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Capa exterior do último CD em alusão aos 50 Anos de Carreira de MB.
CD «50 ANOS DE CANTIGAS» (Compilação de 20 temas musicais de sucesso na carreira do artista Mano Belmonte)
Capa interior do último trabalho em CD "MB - «50 Anos de Cantigas».
MB - Resumo biográfico pelo Jornalista José Mário Coelho - Toronto/Canadá 2010
Jornal "Portugal Ilustrado" - Toronto/Canadá
RECOMEÇAR...
BLOG «Canções & Emoções» por Mano Belmonte
quarta-feira, janeiro 14, 2009
Imigração...

IMIGRANTES SÃO FUNDAMENTAIS PARA O AUMENTO DA TAXA DE NATALIDADE PORTUGUESA
Portugal é um dos países europeus onde o número de nascimentos aumentou entre 1997 e 2006 graças à comunidade imigrante, indica um estudo publicado pelo instituto alemão Marx Planck.
O estudo refere que a imigração levou a uma melhoria dos índices de natalidade em toda a Europa, numa altura em que as percentagens de natalidade em todos os países europeus são baixos demais para manter o actual nível de população no continente.
O documento do Instituto Max Planck de Investigações Demográficas, com sede em Rostock, norte da Alemanha, adianta que em Portugal, Espanha, França, Itália, Áustria, Alemanha, Holanda e no Reino Unido, os imigrantes fizeram aumentar a taxa de natalidade de três para oito por cento entre 1997 e 2006.
Segundo o estudo, o número de nascimentos no norte e ocidente da Europa é mais elevado do que no leste e sul do continente.
Ao chamado nível de substituição da população - 2,1 nascimentos por mulher - só se aproximam, segundo o estudo, a França, Reino Unido, Irlanda e os países nórdicos, onde a natalidade oscila entre 1,8 e 2 filhos.
Os países de língua alemã e outros Estados do centro, este e sul da Europa têm índices de natalidade muito inferiores, nomeadamente entre 1,3 e 1,5 nascimentos, indica o estudo.
A diminuição de nascimentos na Europa é explicada pelos sociólogos pelo facto de as pessoas adiarem cada vez mais a constituição de uma família devido a questões de insegurança laboral e de estudos prolongados.
"Nos países nórdicos, onde a infra-estrutura para o cuidado dos menores está muito desenvolvida e onde os homens assumem com frequência tarefas no lar, a decisão de procriar é mais fácil", sublinham os investigadores que realizaram o estudo.
Segundo os especialistas alemães, a mudança cultural e de valores em relação à constituição de uma família, no norte e no ocidente da Europa nas décadas de 60 e 70 do século XX, conduziu a uma forte queda da natalidade.
O estudo refere, no entanto, que essa tendência se inverteu e a "até agora negativa relação entre a mudança cultural e de valores face aos índices de natalidade adquire um movimento positivo".
Fonte: Agência Lusa
Adaptação: Mano Belmonte
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Curiosidades - Dicas de Casa -

- EVITE O APARECIMENTO DE INSECTOS E DE BOLOR NOS GRÃOS GUARDADOS POR ALGUM TEMPO. COLOQUE ENTRE ELES UM DENTE DE ALHO COM CASCA.
- PARA TIRAR O CHEIRO DE ALHO DAS MÃOS, ESFREGUE PÓ DE CAFÉ USADO NELAS, LAVANDO-AS EM SEGUIDA, SEM ESFREGAR UMA MÃO NA OUTRA.
- PARA CONSERVAR O AROMA DO CAFÉ, JUNTE UM POUCO DE AÇÚCAR NO PÓ E GUARDE-O NE GELADEIRA, NUM POTE BEM FECHADO.
- PARA O TORRESMO FICAR "PURURUCA", COLOQUE SOBRE ELES UMA COLHER DE SOPA DE VINAGRE. MISTURE BEM E FRITE EM ÓLEO BEM QUENTE. QUANDO ESTIVEREM DOURADOS, RESPINGUE AGUARDENTE ... TENHA CUIDADO PARA NÃO PEGAR FOGO.
Foi inaugurada no dia 13 de Janeiro,em Lisboa, a exposição colectiva de pintura "O Padre António Vieira nos Açores". A mesma é assinada por onze artistas açorianos.
A exposição colectiva de pintura, intitulada -Padre António Vieira nos Açores- vai estar patente em Lisboa, no Palácio da Independência, a partir da próxima terça-feira.
Esta é uma exposição dedicada à obra do padre jesuita do século XVII e que poderá ser visitada até ao final do mês. Foi inaugurada pela presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, Berta Cabral, e pelo vice-reitor da Universidade dos Açores, Brandão da Luz. Presentes, também, estarão seis dos onze artistas plásticos que se associaram às comemorações vieirinhas, bem como o presidente da Comissão Organizadora de 2008 Ano Vieirinho.
Em Lisboa, esta exposição terá como mote - Uma interpretação da obra de António Vieira... em terra onde os montes são vivos...-. As pinturas evocam a importância da passagem do Padre António por Ponta Delgada, revelendo na tela uma interpretação pessoal de excertos tirados de alguns dos sermões do padre como o 'Sermão de Santa Teresa', o 'Sermão 5a Domingo da Quaresma' e o 'Sermão ao Enbterro dos Ossos dos Enforcados'.
