho, e 'Lisboa Rio', com a presença de Ney Matogrosso, Paulinho Moska ou Virgínia Rodrigues.


Fonte: Painel do Fado

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Papa visita relíquias do Padre Pio



Bento XVI visita a localidade de San Giovanni Rotondo, no Sul da Itália, onde se encontra sepultado o S. Pio de Pietrelcina.

Milhares de pessoas têm passado pelo local desde Abril deste ano, altura em que se iniciou a exibição dos restos mortais do Padre Pio, um dos santos mais venerados do país, canonizado em 2002 por João Paulo II. A iniciativa assinala o 40.o aniversário da morte do Santo.

O corpo sepultado em Setembro de 1968, quatro dias depois da sua morte, foi exumado em Março de 2008, no santuário de San Giovanni Rotondo, por uma comissão médica, em bom estado de conservação, sem sinal dos famosos estigmas, que apareceram em 1911 e desapareceram pouco antes da sua morte.

O corpo do Padre Pio permanece em exposição até Setembro, com o rosto coberto por uma máscara de silicone. Espera-se a passagem de quase 750 mil peregrinos de todo o mundo durante este período de veneração das relíquias do Santo de Pietrelcina.

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MARIA DA FÉ: "queria ser cabeleireira mas o fado era destino"...

Ela não escolheu. Foi o fado que a apanhou e nunca mais a deixou. Maria da Fé celebra 50 anos de Carreira sem que a voz lhe doa. E diz que "Valeu a pena"...

Leia a entrevista
Adaptação: Mano Belmonte

SANTO TIRSO: Câmara Municipal 'comVIDA'


quarta-feira, junho 24, 2009

Vídeoclip: Parabéns Maria Fernanda !...


FOI NO PASSADO FIM DE SEMANA QUE A DUPLA
'CIRV-RADIO' E 'FESTIVAL PORTUGUÊS-TV', ORGA-
NIZARAM, COMO VEM SENDO HÁBITO ANUALMENTE
- O PORTUGAL DAY - .
UM FESTIVAL, ONDE TUDO E TODOS SÃO "REIS" E A MÚSICA É "RAINHA!

"RAINHA", TAMBÉM O FOI (era seu dia de aniversário) A
POPULAR E PROFISSIONAL LOCUTORA - MARIA
FERNANDA - QUE, 'DE SERVIÇO' VIU-SE RODEADA DE
CARINHO E AMIZADE PELO PRESIDENTE FRANK ALVAREZ,
ESPOSA, COLEGAS,AMIGOS E ADMIRADORES, PRESTANDO-LHE
UMA PEQUENINA HOMENAGEM MAS CHEIA DE SIGNIFICADO
POR SER ANIVERSARIANTE .
COINCIDIU ESTARMOS PRESENTES E REGISTAMOS O ACONTE-
CIMENTO COM MUITO AGRADO, JÁ QUE SE TRATAVA DE UMA
AMIGA A QUEM QUEREMOS E ADMIRAMOS MUITO.
AQUI, FICA O REGISTO (surpresa) PARA A PROSTERIDADE.

Mano Belmonte
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terça-feira, junho 23, 2009

Frase do Dia


"O PRIMEIRO DOS BENS DEPOIS DA SAÚDE, É A PAZ INTERIOR"
(Abraham Lincoln)

Foto do Dia


"A PONTE DE WARTERLOO FOI UM DOS PALCOS DA PASSAGEM DO CORTEJO DOS CICLISTAS NUS BRITÂNICOS. INSERIDO NA 6.a MANISFESTAÇÃO INTERNACIONAL DE CICLO-NUDISTAS, O PASSEIO REPETIU-SE NOUTRAS CAPITAIS E VISA PROTESTAR A CULTURA DO AUTOMÓVEL E DO PETRÓLEO".
(Luke Macgregor/Reuters/CM)

Crónica de Coimbra


CRÓNICA DE COIMBRA

Todos querem ser artistas e doutores

Sabem, porventura, quantos jovens aderiram ao "casting" para actores da série "Morangos com açúcar"? Não? Cerca de trinta mil! Vieram de todo o lado, utilizando os mais variados meios de transporte, para chegarem ao local, onde os sonhos formam a escadaria para o céu. Ou seja, ser famoso! Ser artista, ser "vip", ser aplaudido e conhecido. Nada mais importante na vida. E as aulas? Aulas? Que valor têm as aulas, quando comparadas com ilusões?