Fonte: Agência Ecclesia
Adaptação: Mano Belmonte
terça-feira, janeiro 13, 2009
PARABÉNS Cristiano Ronaldo !
Cristiano Ronaldo conquistou na segunda-feira (dia 12) o Prémio para o Melhor Jogador de Futebol (no mundo) em 2008.Emocionado, o jogador português agradeceu à família, ao empresário e aos amigos.
(Stefen Schmidt/CM)
Curiosidades

- 1966- Estreou na rede Americana ABC a série de TV BATMAN, que ficou famoso pelos recursos visuais que ilustravam as lutas dos heróis.
- 1976- Morte da escritora AGATHA CHRISTIE
- 1616- Fundação da cidade de BELÉM DO PARÁ
- 1855- Publicação do primeiro texto do escritor MACHADO DE ASSIS, a poesia 'ELA'
- 1948- A Corte Suprema dos Estados Unidos declara a IGUALDADE entre brancos e negros
Victor Hugo: 'O Homem e a Mortalidade'
VICTOR HUGOQuando morreu, no século XIX (1802-1885), Victor Hugo arrastou nada menos que dois milhões de acompanhantes no seu cortejo fúnebre, em plena Paris.
Lutador das causas sociais, defensor dos oprimidos, divulgador do ensino e da educação.
O genial literato deixou textos inéditos que, por vontade sua, sómente foram publicados após a sua morte. Um deles fala exactamente do homem e da mortalidade e se traduz mais ou menos nas seguintes palavras:
" A morte não é o fim de tudo. Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra.
Na morte o homem acaba e a alma começa.
Que digam esses que atravessam a hora fúnebre, a última alegria, a primeira do luto.
Digam se não é verdade que ainda há ali alguém, e que não acabou tudo ?
Eu sou uma alma.
Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu, o meu ser.
O que constitiu o meu eu, irá além.
O homem é um prisioneiro.
O prisioneiro escala penosamente os muros da sua masmorra.
Coloca o pé em todas as saliências e sobe até ao respiradouro.
Aí, olha, distingue ao longe a campina, aspira o ar livre, vê a luz.
Assim é o homem.
O prisioneiro não duvida que encontrará a claridade do dia, a liberdade.
Como pode o homem duvidar se vai encontrar a eternidade à sua saída?
Por que não possuirá ele um corpo subtil, etéreo. De que o nosso corpo humano não pode ser senão um esboço grosseiro ?
A alma tem sede do absoluto e o absoluto não é deste mundo. É por demais pesado para esta terra.
O mundo luminoso é o mundo invisível.
O mundo do luminoso é o que não vemos.
Os nossos olhos carnais só vêem a noite.
A morte é uma mudança de revestimenta.
A alma, que estava vestida de sombra, vai ser vestida de luz.
Na morte o homem fica sendo imortal.
A vida é o poder que tem o corpo de manter a alma sobre a terra, pelo peso que faz nela.
A morte é uma continuação.
Para além das sombras, estende-se o brilho da eternidade.
As almas passam de uma esfero para outra, tornam-se cada vez mais luz. Aproximam-se cada vez mais e mais de Deus.
O ponto de reunião é no infinito.
Aquele que dorme e desperta, desperta e vê que é homem.
Aquele que é vivo e morre, desperta e vê que é Espírito."
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Pesquisa e adaptação: Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca
http://manobelmontecantor.blogspot.com
segunda-feira, janeiro 12, 2009
Globos de Ouro
O filme "Slumdog Millionaire", com quatro Globos de Ouro conquistados, e a actriz Kate Winslet, com dois galardões, foram os grandes vencedores da 66.a cerimónia de entrega destes prémios atribuídos pela Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, que decorreu ontem em Los Angeles...Ler notícia completa
Adaptação:MB
Crónica do Canadá
Pela Paz na Terra Santa
NA TERRA SANTA entrecruzam-se três grandes religiões. Ela tem, por isso, um significado especial tanto para os judeus e cristãos, como para muçulmanos.
Para os cristãos, é terra sagrada onde nasceu, pregou, sofreu, morreu e ressuscitou Jesus Cristo.
Para os judeus é a terra que Deus prometeu ser sua depois do sofrimento de gerações e gerações no Egipto e na Babilónia.
Os palestinianos sabem que viveram naquelas paragens desde tempos imemoriais e que Maomé ficou ligado à cidade de Jerusalém.
E todos tem razões históricas para o seu apego aquela terra chamada SANTA por todos eles.
E o Talmude, a Bíblia e o Corão proclamam a necessidade da ajuda ao próximo.
Mas a evolução histórica, económica e política fez nascer o ódio entre todos, fez esquecer os ensinamentos do Deus único, seja chamado Ala ou simplesmente Deus, fez com que todos disputem o mesmo terreno. todos querem que Jerusalém seja sua, fez com que em vez do diálogo e da tolerância se fizesse uso da força e do sectarismo, levando a matar em nome desse Deus.
Nos últimos tempos, este processo de desentendimento agravou-se acelaradamente numa escala de violência nunca vista. E, no momento actual, morre-se, sofre-se, destroi-se sem dó nem piedade.
No momento actual, tem sido sacrificados os direitos humanos mais sagrados como o direito à terra, à habitação, ao desenvolvimento, ao sossego e à felicidade, apanhando nesta voragem cristãos, judeus e palestinianos.
É urgente que a paz volte à Terra Santa, é urgente que o diálogo e a negociação tomem o lugar das armas, que a razão substitua o sectarismo, que os tanques recolham e os homens e as mulheres-bomba sejam substituídos pelo amor e pela solidariedade.
Se tal não acontecer o ódio continua a crescer, as mortes aumentam, o sofrimento generaliza-se, os bens são destruídos, o futuro será incerto para todos, na região disputada e fora dela.
Os que crêem que peçam a Deus pela paz, os que crêem e os que não crêem que façam, de mãos dadas, os esforços possíveis e até impossíveis por chamar à razão os que espalham o ódio e a morte.
Que todos nós sintamos a gravidade deste problema e usemos os meios ao nosso alcance para que a Paz seja possível.
Pensamento da Semana
"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...Lembre-se: Se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo" ( Albert Einstein )
Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca
sexta-feira, janeiro 09, 2009
ENVELHECER...

- Envelhecer é o único meio de viver muito tempo.
- A idade madura é aquela na qual ainda se é jovem, porém com muito mais esforço.
- Envelhecer é passar da paixão para a compaixão.
- Muitas pessoas não chegam aos oitenta porque perdem muito tempo tentando ficar nos quarenta.
- O que não é belo aos vinte, forte aos trinta, rico aos quarenta, nem sábio aos cinquenta, nunca será belo, nem forte, nem rico, nem sábio...
- Quando se passa dos sessenta são poucas as coisas que nos parecem absurdas.
- Os jovens pensam que os velhos são patetas, os velhos sabem que os jovens o são.
- A maturidade do homem é voltar a encontrar a serenidade como aquela que se usufruia quando era menino.
- Nada passa mais depressa que os anos.
- Nos olhos dos jovens arde a chama, nos olhos dos idosos brilha a luz.
- Sempre há um menino em todos os homens.
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VATICANO

- Papa traça quadro negro da situação internacional
- Bento XVI lembra crise económica, pobreza, terrorismo, catástrofes naturais e violência crescente contra os cristãos
Bento XVI traçou esta quinta-feira um retrato preocupante da situação internacional, destacando o "recrudescimento da violência" na Terra Santa.
"Mais uma vez, queria repetir que a opção militar não é uma solução e que a violência, de onde quer que ela venha e seja qual for a forma que tome, deve ser condenada firmemente", assinalou.
O Papa falava no Vaticano ao receber os membros do corpo diplomático acreditado junto da Santa Sé, em representação de 177 países. Este é um dos discursos mais importantes do ano e permitiu a Bento XVI traçar uma espécie de radiografia do mundo, das castástrofes naturais e da violência crescente contra os cristãos.
Para Bento XVI, a actual situação em Gaza "provoca danos e sofrimentos imensos às populações civis" e complica ainda mais "a busca de uma saída para o conflito entre israelitas e palestinianos, vivamente desejado por muitos de entre eles e pelo mundo inteiro".
O Papa deixou votos de que "com o compromisso determinante da comunidade internacional, a trégua na Faixa de Gaza entre novamente em vigor - algo que é indispensável para dar condições de vida aceitáveis às populações - e que sejam relançadas negociações de paz renunciando ao ódio, às provocações e ao uso das armas".
Num contexto de eleições, Bento XVI deseja que surjam "dirigentes capazes de fazer avançar, com determinação, este processo e guiar os seus povos para a reconciliação, difícil mas indispensável".
No Médio Oriente, o Papa aludiu ainda à necessidade de diálogo entre Israel e a Síria, à situação no Líbano e à importância de negociações sobre o programa nuclear iraniano, "permitindo satisfazer as exigências legítimas do país e da comunidade internacional".
Sobre o Iraque, ficou um apelo ao "virar da página", para construir um futuro "sem discriminação de raça, etnia ou religião".
Fonte: Agência Ecclesia
Adaptação: Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca
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quinta-feira, janeiro 08, 2009
A LÍNGUA MIRANDESA

O mirandês foi reconhecido como uma língua oficial de Portugal pela Lei n}7/99, de 29 de Janeiro de 1999. A sua escrita segue a Convenção Ortográfica da Língua Mirandesa, publicada em 1999 e a que em 2000 se seguiu uma Primeira Adenda. Estima-se que o número dos seus falantes poderá variar entre 7 e 10 mil.
O mirandês manteve-se como língua exclusivamente oral até 1882, altura em que José Leite de Vasconcelos a dá a conhecer à comunidade científica, escreve os primeiros textos e publica os estudos fundamentais em "Estudos de Philologia Mirandesa" (1900-1901). Desde então, embora de modo irregular, vão surgindo escritores e estudiosos da língua, sendo de destacar António Maria Mourinho que manteve viva a atenção em relação à cultura e à língua mirandesas desde os anos quarenta do século XX.