Ponderado o caso, acho que na verdade as aulas não interessam para nada. Que importa a escola? Não é um que marcará diferença nestes estudantes, já que ir ou não ir ás aulas resulta no mesmo: não aprendem mais nem menos. E um ano nos "Morangos" rende muitíssimo mais do que 5 anos na escola. Porque um lugar na série corresponde à porta aberta para os doces campos da felicidade sem fim. "O que é doce nunca amargou" - lá diz o ditado.

Entretanto, a falta de canalizadores, mecânicos autos, electricistas, técnicos de fotografia, de electrodomésticos, incluindo televisões e computadores, bem como pintores ou estucadores, pedreiros ou ladrilhadores, faz-se sentir cada vez mais. Não os há, e os que existem, chegam a ganhar mais do que um médico ou um advogado! Em Portugal, todos querem ser doutores, dançarinos, artistas e cantores. Mas por que razão, os jovens e não só (desempregados), não se viram para os cursos técnico-profissionais? Porque não se vê aí a saída para a crise de empregos? Porque razão, não incentivar, ou não investir nesses cursos de formação técnica? É que os doutores, não têm conhecimentos, nem disposição, nem tempo para repararem esquentadores. Resultado: vêem-se em "palpos de aranha" para conseguirem tomar banho. Depois há aqueles que, não sendo doutores, mas são artistas (gente famosa, Vip's), procedem como se fossem. Resultado: também não arranjam o televisor e muito menos o computador. Finalmente há os que, não sendo doutores, e não procedendo como se o fossem, não conseguem igualmente consertar a máquina de lavar. Resultado: têm de recorrer a um técnico. E o recurso a um técnico, requer dinheiro. Bastante dinheiro. O técnico pede o que quiser, "tem a a faca e o queijo na mão", pois sabe que o prejudicado com a avaria do material fica ainda mais prejudicado se o não mandar reparar. Problema com o prejudicado não se confrontaria, se tivesse seguido um curso técnico.

Pensem nisso!

Cruz dos Santos
Coimbra/Portugal

domingo, junho 21, 2009

Carta do Canadá

LADINA E PERIGOSA

Os políticos cegam de avidez pela comunicação social, principalmente pela televisão, a ponto de se suspeitar que são feitos pela propaganda e não pela competência, a moral e os valores cívicos. Chega a medir-se a importância de um político pelo tempo de antena que lhe é concedido diariamente. Muitos políticos há que se tomam por superiores e importantes pelo facto de estarem constantemente a ser solicitados pela televisão. É assim que se arranjam os sarilhos... Poucas semanas depois do 25 de Abril de 1974, apareceram na RTP uns entrevistadores, recrutados em vários escalões profissionais, que, à falta de competência jornalística e de bom senso, se arvoraram em juízes de pacotilha e transformaram as entrevistas em verdadeiros tribunais populares. Preciso era liquidar, espezinhar, insultar. Inesquecível um deles, um jovem advogado, filho de professor universário, que exibia uma barbicha mefistofélica e uns cabelos ao vento, porque se excedia na chicana, no insulto, no desprezo com que tratava aqueles que suspeitava não serem esquerdistas extremos como ele. Confesso que ainda hoje não compreendo como os entrevistados-réus não saíram porta fora, depois de assentarem um par de estalos no galaroz, ali, em cena aberta, diante do país todo. Mas o medo era muito. No entanto, graças à transmissão directa pela televisão, esse e outros entrevistadores ficaram detestados para sempre. A televisão foi-lhes sepultura política. No lado oposto do espectro ideológico, a cena repetiu-se. Há dias a RTP transmitiu em directo a inquiração de Victor Constâncio, Governador do Banco de Portugal, por uma comissão parlamentar em que todos, com sublinhado para um jovem deputado, foram exímios na tentativa de achincalhar. Esquecidos que, semanas antes, a mesma RTP transmitiu em directo a galhofa entre eles e o Senhor Oliveira e Costa, preso por malfeitorias no BPN. Essas risadas tiveram o efeito de uma bofetada no vasto eleitorado que, em Portugal e na Emigração, seguem a triste situação da Pátria. E, portanto, os arreganhos coléricos da inquiração a Victor Constâncio tiveram para nós uma leitura desagradável: tinha de ser assim, porque não era das águas partidárias dos inquisidores. O tempo vai passar sobre isto, como passou em 1974 sobre o que conto acima. Mas, porque estes senhores não percebem que a televisão é perigosa e ladina, ficam rotulados para muitos anos. Assim o terão, porque assim o querem. Não está em causa o mais ou menos correcto que foi o Banco de Portugal. Está em causa, sim, os dois pesos e duas medidas, a partidarite nauseabunda que tem desgraçado Portugal.