Após a proposta de lei apresentada pelo deputado mirandês Júlio Meirinhos e a sua conversão na lei n}7/99, de 29 de Janeiro de 1999, o mirandês suscitou uma onda de interesse sem precedentes, tendo-se vindo a realizar um grande esforço de recuperação da memória linguística e de transmissão dos saberes colectivos. Na sua divulgação têm tido um papel fundamental os músicos mirandeses e outros, bem como uma geração de escritores mirandeses que tem vindo a surgir, publicando quer obras originais quer traduções e, em particular, na internet.
Como língua de Portugal, o mirandês é um valor seguro da cultura e da identidade portuguesas. A divulgação da cultura mirandesa, de modo adequado, e o carinho em relação à língua mirandesa são essenciais para que essa língua se mantenha viva, ultrapassando as dificuldades que tem vindo a enfrentar... uma parte importante da riqueza cultural de Portugal que está em causa, integrante do património imaterial da humanidade.
Pesquisa e adaptação: Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca
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Investigador português demonstra as origens fadistas do tango

O estudioso de fado Daniel Gouveia apresentou em Lisboa uma palestra na qual demonstrou as origens fadistas do tango e estableceu outras analogias com canções sul-americanas e o flamenco.
No âmbito de um jantar promovido pela Associação Portuguesa dos Amigos do Fado (APAF), no Retaurante do Fado, em Lisboa, Daniel Gouveia apresentou uma comunicação na qual demonstrou a paternidade fadista do tango argentino.
As origens fadistas do tango, explicou Daniel Gouveia à Agência Lusa, remontam ao século XIX, e estão ligadas à Colónia de Sacramento (Sul do Brasil).
Establecido um forte na então colónia do Sacramento (actual Uruguai), os portugueses iam de barco até Buenos Aires e faziam serenatas às crioulas, disse Daniel Gouvaia.
As origens do tango estarão, segundo o estudioso que citou uma investigação de João Moura, publicada em 2001, nestas canções que os portugueses cantavam quando de noite visitavam a capital argentina.
Mas, Daniel Gouveia demonstrou também as influências do fado no surgimento das canções populares portuárias chilenas, nomeadamente o valsecito criollo e o bolero.
Daniel Gouveia acompanha neste sentido as investigações de Miguel Ângel Vera Sepúlveda, investigador que se tem debruçado sobre as influências do fado na música popular chilena.
Gouveia apresentou o registo sonoro de El jibarito cantado por Tona la Negra que, é exactamente o fado tradicional Zé Grande composto por Raul Pereira na primeira metade do século passado.
Quem influenciou quem, ou será uma mera coincidência, tanto mais que a Tona nunca veio à Europa, é um mistério que se colocou à audiência.
O investigador apresentou ainda registos fonográficos onde se revelam existirem similitudes entre o flamenco e o fado, quer pela temática quer pela interpretação.
Além da palestra do investigador, houve ainda a apresentação de um conjunto de jovens fadistas.
São eles Marco André, que venceu a Grande Noite do fado em Juvenis em 1997 , Catarina Rosa e Sérgio Daniel, vencedores juvenis da Grande Noite do Fado em 2003 e Tiago Simões.
À viola-baixo esteve André Ramos, e na guitarra portuguesa Ângelo Freire.
A APAF comemorou dez anos de existência e este jantar temático insere-se nas suas celebrações, prevendo ainda o lançamento de um livro sobre Maria Severa e a realização de um ciclo dedicado aos poetas comtemporâneos de fado.
Fonte: Agência LUSA
Adaptação: Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca
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quarta-feira, janeiro 07, 2009
Sobre o Futuro da Igreja Católica

(Padre, Teólogo e Filósofo, docente da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra)
Foi notícia nos média: a diocese de Lisboa perdeu nos últimos sete anos à volta de cem mil fiéis praticantes.
O próprio cardeal-patriarca reconheceu que há muita negatividade nas celebrações e na Igreja: inadaptação aos novos tempos; deficiências na formação dos padres; má proclamação da Palavra de Deus; má qualidade e falta de mensagem religiosa dos cânticos; homilias inadequadas e deficientes.
Os jovens queixam-se de que as celebrações são uma seca e, frequentemente, têm razão. Onde estão a possibilidade de participação e de diálogo e homilias iluminantes da vida e dos seus problemas e a festa ?
Por outro lado, há a invasão do materialismo e do consumismo hedonista. Ora, numa sociedade que procura fundamentalmente o bem-estar material, Deus tem cada vez menos lugar. Mesmo que haja - e há - procura de espiritualidade, já não é necessariamente através da mediação da Igreja. Aliás, há uma imensa crise de fé, que atinge o próprio clero, e sinais de que o cristianismo se pode tornar minoritário na Europa.
Mas é preciso também prevenir para equívocos e falsas idealizações. Assim, como mostrou J.Delumeau, não se pense, por exemplo, que a Idade Média foi sempre modelo de vida cristã. Apesar de tudo, talvez a Igreja hoje seja mais autêntica do que em todas as outras épocas, com excepção dos primeiros tempos do cristianismo. Não se pode esquecer que o mais importante é a prática cristã na vida: praticar a justiça, amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesmo. A outra prática - a frequência da missa - deveria vir na sequência da primeira.