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Crónica do Canadá


CRÓNICA DO CANADÁ

A difícil arte de dizer não aos filhos

Costuma dizer "não" aos seus filhos?
Considera fácil negar alguma coisa a essas criaturinhas encantadoras e de rostos angelicais que pedem com tanta doçura?
Uma conhecida psicanalista e educadora deste País numa entrevista televisiva alertou dizendo que não é fácil dizer não aos filhos, principalmente quando temos os recursos para atendê-los.
Afinal, perguntamo-nos, o que representa um carrinho a mais, um brinquedo novo se temos dinheiro necessário para comprar o que querem? Por que não satisfazê-los?
Se podemos sair de casa escondidos para evitar que chorem, para que provocar lágrimas?
Se lhe dá prazer comer todos os bombons da caixa, para que fazê-lo pensar nos outros?
E, além do mais, é tão fácil e mais agradável sermos "bonzinhos"...
O problema é que ser pai é muito mais que apenas ser "bonzinho" com os filhos. Ser pai é ter uma função e responsabilidade sociais perante os filhos e perante a sociedade em que vivemos.
Portanto, quando decidimos negar um carrinho a um filho, mesmo podendo comprar, ou sofrendo por lhe dizer "não", porque ele já tem outros dez ou vinte, estamos a ensiná-lo que existe um limite para o ter.
Estamos, indirectamente, a valorizar o ser.
Mas quando atendemos a todos os pedidos, estamos dando lições de dominação, colaborando para que a criança aprenda, com o nosso próprio exemplo, o que queremos que ela seja na vida: uma pessoa que não aceita limites e que não respeita o outro enquanto indivíduo.
Temos que convir que, para ter tudo na vida, quando adulto, ele fatalmente terá que ser extremamente competitivo e provavelmente com muita "flexibilidade" ética, para não dizer desonesto. Caso contrário, como conseguir tudo? Como aceitar qualquer derrota, qualquer "não" se nunca lhe fizeram crer que isso é possível e até normal?
Não se defende a ideia de que se crie um ser acomodado sem ambições e derrotista. De forma alguma. É o equilíbrio que precisa existir: o reconhecimento realista de que, na vida às vezes se ganha, e, em outras, se perde.
Para fazer com que um indivíduo seja lutador, um ganhador, é preciso que desde logo ele aprenda a lutar pelo que deseja sim, mas com suas próprias armas e recursos, e não fazendo-o acreditar que alguém lhe dará tudo, sempre, e de "mão beijada".
Satisfazer as necessidades dos filhos é uma obrigação dos pais, mas é preciso distinguir claramente o que são necessidades do que é apenas consumismo caprichoso.
Estabelecer limites para os filhos, é necessário e saudável.
Nunca se ouviu falar que crianças tenham adoecido porque lhes foi negado um brinquedo novo ou outra coisa qualquer. Mas já se teve notícias de crianças que se tornaram agressivas quando ouviram o primeiro não, fora de casa. Por essa razão, se amamos os nossos filhos, vale a pena pensar na importância de aprender a difícil arte de dizer não.
Vale a pena pensar na importância de educar e preparar os filhos para enfrentar tempos difíceis, mesmo que eles nunca cheguem.
O esforço pela educação não pode ser desconsiderado.

Pensamento da Semana

"É melhor acender uma vela que amaldiçoar a escuridão"
(Confúncio)

Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca
http://manobelmontecantor.blogspot.com
www.venuscreations.ca/ManoBelmonte

sábado, junho 20, 2009

Frase do Dia



"DEUS ABENÇOA OS QUE, PACIENTEMENTE, SUPORTAM A PROVAÇÃO. NO FINAL, RECEBERÃO A COROA DA VIDA, QUE DEUS PROMETEU AOS QUE O AMAM"
(Autor desconhecido)