De qualquer forma, embora, segundo estudo recente, mais de dois terços dos portugueses apresentem o ser católico como factor de identidade nacional, há uma crescente desafeição em relação à Igreja institucional. De facto, ela não acompanha os tempos e é vista como retrógrada: veja-se, por exemplo, a moral sexual e a relação entre fé e ciência.
Ainda recentemente dizia Eduardo Lourenço: " Lamento que o catolicismo se refugie em coisas arcaizantes que têm efeitos éticos e sociais deploráveis. Não sei se está condenado a morrer, mas está condenado a transformar-se."
Quando se pensa nas transformações do mundo moderno, percebe-se quanto será necessário, sem perder o núcleo da sua mensagem, a Igreja mudar. Dificilmente serão aceitáveis estruturas piramidais, sem participação activa, democrática. As mulheres andam magoadas com a Igreja e vão, legitimamente, exigir tratamento de igualdade. A Igreja não pode pregar os direitos humanos para fora, não os praticando dentro dela. Um dogmatismo rígido e inflexível, sem uma sadia opinião pública, não lhe é de modo nenhum favorável.
Depois, há vícios que é preciso combater, como proclama, do alto dos seus 81 anos, o cardeal Carlo Martini, considerado papabilis durante anos. Para ele, " o vício clerical por excelência" é a inveja. Há muitas pessoas, dentro da Igreja "consumidas" pela inveja, perguntando: "Que mal cometi eu para nomearem fulano como bispo e não a mim?"
Para Martini, há outros pecados capitais fortemente presentes na Igreja: a vaidade e a calúnia. "Que grande é a vaidade na Igreja! Vê-se nos hábitos. Antes, os cardeais exibiam capas de seis metros de cauda de seda. A Igreja reveste-se continuamente de ornamentos inúteis. Tem essa tendência para a ostentação, o alarde."
E "o terrível carreirismo" clerical, especialmente na Cúria Romana, "onde todos querem ser mais"? Por isso, "certas coisas não se dizem, já que se sabe que bloqueiam a carreira". Isso é "péssimo para a Igreja". A verdade brilha pela ausência, pois "procura-se dizer o que agrada ao superior e age-se como cada um imagina que o superior gostaria, prestando deste modo um fraco serviço ao Papa".
Autênticas comunidades cristãs têm de assentar em três pilares: fé viva e capaz de dar razões, prática do amor e da justiça, celebrações belas a fortalecer a vida e a fé e a dar horizonte de sentido último à existência.
A Igreja só pode ter futuro, cumprindo o núcleo da sua missão: manter a pergunta acesa e activa a compaixão.
Fonte: Jornal 'Raio de Luz'
Adaptação: Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca
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CURIOSIDADES

AVENCA = Tem acção protectora sobre peles sensíveis e age contra a queda de cabelos.
Combate males respiratórios como bronquite e tosse com catarro.
BOLDO CHILENO = Poderoso digestivo e hepático, com prioridades tónicas e estimulantes, activa a secreção salivar, biliar e gástrica em casos de hipoacidez e dispepsias. Muito utilizado em hepatite crónica e aguda.
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Um homem viúvo, vivia na mesma casa com suas duas filhas. Elas eram muito curiosas e inteligentes. faziam muitas perguntas. Algumas ele sabia responder, outras não. Como pretendia dar a elas a melhor educação, mandou-as passar férias com um Sábio que vivia sózinho no alto de uma colina. Assim elas podiam aprender muito mais. De certeza teriam sempre resposta para as suas perguntas.
O Sábio respondia a todas as perguntas sem hesitar. Impacientes com o Sábio, as meninas resolveram inventar uma pergunta para ver se ele saberia ou não responder.
Então uma delas apareceu com uma linda borboleta que usaria para tentar enganar o Sábio.
-O que vais fazer com essa borboleta ? - perguntou a irmã.
-Vou escondê-la nas minhas mãos e perguntar ao Sábio se ela está viva ou morta. Se ele disser que está morta, abro as minhas mãos e deixo-a voar. Se ele disser que está viva, vou apertá-la e esmagá-la. E assim qualquer resposta que o Sábio nos der, será sempre errada !
As duas irmãs foram então ao encontro do Sábio, que estava a meditar.
-Tenho aqui uma borboleta. Diga-me, Sábio, ela está viva ou morta ? Calmamente o Sábio sorriu e respondeu:
-Depende de ti. Ela está nas tuas mãos.
Assim é a nossa vida, o nosso presente e o nosso futuro. Não devemos culpar ninguém quando algo não dá certo. Somos nós os responsáveis por aquilo que consquistamos (ou não conquistamos). A nossa vida está nas nossas mãos, como a borboleta. Cabe-nos escolher o que fazer com ela.
Adelino Vieira
Terceira/Açores
segunda-feira, janeiro 05, 2009
Cantar dos Reis ou Cantar das Janeiras

As Janeiras ou Cantar as Janeiras (Reis) é uma tradição em Portugal que consiste na reunião de grupos que se passeiam pelas ruas no início do ano, cantando de porta em porta e desejando às pessoas um Feliz Ano Novo.
Ainda temos bem presentes na memória a "valente surra" que apanhamos por nos incorporar num grupo que iria cantar as janeiras de porta em porta . Um uso tradicionalmente muito antigo e que ainda se mantém bem vivo em algumas regiões de Portugal, principalmente, na região nortenha..
Os graúdos e miúdos misturavam-se em grupos, e na falta de instrumentos musicais genuinos improvisavam-se com tampas de panelas (testos), caixas de papelão (tambores), colheres de pau (castanholas), e os mais atrevidos "batiam" em penicos velhos para que o "som" contrastasse com a demais "musicabilidade"... Grande era a algazarra pelo caminho para logo silenciarem-se diante de uma casa (pobre ou rica). Compunham-se, tossiam baixinho para afinar a voz não fosse o catarro fazer das suas... e começava a cantoria:
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Ano Novo, Ano Novo
Ano Novo, melhor ano,
Vimos cantar as Janeiras,
Como é de lei cada ano.
Viva a dona desta casa
Que é senhora bem formosa !
Se nos der qualquer coisinha
Fica mais linda que a rosa.
Ora viva o senhorio
Desta importante mansão !
Se nos der uma lembrança
Mostra que tem coração.
Boas-Festas, Boas-Festas
Aqui haja neste dia,
Que lhas manda o Rei do Céu
Com prazer e alegria.
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Muitas das quadras eram improvisadas e se esvaneceram no tempo... outras, repetidas de ano para ano, passavam de geração em geração ficando para sempre na memória de um povo único que somos e que tem por obrigação perservar a sua cultura popular tão rica e variada em tradições ancestrais como esta.
Continuação de Boas-Festas e UM ANO NOVO FELIZ !
Mano Belmonte
manoamano@sympatico.ca
sábado, janeiro 03, 2009
CARTA DO CANADÁ
Fernanda Leitão
UM SANTO QUE EU CONHEÇO
Digo-o lisamente: Deus tem-me dado muito mais do que mereço. E uma das mais imerecidas bençãos é o ter conhecido verdadeiros santos. Alguns já deixarem este mundo e desses poderei falar sem cometer uma incorrecção apontada pelo Arcebispo Emérito de Braga, Dom Eurico Dias Nogueira, que um dia, no Santuário do Sameiro, e perante largos milhares de pessoas, referiu que não dizia os nomes de umas pessoas ainda vivas, de quem apontava o louco amor pela Pátria, pois "os santos não tem tripas".
Quem sou eu para não prezar as doutas palavras do ilustre prelado que tão bem serviu a Igreja, em Portugal e em África? Mas arrisco o pecado citando um santo ainda vivo, certa de que todos compreenderão que os países precisam de referências morais palpáveis, vivas.
Outra benção que sobre mim se derramou foi ter nascido em África e ter vivido largos anos em Tomar, em pleno Ribatejo, para não ter de passar pelo desgosto de ser de Lisboa e não ir à terra, como acontece com vários amigos meus. Viver na província põe-nos os pés assentes na terra, ensina-nos a viver frugalmente, a conhecer toda a gente pelo primeiro nome, a guardarmos as pessoas de referência como quem protege um tesouro.
Foi assim que, naqueles dias sombrios dos princípios de 1976, esses em que não há palavras onde caiba a mágoa de um império de 500 anos caído de forma tão feia, entrei numa pensão de Vila Nova de Ourém que estava a abarrotar de pessoas a quem chamavam "retornadas". Era uma mole de gente silenciosa, de olhar perdido e faces contraídas. Notei um homem que parecia totalmente perdido, a caminhar pelos corredores apalpando as paredes. Meti conversa com ele. Veio de Cabinda com a roupa do corpo e uma mágoa suplementar: as tropas cubanas tinham saqueado tudo, até o cemitério local, donde levaram as placas de mármore das sepulturas, e uma delas era a da falecida mulher deste português. Sobre isto, estava cego, referiu uma doença a exigir cirurgia mas ele estava desmunido de todos os meios. Lembrei-me, de repente, do que se dizia de um oftalmologista de Santarém, o Dr. Joaquim Gonçalves Izabelinha . Que era um santo, dizia toda a gente. Pedi licença ao meu interlocutor e fui ao escritório da pensão saber se havia algum voluntário que transportasse este homem a Santarém e entregasse uma carta minha ao médico. Havia e eu regressei confiadamente às lides do TEMPLÁRIO, jornal que então dirigia. Tempos depois fui a Ourém saber o que se passava e a minha alegria não podia ser maior: o Dr. Izabelinha, mesmo sem me conhecer, operou, instalou e manteve aquele homem que, diante de mim, já via. Escrevi ao médico a agradecer e assim começou uma amizade epistolar de muitos anos.
Acabámos por nos conhecer pessoalmente e demo-nos um grande abraço.
Desportista na Académica de Coimbra, enquanto estudante, no tempo em que ser da Briosa era quase como tomar ordens num culto, a Medicina foi para este ribatejano um instrumento de santidade com que tem vivido. Fez bem sem olhar quem, ajudou tudo e todos, incluindo jornais onde ele sentisse o cheiro do patriotismo e da verdade. E fê-lo com humildade, quase que a pedir desculpa, apagado, simples. Repassado de tristeza pela morte da mulher e da filha, revia-se no filho que lhe sucedeu na oftalmologia, e tentava dar a todas as dores a alegria e a esperança.
Este santo com tripas fez agora 100 anos.. E eu, nesta lonjura de cinco mil quilómetros, venho associar-me às homenagens e dizer ao meu caro leitor que valeu a pena viver para encontrar este santo varão que tanto honra todos nós.
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sexta-feira, janeiro 02, 2009
E agora ? O que vai ser de nós ?E chegamos ao 2009, após passados 35 anos da revolução de Abril (1974)! "Festas Felizes", "Boas Festas", "Bom Ano Novo", muitos foguetes à mistura na despedida do ano velho, muita alegria, muita nostalgia e esperança, muitos ricos, muitos pobres e, uma caterva de novos ricos e novos pobres. Ser pobre é tudo menos ser novo. Ser novo rico tem conotações negativas, como ser novo pobre tem positivas. Ricos e pobres, estamos todos no mesmo barco !
"2009 será o ano de todas as tempestades", dizem os entendidos deste país. Para mais, há a tal crise internacional, que ninguém sabe onde irá parar. Conseguirá o sistema financeiro internacional recuperar ? Os bancos vão voltar a emprestar dinheiro ? Quantos mais irão falir ? Qual o grau e a magnitude das recessões económicas que estão a afectar os Estados Unidos, a Europa, em especial países como a Espanha e a Inglaterra, que são nossos parceiros comerciais fundamentais ? E o desemprego ? Será que vai aumentar ? E haverá dinheiro para suportar esta estrondosa despesa com as reformas ? Até quando ? Irão as recessões económicas desestabilizar, politicamente, as nossas parcas economias ? Será que temos ainda ouro nas nossas reservas ? E o défice ? E a onda de crimes que tem assolado o país ? E a corrupção ? E os combustíveis ? E as portagens ? E a Plebe ? A Peble rústica exaltada é uma m...., é um problema grave. É assim como uma espécie de sub-produto, uma declinação infeliz de alarvidade e rusticidade que nenhuma Plebe por mais boçal e simplória que fosse jamais exibiria. É preciso muito cuidado com ela !
Greves, manisfestações, sindicatos, professores, alunos, pais dos alunos, ameaças, escolas encerradas, portagens e bens de consumo de primeira mais caros, bancos, hospitais, Casa Pia... Uma loucura ! Mais do que uma crise financeira, económica, social e política, esta é também uma crise de imaginação e das ideologias. Ninguém tem respostas para nada, as ideias do passado parecem inúteis e ineficazes. É esse, talvez, o maior desafio de todos.
Feliz 2009 !
Cruz dos Santos
Coimbra
quinta-feira, janeiro 01, 2009
EMAIL... por Adelino Vieira

Amanhã, quando alguns de nós acordarmos e a maioria se for deitar para dormir, já é Ano Novo. Aquele que é sempre esperado, para ser melhor daquele que acabou. Porém, e quando olharmos à nossa volta é certo que tudo estará no mesmo lugar, nada mudou.
É bem possível, que só depois de acordar a gente note que nem dormiu na cama, foi no chão ou no sofá ao lado de garrafas vazias e restos de comida e quem sabe... na casa de algum amigo ou amiga. Nada de mal, é a euforia do Ano Novo, que nos faz esquecer por vezes quem somos, onde estamos e o que queremos... É no fundo, a Esperança que reside dentro de todos nós a falar ou a crer que tudo mude, que tudo seja melhor. Só que, para que tudo seja melhor, só é necessário uma coisa: Que saibamos amar ! E isso, parece-me que insistimos em não crer aprender. Queremos na realidade amar, mas queremos amar sempre alguém antes de nos amarmos a nós próprios. Isso não é nada difícil de fazer é sim, difícil de entender. Goste de si como é, goste do que faz, seja você (procure não imitar ninguém), ache-se bonita ou bonito, acredite que é capaz , aprenda a ouvir, rspeite aquilo que os outros são ou dizem, não condene nem critique ninguém, chame as pessoas pelo seu nome e não pelo que lhe parecem... Não seja racista, radical ou intolerante. Seja afável, carinhoso, honesto e cumpridor.
Nunca tire vantagem da fraqueza ou ignorância dos outros. Ofereça aquilo de que já não precisa aos que ainda não têem o que já lhe sobra.
Isso é amar. Não fale na crise, ela virá se nós a continuarmos a chamar. Não ouça notícias, elas são sempre desagradáveis. Espalhe sorrisos e abraços, verá que tudo será diferente, daquilo que nos fazem crer. Para terminar, e se defacto estiverem assustados com o que vai ser 2009, então façam já a passagem do ano para 2010, no fundo somos nós que fazemos as datas e que estabelecemos o calendário, não é verdade ?
Sinceramente para vocês, o dobro daquilo que me desejam.
Não prometam aquilo que não podem nem sabem fazer.
terça-feira, dezembro 30, 2008
domingo, dezembro 28, 2008
CRÓNICA DO CANADÁ -ANO NOVO- 2009
ANO NOVO
Vamos dar início a um NOVO ANO.
É o primeiro dia. Todos queremos iniciar mais um ano com esperanças renovadas. É um momento de alegria e confratenização.
Os pedidos, em geral, são para que se tenha muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender.
Mas será que se tivermos tudo isso teremos a garantia de um ano novo cheio de felicidade ?
Se Deus nos dá saúde, o que normalmente ocorre é que tratamos de acabar com ela em nome das festas. Seja com os excessos na alimentação, bebidas alcoólicas, tabaco, ou outras drogas não menos prejudiciais à saúde.
Não nos damos conta de que a nossa saúde depende de nós.
Dessa forma, se quisermos um bom ano, teremos que fazer a nossa parte.
Se pararmos para analisar o que significa a passagem do ano, perceberemos que nada se modifica externamente.
Tudo continua sendo como na véspera. Os doentes continuam doentes, os que estão na cadeia continuam encarcerados, os infelizes continuam os mesmos, os criminosos seguem arquitectando seus crimes, e assim por diante.
Nós, e somente nós podemos construir um ano melhor, já que um FELIZ ANO NOVO não se deseja , constrói-se.
Poderemos construir um ano bom a partir da nossa reforma moral, repensando os nossos valores, corrigindo os nossos passos, dando uma nova direcção à nossa estrada particular.
Se pensarmos um pouco mais nas pessoas que convivem connosco, se abrimos os olhos para ver quanta dor nos rodeia, se colocarmos as nossas mãos ao serviço de um mundo melhor, consquistaremos, um dia, a felicidade que tanto almejamos.
Enfim, quem quer um ano novo repleto de felicidades, não tem outra saída senão construí-lo.
Importa que saibamos que o novo período de tempo que se inicia, como tantos outros que já passaram, será repleto de oportunidades. Aproveitá-las bem ou mal, depende exclusivamente de cada um de nós.
Que todos possamos aproveitar muito bem o tesouro dos minutos na construção do amanhã feliz que desejamos, pois a eternidade é feita de segundos.
Sem darmos conta, estaremos logo a chamar de "velho" o novo ano que se inicia e assim sucessivamente.
NOVO ANO FELIZ !
Mano Belmonte
sexta-feira, dezembro 26, 2008
sexta-feira, dezembro 19, 2008


http://manobelmontecantor.blogspot.com
VÍDEO: SANTA MARIA -Mãe do Natal-
Letra: Maria do Sameiro
Música: Martinho d'Assunção
Intérprete: Mano Belmonte
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segunda-feira, dezembro 15, 2008
Ao meu digníssimo amigo de peito: Mano Belmonte

Se celebramos com tanta solenidade o nascimento de Jesus, fazemo-lo para testemunhar que cada homem é alguém, único e irrepetível. O Natal, Jesus viveu-o longe da sua casa, no contexto esquálido e anónimo duma gruta, numa situação de marginalidade. Por essa razão, é que esse dia é enigmático, envolve um não sei quê de extraordinário, de belo, e de humildade, de uma vontade enorme de nos unirmos, e de amar o próximo como a nós mesmos. Aliás, o Natal sempre trouxe consigo alguma luz. Uma luz calorosa, uma luz de paz e de fraternidade!
O Natal, é um acontecimento que verdadeiramente mudou a face do mundo. Não é testemunho disso a atmosfera de alegria que se respira pelas ruas das cidades e das aldeias, nos lugares de trabalho, no íntimo das nossas casas ? A festa do Natal entrou nos hábitos como acontecimento incontestado de alegria e de gesto de altuísmo e de amor. Este florescimento de generosidade e de cortesia, de atenção e de desvio, inscreve o Natal nos momentos mais belos do ano, ou até mesmo da vida, impondo-se mesmo àqueles que não têm fé e, no entanto, não conseguem subtrair-se ao fascínio que se desprende desta mágica: NATAL !
Isso explica também o aspecto lírico e poético que envolve esta quadra: quantas melodias pastoris, quantas canções dulcíssimas surgiram à volta desse acontecimento! E que grande carga de sentimento ou, às vezes, de nostalgia ele sabe suscitar! A natureza que nos rodeia adquire neste dia uma linguagem doce e inocente, que os faz saborear a alegria das coisas simples e verdadeiras, a que o nosso coração aspira, mesmo sem o saber.
Assim sendo, vamos abrir espaços em nossos corações e deixemos que o Menino Deus faça dele a sua morada e realize em nossas vidas seu plano de Amor. Para que, assim, o verdadeiro sentido do Natal, não se perca nas trocas de presentes e algumas palavras frias e sem sentidos.
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-Aproveito a oportunidade, para desejar UM NATAL cheio de amor e de perdão. "Amor, porque é no amor que encontramos o verdadeiro sentido da vida. E no Perdão, porque é através do perdão, que damos ao amor o sentido mais pleno. Mas sobretudo, desejo que, quando todos se reunirem para celebrar o Nascimento de Cristo, todos vós, recebam do Céu todas as bênçãos. E que as Bençãos se estendam à vossa estimada Família. Pois só a Família é o símbolo de um Natal Feliz "!
Cruz dos Santos
Coimbra/Portugal
domingo, dezembro 14, 2008
sábado, dezembro 06, 2008























